Senador Carlos Viana se reúne com ministro André Mendonça para discutir depoimento na CPMI do INSS - Rede Gazeta de Comunicação

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Senador Carlos Viana se reúne com ministro André Mendonça para discutir depoimento na CPMI do INSS

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) se reúne nesta quarta-feira (11/03) com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O encontro ocorre na sede da Corte e tem como objetivo tratar de decisões judiciais relacionadas aos trabalhos da CPMI do INSS, comissão parlamentar que investiga possíveis irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social.

A principal pauta da reunião será o pedido de revisão da decisão que tornou facultativa a presença do empresário Daniel Vorcaro na comissão parlamentar. Para o senador mineiro, a participação do investigado é considerada essencial para o avanço das investigações conduzidas no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.

De acordo com Carlos Viana, Vorcaro já se encontra custodiado em Brasília e existe autorização judicial para que ele seja conduzido ao Senado a fim de prestar depoimento em comissão da Casa. Na avaliação do parlamentar, não haveria impedimento para que o empresário também compareça à CPMI do INSS, que reúne deputados e senadores na apuração dos fatos.

“Daniel Vorcaro já se encontra custodiado em Brasília e há autorização judicial para que ele seja conduzido ao Senado para prestar depoimento em comissão da Casa. Diante disso, não há razão para que ele deixe de comparecer também à CPMI”, afirmou o senador.

Segundo Viana, durante a conversa com o ministro do STF será feito um pedido formal para que o Supremo autorize a condução de Vorcaro à comissão na próxima semana. A intenção é garantir que o empresário seja ouvido pelos parlamentares que integram a investigação, contribuindo para o esclarecimento das denúncias que motivaram a criação da CPMI.

Além da questão envolvendo o depoimento de Vorcaro, o senador também pretende discutir com André Mendonça o impacto de decisões judiciais recentes que concederam habeas corpus a investigados e depoentes convocados pela comissão. Na avaliação do parlamentar, essas decisões têm provocado dificuldades no andamento das atividades da CPMI.

Carlos Viana argumenta que os habeas corpus concedidos por ministros do Supremo têm permitido que alguns investigados deixem de comparecer às sessões da comissão, o que, segundo ele, pode comprometer a eficácia das apurações conduzidas pelo Congresso Nacional.

“Essas decisões acabam esvaziando a CPMI e prejudicando o trabalho dos parlamentares que buscam esclarecer os fatos. Quando os convocados não comparecem, a comissão perde a oportunidade de obter informações importantes para a investigação”, afirmou o senador.

A CPMI do INSS foi criada com o objetivo de investigar possíveis irregularidades envolvendo benefícios previdenciários, fraudes e eventuais esquemas que possam ter causado prejuízos aos cofres públicos. O colegiado reúne parlamentares da Câmara e do Senado e tem poderes de investigação semelhantes aos de autoridades judiciais, incluindo a convocação de testemunhas e investigados.

Nos últimos meses, a comissão tem realizado oitivas, análise de documentos e requerimentos de informações para aprofundar as apurações. Entretanto, decisões judiciais relacionadas à presença de depoentes têm gerado debates entre parlamentares e membros do Judiciário sobre os limites entre o direito de defesa e o poder investigatório do Legislativo.

A reunião entre Carlos Viana e André Mendonça ocorre nesse contexto de tensão institucional, em que parlamentares buscam garantir a continuidade dos trabalhos da CPMI enquanto o Supremo analisa pedidos de proteção jurídica apresentados por investigados.

A expectativa do senador mineiro é que o diálogo com o ministro do STF contribua para esclarecer dúvidas jurídicas e possibilite uma solução que permita o avanço das investigações, preservando ao mesmo tempo as garantias constitucionais dos envolvidos.

Caso o pedido seja acolhido, a condução de Daniel Vorcaro à CPMI poderá ocorrer já na próxima semana, quando a comissão deverá retomar a agenda de depoimentos considerados estratégicos para o andamento das apurações.