EDITORIAL | Rotary e Lions – Orgulho de instituições que honram o verdadeiro sentido de servir - Rede Gazeta de Comunicação

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EDITORIAL | Rotary e Lions – Orgulho de instituições que honram o verdadeiro sentido de servir

Paula Pereira

Jornalista/ Programadora visual/ Analista de marketing

Em um mundo marcado por pressa, egoísmo e tantas incertezas, é um verdadeiro alento saber que ainda existem instituições que resistem ao tempo, sustentadas por valores sólidos e pela dedicação incondicional ao próximo. O Rotary International e o Lions Clubs International são muito mais do que associações filantrópicas — são verdadeiros patrimônios da humanidade, que transformam comunidades com trabalho sério, voluntário e apaixonado.

Ambas as instituições, com histórias centenárias e presença global, são exemplos vivos de como a solidariedade, o compromisso ético e o amor ao próximo podem mudar realidades. São braços fortes a serviço do bem. É impossível não admirar o legado que constroem, todos os dias, silenciosamente, com humildade e eficácia.

O Rotary, criado em 1905, nos Estados Unidos, carrega em seu lema — “Dar de si antes de pensar em si” — um verdadeiro chamado à consciência cidadã. Em cada clube rotário, em cada projeto social, há uma corrente de esperança se formando. O Rotary tem protagonismo internacional em causas grandiosas, como o combate à poliomielite com o programa End Polio Now, mas também está presente nas ações locais, levando água, educação, saúde e dignidade a quem precisa. A atuação dos rotarianos é marcada por uma mistura admirável de liderança ética, planejamento estratégico e compaixão verdadeira.

Falo com orgulho e propriedade, pois meu marido, Jacinto Paulo Pereira Faustino, teve a honra de presidir o Rotary Clube Oeste no ano rotário de 2009/2010, quando o tema mundial foi: “O Futuro do Rotary Está em Suas Mãos.” Durante sua gestão, vivenciou, com intensidade, o que é liderar líderes — não com imposições, mas com o exemplo e com a força da inspiração. Foi um período de muito aprendizado e transformação, que deixou marcas profundas em sua vida pessoal e no compromisso com o serviço voluntário.

E esse compromisso, que nasceu no Rotary, floresceu ainda mais com o tempo. Hoje, Paulo é presidente de uma instituição dedicada ao acolhimento e cuidado de crianças em situação de vulnerabilidade social — um projeto pelo qual começou a se envolver justamente durante sua gestão rotária. O que era uma ação pontual de apoio, virou missão de vida. Com sensibilidade e firmeza, ele conduz a instituição com o apoio político e social da comunidade, garantindo que essas crianças tenham não apenas o básico, mas também dignidade, afeto e oportunidades reais de futuro. É um exemplo concreto de como o espírito do Rotary transborda e continua transformando vidas, mesmo depois do fim de uma gestão.

O Lions, por sua vez, fundado em 1917, também nos Estados Unidos, carrega no peito um lema simples, mas poderoso: “Nós servimos.” E como servem! Com uma presença ativa e vibrante nas comunidades, os clubes Lions atuam em áreas diversas: saúde, educação, meio ambiente, inclusão social. São incansáveis na luta por um mundo mais justo. Onde há um Lions Clube, há mobilização, há cuidado, há entrega genuína ao próximo. São verdadeiros guardiões da solidariedade.

Em tempos de tanta superficialidade, Rotary e Lions seguem na contramão, se dedicando ao que realmente importa: o ser humano. São compostos por pessoas comuns — profissionais de todas as áreas, jovens, aposentados, mães, pais — que, unidas por um propósito maior, doam tempo, energia e talento para transformar o mundo em um lugar melhor.

Mais do que realizar projetos pontuais, essas instituições formam cidadãos conscientes, cultivam valores que moldam caráter: responsabilidade, empatia, ética, cooperação e diálogo. Em seus encontros, não se fala apenas de ações — constrói-se cidadania, desenvolve-se liderança, planta-se futuro.

Como jornalista e como cidadã, deixo aqui meu reconhecimento mais profundo. O Rotary e o Lions são verdadeiros orgulhos da sociedade civil organizada, e exemplos que todos nós deveríamos seguir. Eles mostram, na prática, que a mudança que queremos no mundo começa com atitudes voluntárias, simples e constantes.

Em cada cidade onde há um clube rotário ou lionístico atuante, há esperança. Há transformação. Há luz.

Num mundo sedento por empatia, que possamos não apenas aplaudir essas instituições — mas nos inspirar nelas. Que mais pessoas se deixem tocar pelo chamado de servir. E que, ao seguirmos os passos desses gigantes do bem, possamos também deixar nossa marca no coração das comunidades.

Servir é um privilégio — e Rotary e Lions nos lembram disso todos os dias.