O Cruzeiro se prepara para uma sequência de jogos decisivos no Campeonato Brasileiro 2025 com atenção especial para o acúmulo de cartões amarelos que pode gerar desfalques importantes. A equipe ocupa atualmente a segunda colocação na tabela, com 50 pontos, e enfrenta neste sábado (27/9), às 18h30, o Vasco, em São Januário, no Rio de Janeiro, pela 25ª rodada.
O técnico Leonardo Jardim demonstrou preocupação em entrevista ao colunista Jaeci Carvalho, do jornal Estado de Minas, ressaltando que a equipe foi “castigada de forma muito severa” nos últimos jogos. Segundo ele, muitos cartões amarelos recebidos nos confrontos recentes foram injustificados, embora afirme não acreditar que haja má-fé por parte da arbitragem.
“Estou preocupado. Nos últimos dois jogos, o Cruzeiro foi carregado de cartões amarelos. Muitas vezes, injustificados. E não quero acreditar que (os árbitros) tenham outro objetivo que não seja o controle do jogo. Fomos castigados de forma muito severa nos amarelos”, declarou Jardim.
Sequência de jogos e risco de desfalques
O Cruzeiro enfrentará o Vasco com sete jogadores pendurados, incluindo o zagueiro Fabrício Bruno, os volantes Lucas Romero, Walace e Matheus Henrique, o meia Matheus Pereira, e os atacantes Wanderson e Kaio Jorge. O próprio treinador também está pendurado, com dois cartões amarelos, e corre risco de não dirigir a equipe contra o líder Flamengo, em confronto direto pela 26ª rodada, na quinta-feira (2/10), no Maracanã.
Jardim destacou que não pretende alterar a forma de atuar da equipe devido a suspensões:
“É o que tiver que acontecer. Não vamos gerir nossos jogadores por causa disso porque isso não é nossa forma de ser. O jogo mais importante é contra o Vasco. Temos que ser muito simples em nossa abordagem: o jogo contra o Vasco é nossa final. Temos como objetivo ser competentes e dar o nosso máximo.”
Além dos pendurados, o zagueiro Lucas Villalba e o atacante Gabigol cumprirão suspensão automática contra o Vasco, por acúmulo de cartões.
Últimos jogos e situação disciplina
Nas últimas rodadas, o Cruzeiro apresentou um número elevado de cartões: na 24ª rodada, vitória sobre o RB Bragantino por 2 a 1, no Mineirão, com seis cartões amarelos; e na 23ª rodada, triunfo por 2 a 1 sobre o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador, com três cartões aplicados aos jogadores celestes. Jardim enfatizou que essa situação tem impacto direto na estratégia e na preparação da equipe para partidas consecutivas e de alta relevância.
Avaliação da arbitragem brasileira
Questionado sobre a arbitragem, o treinador fez ponderações construtivas. Jardim reconheceu a qualidade de alguns árbitros no Brasil, mas criticou a inconsistência em decisões que, segundo ele, favorece ou prejudica equipes dependendo do estádio ou do contexto do jogo:
“Eu não estou decepcionado com a arbitragem. O que acho é que a arbitragem brasileira, como todas as outras, tem uma margem muito grande de evolução. Existem bons árbitros aqui, já vi três ou quatro de qualidade no Brasil. Acho que existem outros que ainda sofrem com a pressão de jogar em casa ou fora, com time A ou B…”
O treinador reforçou que o respeito às equipes deve ser igualitário, independentemente do estádio ou do clube envolvido:
“Tem que haver respeito por ambas as equipes, independentemente de ser uma mais ou menos importante. Tem que apitar igual no Maracanã, no Mineirão e no Barradão. Tem que ter a mesma forma e a mesma conduta, sem mudar critérios.”
Próximos desafios
Com a partida contra o Vasco, o Cruzeiro inicia uma fase decisiva que poderá definir a luta pelo topo da tabela e pela vaga direta no G-4 do Campeonato Brasileiro. Na sequência, o confronto direto com o Flamengo será determinante para as ambições da Raposa na competição, exigindo concentração máxima e disciplina tática para superar as adversidades e compensar eventuais desfalques por cartões.
A torcida cruzeirense acompanha atentamente o cenário, na expectativa de que a equipe mantenha a consistência e a competitividade que a colocaram na segunda posição, buscando a liderança na reta final da competição.


