RAPHAEL BICALHO
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), por meio do SESI Minas, divulgou nota de posicionamento reforçando as ações adotadas após a identificação de anomalias estruturais no prédio da Escola SESI Montes Claros Professora Quita Guimarães, localizada no bairro Ibituruna. A instituição reiterou que agiu preventivamente desde os primeiros indícios de irregularidades na construção, visando prioritariamente a segurança de alunos, colaboradores e de toda a comunidade acadêmica.
Segundo o SESI, assim que foram identificados sinais de possíveis problemas estruturais, equipes técnicas iniciaram monitoramento constante, além de manterem diálogo direto com a Defesa Civil de Montes Claros e com a Turano, construtora responsável pelo empreendimento. O encaminhamento de um laudo de engenharia elaborado pela FIEMG à Secretaria Municipal de Defesa Civil motivou novas análises do poder público municipal.
A partir das conclusões preliminares de seu corpo técnico, e por medida de responsabilidade, a FIEMG desocupou totalmente a edificação no dia 14 de novembro, antes mesmo de qualquer recomendação oficial dos órgãos fiscalizadores.
No dia 19 de novembro de 2025, a Secretaria Municipal de Defesa Civil e o Serviço de Prevenção Contra Incêndio e Pânico do 7º Batalhão de Bombeiros Militar realizaram uma vistoria conjunta no prédio. A inspeção, motivada pelo laudo encaminhado pela FIEMG, constatou a existência de patologias estruturais com potencial de risco à comunidade escolar. De acordo com o relatório técnico, foram identificados indícios claros de comportamento anormal da edificação, apontando para a impossibilidade de reocupação em condições seguras neste momento.
Com base nas constatações, os órgãos responsáveis deliberaram pela interdição total do imóvel, medida que permanecerá válida até que seja realizada uma análise aprofundada das causas dos danos estruturais, seguida da reparação adequada das patologias encontradas. Após essas etapas, o prédio deverá passar novamente por avaliação de profissional ou empresa habilitada, que deverá emitir laudo conclusivo atestando plena segurança para uso.
A Defesa Civil ressalta que a edificação segue oficialmente interditada, e somente poderá ser liberada após a apresentação de laudo técnico definitivo, bem como nova vistoria realizada pelo órgão municipal.
Paralelamente ao processo de apuração e correção dos problemas estruturais, o SESI Minas informou que já trabalhava na reorganização do calendário escolar para evitar prejuízos pedagógicos aos estudantes. Como medida planejada e preventiva, as aulas presenciais serão suspensas a partir do dia 24 de novembro, passando a ocorrer remotamente. A escola estruturou uma série de estratégias para garantir a continuidade do ensino — incluindo atividades impressas, aulas mediadas por tecnologia, ações pedagógicas ajustadas por faixa etária e orientação direta às famílias.
A instituição reforça que mantém comunicação transparente e permanente com pais e responsáveis, disponibilizando atualizações sobre cada etapa do processo e esclarecendo dúvidas. O SESI também segue atuando na reorganização de espaços para assegurar a continuidade segura das atividades escolares enquanto aguarda os resultados técnicos definitivos sobre a estrutura do prédio interditado.
A FIEMG e o SESI Minas reafirmaram seu compromisso com a integridade e a segurança de toda a comunidade escolar, destacando que todas as decisões estão sendo tomadas de forma responsável, transparente e alinhada às recomendações dos órgãos competentes..


