A CPMI do INSS realizou mais um sessão nesta terça-feira 18/11. Foram cerca de 12 horas de depoimento. Foram ouvidos o alfaiate João Carlos Camargo e a Advogada Cecília Rodrigues Mota. Durante a oitiva de Camargo, que é investigado por ter recebido mais de 32 milhões de empresa envolvida no fraude da previdência, o depoente teve o direito de permanecer calado e mal respondeu as perguntas feitas.
Quando perguntado sobre o nome do contador das suas empresas e instruído pelo seu advogado, o depoente respondeu e “escapou de ser preso” segundo Carlos Viana.
A segunda depoente, Cecília Mota também se manteve em silêncio amparada por uma habeas corpus do Ministro Flávio Dino. Ainda assim, ela admitiu conhecer vários nomes ligados ao INSS, embora tenha afirmado, na maior parte das vezes, tratar-se apenas de “relações institucionais”. É o caso de André Fidelis, Eric Fidelis, Virgílio de Oliveira, Carlos Lupi e José Carlos Oliveira.
O Senador Carlos Viana do Podemos de MG, presidente da CPMI, falou sobre a suspensão do consignado. No encerramento da reunião, O Senador reiterou sua proposta de suspensão, por seis meses, da cobrança de empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. Segundo ele, isso seria uma atitude importante do governo federal em favor das vítimas das fraudes. Viana acrescentou que a CPMI já sabe quem são os fraudadores: “temos nomes, núcleos, o rastro financeiro, os operadores e quanto cada um desses senhores desviou. Nada ficará escondido da nação”, disse.


