A reação de Fael às provocações após derrota do Atlético - Rede Gazeta de Comunicação

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A reação de Fael às provocações após derrota do Atlético

Comentarista vira alvo de zoações no Alterosa Esporte, mas rebate com ironia e recados à concorrência

A edição desta segunda-feira (24/11) do Alterosa Esporte, tradicional programa esportivo da TV Alterosa, foi marcada por bom humor, provocações cruzadas e uma dose generosa de irreverência. A bancada democrática, conhecida pelas discussões acaloradas entre representantes das torcidas de América, Atlético e Cruzeiro, repercutiu a derrota atleticana para o Lanús na final da Copa Sul-Americana, disputada no último sábado (22/11), em Assunção, no Paraguai.

A entrada no estúdio já deu o tom do programa: vestindo máscaras do personagem Hulk, em referência direta ao atacante atleticano que desperdiçou o primeiro pênalti na decisão, os comentaristas Hugão (Cruzeiro) e Fernanda Cunha, a Nanda (América), surgiram celebrando e entoando uma paródia do clássico canto “Eu acredito”, tradicional entre os torcedores do Galo. A performance, ensaiada e carregada de deboche esportivo, arrancou gargalhadas no estúdio e abriu caminho para uma sequência de provocações.

Fael devolve ironia e mira concorrentes: “A gente não deixa o Galo de lado”

Alvo central das brincadeiras, o representante da torcida do Atlético, Fael, iniciou sua resposta com elegância, mas não deixou passar a oportunidade de cutucar os rivais. Antes mesmo de entrar nas provocações do programa, fez questão de exaltar a presença dos torcedores atleticanos no Paraguai.

“Deixo um grande abraço a quem esteve no Paraguai acompanhando o Galo, porque a gente não deixa o Galo de lado como outros clubes mineiros fizeram na Sul-Americana. Estivemos lá na final, comparecendo na arquibancada”, destacou, mirando nitidamente os cruzeirenses, que no ano anterior perderam a final para o Racing e, segundo Fael, não compareceram em peso.

Na sequência, o comentarista teve de lidar com outra provocação visual: além da máscara de Hulk, Hugão usava uma faixa comemorativa com o escudo do Atlético e a frase “Campeão da Copa Sul-Americana 2025”. Questionado sobre o adereço, Fael respondeu com ainda mais ironia.

“Faixa igual essa aqui eu tenho do Cruzeiro campeão da Sul-Americana do ano passado, do Cruzeiro campeão do Mineiro do ano passado, do Cruzeiro campeão da Copa do Brasil de 2014… Sou colecionador desse tipo de faixa aqui no programa.”

“Não é rebaixamento”: Fael minimiza derrota e lembra dramas dos rivais

Se as provocações iniciais foram leves, a discussão ganhou contornos mais intensos quando Fael relativizou a derrota na final, destacando que, apesar da zoação, a dor alvinegra não se compara ao sofrimento dos rivais com campanhas que culminaram em quedas à Série B.

“Minha maior tragédia em 11 anos na bancada é a turma comemorar que o Galo perdeu a final. Não é rebaixamento com três anos de Série B, não é quatro, cinco rebaixamentos”, afirmou, em referência às passagens recentes de Cruzeiro e América pela segunda divisão.

A fala, que misturou humor com alfinetadas diretas, gerou ainda mais reações no estúdio. Mesmo assim, Fael tentou manter o tom equilibrado, reforçando que disputar uma final continental é motivo de orgulho para grande parte da torcida atleticana — embora a frustração pela derrota seja inevitável.

Hugão encerra provocação com frase que viralizou: “Choradeira demorada!”

Sem perder o personagem e mantendo a postura descontraída, Hugão colocou um ponto final nas provocações com uma frase curta, mas que rapidamente se destacou nas redes sociais.

“Choradeira demorada!”, brincou, arrancando risos dos colegas.

O comentário resumiu o clima da bancada: rivalidade à flor da pele, provocações típicas do futebol mineiro e a leveza que transformou o Alterosa Esporte em um dos programas mais carismáticos da televisão esportiva regional.

Rivalidade saudável e audiência garantida

O episódio reforça o papel do programa como espaço de debate popular e democrático sobre futebol, onde o humor se mistura às análises esportivas e onde a rivalidade é vivida com intensidade, mas também com respeito. A participação espontânea dos torcedores, a repercussão nas redes e a brincadeira entre os comentaristas garantem que, mesmo em momentos de derrota, o clima siga descontraído — e a audiência, sempre alta.

Após a derrota na Sul-Americana, o clima entre os torcedores do Atlético segue dividido entre frustração e orgulho pelo desempenho. Mas, ao menos no estúdio, o que prevaleceu foi a tradição mineira de zoar, ouvir e responder, num ciclo infinito de rivalidade e paixão pelo futebol.