O crime ocorreu dentro da residência do casal
A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio da 11ª Região de Polícia Militar (11ª RPM), registrou, na manhã do último sábado (6), um grave caso de feminicídio no bairro Santa Cecília, em Montes Claros. O suspeito, um homem de 32 anos, compareceu espontaneamente à sede da 209ª Companhia PM para relatar que havia matado sua companheira e que, dentro da residência, três crianças dormiam no momento do crime. Ele entregou as chaves da casa aos militares e indicou o endereço para que a situação fosse verificada.
Imediatamente, a guarnição deslocou-se até o imóvel. Ao entrarem no quarto principal, os policiais se depararam com a vítima, uma jovem de 26 anos, deitada na cama, apresentando graves ferimentos na região da cabeça e já sem sinais vitais. Diante da constatação, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, bem como a perícia técnica da Polícia Civil. Após os procedimentos no local, o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Montes Claros.
Durante o trabalho dos peritos, foi localizada e apreendida uma picareta, instrumento que, segundo os levantamentos iniciais, pode ter sido utilizado pelo suspeito para cometer o crime. O objeto foi recolhido como possível arma do homicídio e encaminhado para exames complementares.
Ao longo do registro da ocorrência, os militares identificaram que o casal manteve relacionamento por cerca de 13 anos. Segundo uma testemunha, ambos haviam rompido a relação havia aproximadamente quatro meses, mas teriam reatado há cerca de dois meses, retomando a convivência. Na residência, estavam três crianças — filhas do casal — com idades de 12, 9 e 2 anos, que dormiam no momento em que o crime ocorreu. As crianças foram amparadas e entregues aos cuidados dos avós maternos.
O pai da vítima foi informado do ocorrido pela Polícia Militar, porém decidiu não comparecer ao local, preferindo acompanhar a situação posteriormente
Na sede da Companhia, após relatar inicialmente que havia cometido o crime, o suspeito optou por exercer o direito constitucional ao silêncio, recusando-se a prestar outros esclarecimentos. Ele recebeu voz de prisão ainda no batalhão e foi conduzido à Delegacia de Plantão da Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça para as demais providências legais.
A Polícia Militar reforça que casos de violência doméstica e feminicídio devem ser denunciados imediatamente. Situações de risco podem ser comunicadas pelos números 190 e 180, garantindo atendimento rápido e sigiloso.


