A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), na zona rural do município de Montezuma, no Norte de Minas, um homem de 54 anos suspeito de cometer reiterados crimes de estupro de vulnerável contra sua enteada. A vítima, que hoje tem 15 anos, teria sido abusada desde os 10 anos de idade, conforme apontam as investigações.
O caso veio à tona após uma denúncia formalizada pelo Conselho Tutelar de Montezuma, que procurou a equipe da Delegacia de Polícia Civil em Rio Pardo de Minas para relatar a situação. Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Gildeison Contão, os levantamentos iniciais revelaram fortes indícios de que os abusos aconteciam de forma contínua, aproveitando-se da convivência familiar e da confiança depositada pelo núcleo doméstico no suspeito.
Com base nos elementos reunidos durante a apuração, a Polícia Civil representou junto ao Poder Judiciário pela prisão temporária do homem. A ordem judicial foi expedida e cumprida pelos policiais civis nesta quinta-feira, sem que houvesse resistência por parte do investigado.
Após a detenção, o suspeito foi conduzido até a sede da Delegacia de Polícia Civil, onde prestou depoimento, e em seguida encaminhado ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça. A vítima está recebendo acompanhamento especializado, com apoio psicológico e proteção social, para garantir sua integridade física e emocional.
O delegado Gildeison Contão destacou que casos de violência sexual contra crianças e adolescentes exigem atuação rápida e sigilosa para preservar a vítima e evitar a revitimização. “É fundamental que a sociedade denuncie situações suspeitas. A omissão pode permitir que o abuso continue ocorrendo por anos, como no caso em questão”, afirmou.
As investigações prosseguem com o objetivo de reunir novas provas, ouvir testemunhas e verificar se houve outros episódios semelhantes ou se existem outras possíveis vítimas. A Polícia Civil reforça que denúncias de crimes sexuais contra menores podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, pelo telefone 181 (Disque Denúncia Unificado) ou diretamente junto ao Conselho Tutelar e às autoridades policiais.


