Atacante marcou o gol da vitória contra o Bahia e tenta recuperar prestígio na Raposa
O nome de Gabriel Barbosa, o Gabigol, voltou a ser pauta no futebol brasileiro após a vitória do Cruzeiro sobre o Bahia, por 2 a 1, nesta segunda-feira (15), pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Autor do gol da virada celeste na Arena Fonte Nova, o camisa 9 foi exaltado pelo jornalista Paulo Vinicius Coelho (PVC) em coluna publicada no UOL nesta terça-feira (16). Apesar de reconhecer que a passagem do atacante pela Raposa está aquém do esperado, o comentarista fez questão de relativizar as críticas.
“Gabigol não vai bem no Cruzeiro como se deveria esperar. Mas sua temporada não é uma tragédia como a reserva faz supor. Em 39 jogos, marcou 13 vezes e deu quatro passes para gols”, avaliou PVC, ressaltando que, mesmo longe da fase artilheira vivida no Flamengo, o jogador ainda figura entre os nomes mais decisivos do elenco.
Estatísticas e comparação com os destaques
Na análise do colunista, os números de Gabigol o colocam atrás apenas de Kaio Jorge e Matheus Pereira, principais referências ofensivas da equipe comandada por Leonardo Jardim.
Kaio Jorge: 20 gols e 7 assistências
Matheus Pereira: 5 gols e 5 assistências
Gabigol: 13 gols e 4 assistências
“Ele só é menos artilheiro do que Kaio Jorge (20), e tem menos assistências do que Kaio Jorge (7) e Matheus Pereira (5)”, pontuou o jornalista.
A dificuldade de encaixe no esquema de Jardim
Para PVC, o grande entrave na adaptação de Gabigol ao Cruzeiro não está apenas em sua produção individual, mas principalmente na maneira como Leonardo Jardim tenta organizá-lo dentro do time
Segundo o colunista, o treinador português nunca enxergou o camisa 9 como um centroavante clássico, função de Kaio Jorge, tampouco como um meia organizador, papel de Matheus Pereira. “Quando atuou por 90 minutos, foi como ponta-de-lança, por trás de Kaio Jorge, função normalmente atribuída a Matheus Pereira. Aqui há um ponto importante na dificuldade de encaixe já exposta por Leonardo Jardim”, destacou.
Na visão de PVC, Gabigol é um jogador híbrido: “mais um segundo atacante, que se movimenta para encontrar espaços. Ele não combate a saída de jogo como Kaio Jorge, e não organiza o time como Matheus Pereira”.
Fim do jejum e tentativa de retomada
O gol contra o Bahia encerrou uma seca incômoda de nove partidas sem balançar as redes. Antes disso, Gabigol havia marcado pela última vez em 20 de julho, quando anotou dois gols na goleada por 4 a 0 sobre o Juventude, no Mineirão, pela 15ª rodada do Brasileiro.
Até aqui, sua trajetória com a camisa celeste soma:
1 gol em amistosos
5 gols no Campeonato Mineiro
5 gols no Campeonato Brasileiro
2 gols na Copa Sul-Americana
4 assistências no total
Entre expectativa e realidade
Desde que foi contratado pelo Cruzeiro, Gabigol carregou consigo a expectativa de ser um reforço de peso capaz de desequilibrar partidas decisivas. Contudo, para PVC, o balanço da passagem do atacante deve ser mais equilibrado.
“Comparado com a expectativa de sua chegada, Gabigol fracassa no Cruzeiro. Mas seus números de gols e passes são melhores do que todos os demais titulares, exceto as duas estrelas”, concluiu o jornalista.
Aos 29 anos, Gabigol vive um momento decisivo em sua carreira. Idolatrado por parte da torcida flamenguista, questionado por parte da cruzeirense, ele tenta, agora, encontrar seu espaço definitivo no projeto esportivo da Raposa, que segue firme na disputa pela parte de cima da tabela do Brasileirão.


