SÓ NÃO VAI PODER CANELADA | Canelas II ganha quadra poliesportiva e entra de vez no jogo - Rede Gazeta de Comunicação

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SÓ NÃO VAI PODER CANELADA | Canelas II ganha quadra poliesportiva e entra de vez no jogo

Quem anda pelas ruas do bairro Canelas II, na zona sul de Montes Claros, já nota uma movimentação diferente na paisagem. Pás, britas, operários e uma estrutura que começa a tomar forma: ali, na esquina da Rua Herculano Miranda com a Rua G, está nascendo uma nova quadra poliesportiva. E não é qualquer quadra. A promessa é de um espaço completo, pronto para receber jogos de futsal, vôlei, basquete e o que mais a criatividade da comunidade permitir — só não vale canelada.

A construção ainda está nos estágios iniciais, com a delimitação do terreno e a preparação do solo para a concretagem. Depois disso, virão o alambrado, a iluminação e, claro, a pintura das linhas que vão definir os campos de batalha esportiva. Uma nova arena para o lazer, a saúde e a convivência social do bairro.

Mas o que realmente se constrói ali vai além do concreto e da tinta: é a possibilidade de transformar um espaço vazio — que já foi, inclusive, ponto de descarte de lixo e foco de animais peçonhentos — em um centro vivo de encontros, jogos e, por que não, histórias.

Canelas entra no mapa do esporte da cidade

O bairro Canelas II é apenas uma das várias localidades beneficiadas por esse movimento de construção de quadras em Montes Claros. A lista de bairros que estão recebendo novas estruturas esportivas inclui Maracanã, Universitário, Residencial Vitória, Residencial Montes Claros, Jardim Primavera, Vila Real, Vila Sion, Antônio Pimenta, Vila Exposição e José Carlos de Lima.

Ao todo, são mais de R$ 1,1 milhão investidos na criação de espaços que deixam de ser terrenos baldios para se tornarem centros de convivência e saúde pública. Porque, convenhamos, quadra de esporte não é só pra bater bola: é para fazer amizade, descarregar o estresse do dia a dia, colocar o corpo em movimento e, principalmente, dar ao bairro um ponto de encontro.

Do lixo ao jogo limpo: ressignificando os espaços públicos

Por muito tempo, o terreno que agora será a quadra do Canelas II era uma área pouco aproveitada — e, em alguns momentos, até esquecida. Moradores relatam que, em certos períodos, o local era utilizado como depósito irregular de entulho, móveis velhos e lixo doméstico. Um problema de saúde pública e uma ferida no visual da vizinhança.

Com a obra em andamento, o clima mudou. Crianças já começam a especular quando vão poder correr por ali. Jovens falam em montar times. Adultos sonham com torneios entre ruas. A quadra ainda nem ficou pronta, mas já funciona como catalisadora de ideias e iniciativas locais. É aquele tipo de obra cujo valor não cabe só na planilha da construtora — ele aparece na rotina das pessoas.

Esporte como direito, não como luxo

No Brasil, ainda é comum que bairros periféricos esperem anos por investimentos em infraestrutura básica, e o lazer muitas vezes é relegado ao segundo plano. Por isso, a construção de quadras como a do Canelas II carrega um peso simbólico importante. Levar esporte e lazer para dentro das comunidades é reconhecer que saúde não vem só da farmácia e que educação também acontece fora da sala de aula.

Quando uma quadra é inaugurada em um bairro como o Canelas II, ela não é apenas um piso pintado com traves e tabelas. Ela se torna uma espécie de extensão da casa dos moradores — um quintal coletivo onde se pode rir, competir, errar, acertar, cair, levantar, dividir vitórias e derrotas.

Futuro com linhas bem traçadas

Ainda não há uma data exata para a conclusão da obra, mas a expectativa é de que, em breve, os sons dos caminhões e betoneiras deem lugar ao apito do árbitro, ao eco das bolas batendo na tabela, às risadas das crianças e ao burburinho animado das peladas de fim de tarde.

Canelas II, que por anos conviveu com um espaço sem função clara, agora caminha para se tornar referência de como investir no esporte é investir diretamente no bem-estar de uma comunidade. E, no fim das contas, talvez a melhor jogada não esteja nem dentro da quadra, mas no que ela representa: um gol de placa para o bairro.