Polícia Militar procura autor de latrocínio na zona rural de Januária - Rede Gazeta de Comunicação

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Polícia Militar procura autor de latrocínio na zona rural de Januária

A Polícia Militar de Minas Gerais está mobilizada na busca pelo autor de um crime grave registrado na zona rural do município de Januária, no Norte de Minas. A ocorrência, classificada como roubo consumado com resultado em morte — latrocínio —, foi atendida nesse domingo (14) por equipes da 11ª Região da Polícia Militar (RPM), após a corporação ser acionada para averiguar a morte de uma idosa de 80 anos, encontrada caída no interior de sua residência, na comunidade rural de São Joaquim.

De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, o acionamento ocorreu após um homem procurar as autoridades relatando que havia encontrado a vítima desacordada dentro da casa onde morava sozinha. Diante da gravidade da situação, uma guarnição policial se deslocou imediatamente até o local, acompanhada por um perito da Polícia Civil, para a realização dos procedimentos iniciais de verificação e preservação da cena.

Ao chegarem à residência, os policiais constataram o óbito da idosa. O local foi isolado para garantir a integridade dos vestígios e possibilitar o trabalho técnico da perícia, fundamental para a elucidação do crime. Durante os levantamentos iniciais, surgiram diversos indícios que reforçam a suspeita de que a vítima tenha sido alvo de uma ação criminosa durante a madrugada.

Segundo relatos de moradores da comunidade, a idosa vivia sozinha no imóvel. Uma vizinha informou que, na madrugada de sábado (13), ouviu pedidos de socorro vindos da residência da vítima. No entanto, por não ter percebido sinais claros de violência ou movimentação suspeita, acabou não acionando as autoridades naquele momento. Apenas ao longo do dia, diante da ausência incomum da idosa e da falta de contato, os moradores passaram a estranhar a situação.

O fato foi comunicado ao homem que posteriormente acionou a Polícia Militar somente na manhã de domingo. Ao verificar o imóvel, ele encontrou a idosa caída no chão da casa, já sem sinais vitais, e imediatamente solicitou a presença da PM.

Durante a averiguação do local, os militares constataram sinais evidentes de possível arrombamento. Entre os indícios observados estavam a porta dos fundos da residência aberta, chaves jogadas na calçada, vestígios de pegadas no quintal e tijolos do muro derrubados, indicando que o autor pode ter acessado o imóvel de forma forçada. Parte dessas evidências, no entanto, acabou sendo prejudicada em razão das chuvas que atingiram a região, o que pode ter comprometido alguns vestígios importantes para a investigação.

Ainda assim, durante a vistoria no interior da residência, foi constatado o desaparecimento de uma televisão e de aproximadamente R$ 2.000 em dinheiro. Conforme apurado, esse valor era costumeiramente guardado pela vítima em casa. Relatos de populares também indicam que a idosa comentava com frequência que mantinha dinheiro em sua residência, o que pode ter motivado a ação criminosa.

Diante dos elementos encontrados no local — sinais de invasão, desaparecimento de bens e valores, além da morte da vítima —, a ocorrência foi classificada como latrocínio, crime considerado um dos mais graves do Código Penal por envolver roubo seguido de morte.

Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo da idosa foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Januária, onde serão realizados exames que podem auxiliar na confirmação da causa da morte e fornecer mais informações para o avanço das investigações.

A Polícia Militar informou que segue empenhada em rastreamentos e diligências na região, com o objetivo de identificar e prender o autor do crime. As equipes continuam realizando levantamentos, ouvindo moradores e coletando informações que possam contribuir para a elucidação do caso.

A PM reforça a importância da colaboração da população e orienta que qualquer informação que possa ajudar na identificação do suspeito seja repassada de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181 ou pelo telefone de emergência 190. A corporação reafirma seu compromisso com a repressão qualificada à criminalidade e com a preservação da segurança da população, especialmente em comunidades mais vulneráveis da zona rural.