A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio da 11ª Região de Polícia Militar (RPM), está empenhada na localização do autor de um homicídio ocorrido na zona rural de Capitão Enéas, no Norte de Minas. O crime foi registrado no início da noite dessa segunda-feira (27), após um morador acionar o serviço de emergência informando ter encontrado o corpo de um homem caído em uma estrada vicinal próxima à rodovia MGC-122, sem saber se a vítima estaria apenas desacordada ou já sem vida.
Ao chegar ao local indicado, nas proximidades do km 221, os militares constataram que o homem estava sem sinais vitais, apresentando ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Inicialmente, foram observadas duas perfurações na região da nuca. O local foi isolado e a Perícia Técnica da Polícia Civil acionada.
Durante os trabalhos periciais, o perito criminal constatou seis perfurações de entrada, sendo duas na face, duas na nuca, uma no pescoço e uma na orelha esquerda, confirmando que a vítima foi atingida múltiplas vezes. Após a realização dos procedimentos técnicos, o corpo foi removido por uma funerária local até o Instituto Médico-Legal (IML) de Montes Claros, onde passará por exames complementares para confirmação da causa da morte.
No momento da ocorrência, a vítima não portava documentos nem aparelho celular, o que dificultou a identificação imediata. Diante disso, o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) realizou buscas por registros de desaparecimento em toda a região. Durante as consultas, foi localizado um boletim registrado na cidade de Espinosa, relatando o desaparecimento de um jovem de 28 anos, visto pela última vez na manhã do dia anterior.
Através de contato com o perito responsável pelo IML de Montes Claros, foi possível confirmar que o corpo encontrado em Capitão Enéas era, de fato, o do jovem desaparecido. Segundo relatos de familiares, ele havia saído de casa conduzindo um Toyota Corolla de cor cinza, com destino ao município de Mato Verde, e não manteve mais contato desde então.
Enquanto as equipes realizavam diligências para apurar o caso, a PM recebeu uma denúncia anônima informando sobre um veículo abandonado na Avenida Olímpio Magalhães Filho, no Bairro Santo Antônio II, em Montes Claros. No interior do automóvel havia manchas de sangue, reforçando a suspeita de que se tratava do carro da vítima.
Ao chegar ao local, os policiais confirmaram tratar-se do veículo utilizado pelo jovem. O perito compareceu novamente e solicitou a remoção do automóvel para o pátio credenciado, onde foi realizada a perícia detalhada. A presença de vestígios biológicos no interior do carro indica que o crime pode ter sido cometido durante o trajeto ou logo após a vítima ser rendida.
Com base nas investigações, os militares iniciaram a análise de imagens de câmeras de segurança instaladas ao longo da MGC-122 e de sistemas de videomonitoramento urbano. Os registros mostraram o deslocamento do veículo em diferentes trechos da rodovia e dentro do perímetro urbano de Montes Claros, entre 11h49 e 12h02 do dia do desaparecimento.
Após exame minucioso das imagens, os policiais conseguiram identificar características físicas e de vestuário do indivíduo que conduzia o carro, levantando fortes indícios de que ele possa estar envolvido diretamente no homicídio. Outras câmeras próximas ao local onde o veículo foi abandonado registraram o momento em que o suspeito estaciona o automóvel em uma via pouco movimentada e, em seguida, deixa o local a pé, pela Rua 29, aparentando pressa e comportamento nervoso.
A Polícia Militar segue com diligências intensificadas em Montes Claros, Capitão Enéas e cidades vizinhas, com apoio de equipes de inteligência e do sistema Olho Vivo, a fim de localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias que motivaram o crime.
De acordo com informações preliminares, não estão descartadas hipóteses de latrocínio (roubo seguido de morte) ou execução motivada por acerto de contas, mas apenas a conclusão do inquérito da Polícia Civil confirmará os detalhes do caso.
A Polícia Militar reforça que denúncias anônimas podem ser feitas pelos telefones 190 ou 181 (Disque Denúncia Unificado), garantindo sigilo absoluto das informações. O trabalho integrado entre as forças de segurança pública é essencial para identificar o autor e levar à Justiça o responsável por mais esse crime que chocou a população do Norte de Minas.


