Técnico argentino reconhece peso da perda do ídolo, anunciado pelo Fluminense, mas aposta na reconstrução do grupo e na força mental do elenco para superar a ausência
O vestiário do Atlético terá uma missão ingrata a partir de agora: reaprender a viver e a vencer sem aquele que foi, nos últimos cinco anos e meio, o coração e os braços do time. O atacante Hulk, anunciado como reforço do Fluminense nesta terça-feira (5/5), deixou não apenas 140 gols e 56 assistências em 309 jogos, mas um vazio de liderança que poucos clubes conseguem preencher de imediato.
Horas depois da confirmação da saída do ídolo, o técnico Eduardo Domínguez concedeu entrevista coletiva no Uruguai, onde o Galo havia empatado com o Juventud por 2 a 2, pela Sul-Americana. E o argentino não fugiu do assunto. Com franqueza, o “Barba” admitiu o tamanho do desafio que se avizinha.
“Sobre Hulk, sabemos a dificuldade que pode haver pela ausência dele. Mas somos um grupo, não somos um jogador. A partir daí, há que aparecer as novas lideranças”, afirmou Domínguez, visivelmente ciente do impacto da perda.
O legado do paraibano
Os números, por si só, impressionam. Cinco Campeonatos Mineiros consecutivos (2021 a 2025), um Brasileirão (2021), uma Copa do Brasil (2021) e uma Supercopa do Brasil (2022) formam a galeria de troféus que Hulk construiu com a camisa alvinegra. Foram anos de entrega e identificação raras no futebol atual.
O técnico, no entanto, preferiu transformar a ausência em combustível. “Temos grandes líderes e potenciais líderes. Temos que enfrentar de grande maneira e começar a nos reconstruirmos nesse sentido”, completou o argentino, abrindo espaço para que nomes como Gustavo Scarpa, Paulinho ou o recém-chegado reforço possam assumir o protagonismo.
A despedida no domingo
O adeus oficial acontecerá no próximo domingo (10/5), antes do duelo contra o Botafogo, na Arena MRV, pela 15ª rodada do Brasileirão. O clube prepara uma homenagem à altura do ídolo, e a torcida promete lotar o estádio para aplaudir, pela última vez, o homem que vestiu a 7 com tanta propriedade. Resta saber, agora, quem terá coragem e personalidade para calçar as luvas e pegar o bonde da história que Hulk deixou em movimento.



