Uma ocorrência de extrema gravidade mobilizou equipes de saúde e gerou comoção em Montes Claros nesta quarta-feira (7). Uma criança de apenas dois anos foi reanimada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) após sofrer um afogamento em uma piscina, no bairro José Corrêa Machado. O menino chegou a entrar em parada cardiorrespiratória e precisou de atendimento intensivo e prolongado para que o quadro fosse revertido.
De acordo com as informações apuradas, o SAMU foi acionado pela unidade da Estratégia de Saúde da Família (ESF) da região, que iniciou os primeiros atendimentos ainda antes da chegada da equipe especializada. Quando a Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU chegou ao local, a criança já se encontrava em parada cardiorrespiratória e recebia manobras de reanimação realizadas pelos profissionais da saúde.
Os socorristas do SAMU assumiram o atendimento e deram continuidade às manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), que se estenderam por aproximadamente uma hora e meia. Durante esse período crítico, o menino sofreu quatro paradas cardiorrespiratórias consecutivas, exigindo intervenção constante da equipe, uso de medicações e procedimentos avançados para manutenção das funções vitais.
Apesar da gravidade do quadro clínico e da longa duração do atendimento, os profissionais conseguiram reverter as paradas cardiorrespiratórias, estabilizando a criança ainda no local. Após os procedimentos iniciais, o menino foi medicado, intubado e preparado para o transporte em condições seguras até uma unidade hospitalar de referência.
A criança foi encaminhada para a Santa Casa de Montes Claros, onde permanece internada sob cuidados médicos intensivos. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde atualizado, mas a rápida atuação das equipes envolvidas foi fundamental para garantir a reversão do quadro e a chance de recuperação.
O caso reforça o alerta para os riscos de afogamento, especialmente envolvendo crianças pequenas. Situações como essa costumam ocorrer de forma silenciosa e em poucos minutos, exigindo atenção redobrada de pais e responsáveis, sobretudo em ambientes com piscinas, caixas d’água, tanques e outros reservatórios.
O SAMU destaca que a integração entre as equipes da atenção básica e do atendimento de urgência foi decisiva para o desfecho da ocorrência, ressaltando a importância do acionamento rápido do socorro e da realização imediata das manobras de primeiros socorros em casos de afogamento.


