SQUASH – CAMPEONATO BRASILEIRO 2025 - Rede Gazeta de Comunicação

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SQUASH – CAMPEONATO BRASILEIRO 2025

Médica mineira brilha na 46ª edição do torneio nacional, sediado em Belo Horizonte, e emociona torcida ao conquistar ouro nas duplas mistas

Belo Horizonte voltou a ser o centro do squash brasileiro após 13 anos sem receber a principal competição da modalidade. Entre os dias 19 e 23 de novembro, a capital mineira sediou a 46ª edição do Campeonato Brasileiro de Squash, reunindo 360 inscritos, quase 1 mil partidas disputadas e um público que movimentou uma média de 300 pessoas por dia. Um retorno grandioso, marcado por alto nível técnico, diversidade de categorias e histórias que chamaram atenção — entre elas, a da mineira Renata Furletti, a “Renatinha”, médica e atleta que se tornou um dos grandes nomes da edição.

O evento foi realizado em três academias: BH Squash, responsável por abrigar a categoria profissional; Arena Squash; e Escola Mineira de Squash (EMS). No total, a competição contou com 47 categorias, abrangendo desde o profissional até o amador, passando por opções de duplas masculinas e femininas, além de faixas etárias que variaram do Sub-11 ao Master 70. A maratona de partidas mostrou a força de um esporte que, apesar de restrito a alguns ambientes, segue em franca expansão no país.

Entre os participantes estavam grandes representantes do esporte nacional e internacional, incluindo seis atletas da Seleção Brasileira: Laura Silva (tetracampeã aos 17 anos), Pedro Mometto, Guilherme Melo (tricampeão), Renata Furletti, Juliana Pereira e Murilo Penteado. A presença dos principais nomes do país contribuiu para elevar o nível técnico e atrair olhares de todo o Brasil para a competição sediada em BH.

Renatinha: da rotina médica ao pódio do squash

A história mais inspiradora do torneio veio de casa. A mineira Renata Furletti, de 29 anos, foi uma das grandes protagonistas da edição. Dividindo a rotina entre o jaleco e a raquete, a atleta conquistou o título de duplas mistas, ao lado do paulista Murilo Fernandes, e emocionou o público presente. Ela também chegou à final da categoria individual feminina profissional, em uma partida bastante aguardada contra a jovem sensação Laura Silva, que confirmou o favoritismo e levou o ouro.

Ainda assim, o desempenho de Renatinha foi celebrado como uma vitória histórica — sobretudo porque marca o retorno oficial da atleta às quadras. Entre os 12 e 20 anos, ela acumulou títulos sul-americanos e pan-americanos, até se afastar temporariamente para cursar Medicina. O retorno ocorreu em 2024, e desde então a mineira vem somando conquistas e recuperando o protagonismo no cenário nacional.

“Fiquei muito feliz com esses resultados, ainda mais dentro de casa, com minha família e todos os amigos do squash torcendo por mim. Foi incrível do início ao fim”, afirmou Renatinha, emocionada após a premiação.

A atleta já traça planos ambiciosos: pretende defender seus títulos internacionais e buscar vaga para disputas globais na seletiva programada para 2026, sempre conciliando treinos intensos com a rotina médica.

Gui Melo faz história com tricampeonato

No masculino, o destaque foi Guilherme Melo, um dos nomes mais respeitados do squash brasileiro. Em uma partida extremamente disputada, que se estendeu por cerca de duas horas, Melo superou Pedro Mometto e conquistou seu terceiro título nacional, firmando-se como um dos grandes ícones da modalidade.

A categoria profissional distribuiu R$ 60 mil em premiação, divididos igualmente entre masculino e feminino — reflexo do esforço das entidades organizadoras em valorizar o esporte e promover a igualdade competitiva.

BH celebra o retorno de um grande evento esportivo

Além dos resultados esportivos, a realização do Campeonato Brasileiro em Belo Horizonte foi celebrada pela comunidade squashista. O evento demonstrou capacidade de organização, mobilização e fortalecimento do esporte em Minas Gerais, chamando atenção para estruturas modernas, participação maciça de atletas e a presença de talentos promissores.

O retorno do torneio à capital mineira reforça BH como uma das referências do squash no país e deixa um legado de incentivo, visibilidade e compromisso com a formação de novos atletas.

A 46ª edição do Brasileiro, acima de tudo, confirmou que o squash vive um momento especial — e que histórias como a de Renatinha, entre tubos de ensaio e bolas de borracha, ajudam a inspirar uma nova geração de praticantes e apaixonados pela modalidade.