Ação rápida do Corpo de Bombeiros, brigadistas do IEF e apoio da Prefeitura impediu que chamas atingissem casas e plantações no distrito de Brejo do Amparo
Um incêndio de grandes proporções provocou momentos de tensão na zona rural de Januária, no Norte de Minas, na tarde desta quinta-feira (18). As chamas tomaram conta de um canavial na comunidade de Sítio, nas imediações do distrito de Brejo do Amparo, colocando em risco residências, plantações e áreas de mata nativa.
Segundo informações do 7º Pelotão do Corpo de Bombeiros Militar de Januária, o fogo se espalhou rapidamente devido às condições climáticas adversas: ventos intensos, temperatura elevada e a baixa umidade relativa do ar — fatores típicos deste período seco na região.
Com o avanço das chamas em direção a áreas habitadas, moradores chegaram a tentar conter o incêndio por conta própria, utilizando baldes e mangueiras domésticas, enquanto aguardavam a chegada dos bombeiros. A situação, no entanto, exigiu uma mobilização mais ampla e estratégica.
Operação conjunta foi decisiva
Diante da gravidade do incêndio, foi solicitado o suporte aéreo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), com a chegada de uma aeronave equipada para monitoramento e combate a focos de calor. Além disso, brigadistas do Instituto Estadual de Florestas (IEF) foram acionados para reforçar os trabalhos em solo.
A operação contou ainda com o apoio da Prefeitura de Januária, que enviou um caminhão-pipa para auxiliar no combate e no resfriamento das áreas próximas às residências.
“O fogo estava se alastrando em várias frentes e a principal preocupação era proteger as moradias e pequenas plantações da comunidade. O trabalho integrado foi fundamental para conter o avanço das chamas”, explicou um dos oficiais do Corpo de Bombeiros que coordenou a operação.
Fogo foi controlado ao anoitecer
Após várias horas de combate intenso, o incêndio foi controlado no início da noite. Na manhã seguinte, equipes dos bombeiros e brigadistas retornaram ao local para realizar o monitoramento e o rescaldo, eliminando troncos em combustão e possíveis focos de reignição — medida crucial para evitar que o fogo recomece.
Apesar da intensidade do incêndio, não houve registro de feridos, vítimas ou perdas estruturais. Algumas plantações foram parcialmente atingidas, mas os danos foram contidos a tempo.
Período crítico de queimadas exige atenção
A região Norte de Minas enfrenta anualmente períodos críticos de queimadas entre agosto e outubro, impulsionados pela seca severa, descuidos humanos e, em alguns casos, ações criminosas
O episódio ocorrido em Januária é mais um alerta sobre os riscos do uso indevido do fogo em áreas rurais, que pode facilmente sair de controle e colocar comunidades inteiras em perigo. Em 2024, o município registrou diversos focos ativos e áreas de vegetação nativa comprometidas, exigindo monitoramento constante de órgãos ambientais.
“É fundamental que os produtores rurais e moradores estejam conscientes. Queimada é crime quando feita sem autorização e pode se tornar um desastre ambiental e social. A prevenção é a melhor arma”, alertou um dos brigadistas do IEF que atuou no combate em Brejo do Amparo.
Denúncias e prevenção
A população pode denunciar queimadas ilegais por meio dos canais da Polícia Militar Ambiental ou diretamente junto ao Corpo de Bombeiros (193). Também é possível acionar o IEF e o IBAMA, que atuam no monitoramento de queimadas em áreas de preservação e unidades de conservação.
A previsão de clima seco continua para os próximos dias, e os órgãos de segurança ambiental reforçam o pedido para que qualquer foco de incêndio seja informado imediatamente às autoridades.


