PC apreende caminhonete de luxo durante nova fase de operação contra estelionato Norte de Minas - Rede Gazeta de Comunicação

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PC apreende caminhonete de luxo durante nova fase de operação contra estelionato Norte de Minas

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desencadeia mais uma etapa da operação que apura um complexo esquema de estelionato envolvendo produtores rurais e empresas no Norte do estado. A ação, realizada na manhã desta terça-feira (29), resultou na apreensão de uma caminhonete de luxo durante o cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão em um imóvel localizado no bairro Vila Brasília, em Montes Claros, município polo da região Norte de Minas.

De acordo com informações repassadas pelo delegado Thelles Burtorff, responsável pela condução das investigações, a apreensão do veículo de alto valor integra a estratégia da corporação para desmantelar o núcleo financeiro da organização criminosa. “Esse veículo está em nome de um dos investigados e foi adquirido com recursos provenientes dos golpes aplicados em diversas cidades. A ordem judicial que autorizou a busca e apreensão visa justamente a descapitalização do grupo e a recuperação de bens em nome de terceiros”, destacou o delegado.

Além da caminhonete recolhida nesta terça, a Polícia Civil já havia efetuado a apreensão de outros bens de grande valor ao longo das fases anteriores da operação. “No decorrer das diligências, conseguimos reter 57 cabeças de gado, dois veículos de luxo, equipamentos e maquinário agrícola, além de grande volume de documentos contábeis e contratos suspeitos. Esses materiais serão fundamentais para aprofundarmos a investigação”, completou Burtorff.

Golpes milionários atingem produtores rurais

A investigação, que já dura vários meses, tem como foco um grupo criminoso altamente articulado, suspeito de aplicar golpes contra produtores rurais nos municípios de Bocaiúva, Buritizeiro, Diamantina, Brasília de Minas e outras cidades da região. Segundo os levantamentos da PCMG, os criminosos utilizavam cheques sem fundo ou se valiam de transferências bancárias falsas para adquirir gado, veículos utilitários e máquinas agrícolas. Estima-se que os prejuízos causados pelo grupo ultrapassem a cifra de R$ 3 milhões.

As transações eram realizadas de maneira rápida e envolviam documentação aparentemente legítima, o que dificultava a identificação do golpe no momento da venda. Em diversos casos, os bens adquiridos pelos golpistas eram revendidos em poucos dias, dificultando a recuperação patrimonial por parte das vítimas.

Empresas e lavagem de dinheiro

Durante a apuração, os investigadores identificaram a existência de uma empresa de autopeças, sediada em Brasília de Minas, que estaria sendo utilizada como fachada para ocultar e movimentar os recursos obtidos de maneira ilícita. “A empresa simulava operações comerciais e emitia notas fiscais falsas para conferir aparência de legalidade aos valores obtidos por meio do estelionato. Isso caracteriza, claramente, o crime de lavagem de dinheiro”, explicou o delegado Burtorff.

As autoridades ressaltam que a investigação ainda está em curso e novas fases da operação podem ser deflagradas nos próximos dias. A PCMG segue analisando os documentos apreendidos, buscando identificar outros integrantes do grupo, além de novas vítimas e eventuais cúmplices que colaboravam com o esquema.

Combate ao crime organizado

A Polícia Civil de Minas Gerais destaca que operações como essa são fundamentais para coibir o avanço do crime organizado e proteger os produtores rurais da região, que frequentemente são alvos de fraudes e golpes financeiros. A atuação coordenada entre as delegacias regionais, o setor de inteligência e o poder judiciário tem sido essencial para garantir a efetividade das ações.

A população pode contribuir com as investigações, repassando informações de forma anônima pelo Disque Denúncia (181), canal gratuito e sigiloso da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais.