Paula Pereira
Jornalista/ Programadora Visual/ Analista de Marketing
Há pessoas que, mesmo sem fazer barulho, vão deixando rastro de presença boa por onde passam. João Neto Alves Coutinho é dessas figuras. Natural de Varzelândia, nascido em 28 de janeiro de 1959, ele carrega na alma o jeito simples do Norte de Minas e a firmeza de quem cresceu vendo a vida de perto, sem enfeite nem frescura.

Chegou a Montes Claros ainda menino, em 1969, quando a cidade engatinhava rumo ao crescimento. Cresceu junto com ela, estudando em escolas que moldaram gerações: Dom Aristides Porto, Escola Normal, Colégio Inácio Loyola e São Norberto. Foi ali, entre livros, corredores e amizades, que João Neto afinou sua visão de mundo e firmou os valores que leva até hoje.
A vida profissional também foi diversa, como é comum a quem tem disposição de sobra. Passou pela Prefeitura, trabalhou no comércio e sempre deixou a marca do trabalhador dedicado, pontual e fácil de lidar. Quem conhece, sabe: João Neto é do tipo que resolve, não complica.
No Max Min Clube, acumulou 22 anos de convivência, histórias, amistosidade e aquele temperamento forte que todo mundo reconhece de longe. É presença constante, respeitada e sempre bem-vinda. E, claro, como todo bom norte-mineiro que gosta de prosa e amizade, não dispensa um bom jogo de buraco. Aliás, dizem que ele joga tão bem quanto pesca — e pesca com gosto. A paciência da pescaria, a estratégia do baralho e o sorriso sempre pronto definem bem o homem.
E se existe um traço que completa a identidade de João Neto, é sua paixão. Cada um tem o time do coração, e o dele bate forte e azul: Cruzeiro. Torcedor fiel, daqueles que acompanham, comentam, vibram e sofrem junto. Porque amor verdadeiro por time é assim, não se explica.
João Neto Alves Coutinho é, antes de tudo, parte da paisagem humana de Montes Claros. Um homem que veio de Varzelândia, cresceu na cidade, formou relações sólidas e construiu uma trajetória feita de trabalho, camaradagem e simplicidade — essa que, no fim das contas, é o que mais enriquece uma vida.
Nos tempos em que estamos, reconhecer trajetórias assim é também valorizar quem sustenta, de forma discreta e constante, o tecido social que nos une. João Neto é um deles. E merece ser celebrado.


