Minas Gerais registra mais de 165 mil casos prováveis de dengue em 2025 e acende alerta para arboviroses - Rede Gazeta de Comunicação

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Minas Gerais registra mais de 165 mil casos prováveis de dengue em 2025 e acende alerta para arboviroses

Minas Gerais enfrenta, em 2025, um dos cenários mais preocupantes dos últimos anos no combate às arboviroses, especialmente à dengue. Dados oficiais divulgados pelas autoridades de saúde apontam que, até o dia 15 de dezembro, o estado contabilizou 165.900 casos prováveis de dengue, considerando todas as notificações registradas no sistema de vigilância epidemiológica, com exceção dos casos já descartados após investigação.

Desse total, 117.275 casos foram confirmados, o que demonstra a ampla circulação do vírus em diferentes regiões do estado. O avanço da doença tem refletido diretamente no aumento do número de internações e na sobrecarga dos serviços de saúde, sobretudo nos períodos de maior incidência do mosquito transmissor.

Além do elevado número de casos, o balanço oficial também revela um dado alarmante: 147 óbitos por dengue já foram confirmados em Minas Gerais em 2025. Outros 24 óbitos seguem em investigação, aguardando a conclusão de análises clínicas, laboratoriais e epidemiológicas para confirmação ou descarte da relação com a doença. As mortes reforçam a gravidade do atual cenário e a necessidade de intensificar as ações de prevenção e controle.

Chikungunya também preocupa

A situação da febre Chikungunya igualmente chama a atenção das autoridades sanitárias. Até o momento, o estado registrou 19.840 casos prováveis da doença, dos quais 17.518 foram confirmados por meio de exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos. Em relação aos óbitos, seis mortes já foram confirmadas como decorrentes da Chikungunya, enquanto outros dois óbitos permanecem sob investigação.

A Chikungunya é conhecida por provocar dores intensas nas articulações, que podem se tornar crônicas e comprometer a qualidade de vida dos pacientes por longos períodos, aumentando o impacto social e econômico da doença.

Zika segue sob monitoramento

Em relação ao vírus Zika, os números são significativamente menores quando comparados à dengue e à Chikungunya, mas continuam sendo monitorados de perto pelas equipes de vigilância. Minas Gerais registra 65 casos prováveis de Zika, com 16 confirmações até o momento. Não há registro de óbitos confirmados associados à doença no estado em 2025.

Apesar da menor incidência, o Zika exige atenção especial, principalmente devido aos riscos associados à gestação, como a síndrome congênita do Zika vírus, que pode causar malformações graves em recém-nascidos.

Aedes aegypti segue como principal vilão

As três doenças — dengue, Chikungunya e Zika — têm em comum o mosquito Aedes aegypti como transmissor. As autoridades de saúde reforçam que o combate ao mosquito continua sendo a principal estratégia para reduzir a incidência das arboviroses. A eliminação de água parada em recipientes como caixas d’água, pneus, garrafas, vasos de plantas e calhas é considerada fundamental para interromper o ciclo de reprodução do inseto.

Levantamentos como o LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti), realizados periodicamente em diversos municípios mineiros, têm apontado índices de infestação acima do recomendado em várias localidades, o que contribui para a manutenção da transmissão das doenças.

Alerta à população

As autoridades de saúde alertam a população para ficar atenta aos principais sintomas das arboviroses, como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, náuseas, cansaço extremo e, no caso da Chikungunya, dores articulares intensas. A orientação é procurar atendimento médico imediato ao surgimento dos primeiros sinais, evitando a automedicação, que pode agravar o quadro clínico, especialmente em casos de dengue.

O Governo de Minas e as secretarias municipais de saúde seguem intensificando campanhas educativas, ações de campo e estratégias de vigilância epidemiológica. No entanto, reforçam que o engajamento da população é decisivo para conter o avanço das doenças.

Com números elevados e mortes confirmadas, o cenário de 2025 evidencia que o combate às arboviroses em Minas Gerais exige atenção contínua, ações integradas e responsabilidade coletiva, para proteger vidas e reduzir os impactos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.