Programa FIEMG Competitiva fortalece a indústria da panificação em 2025 - Rede Gazeta de Comunicação

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Programa FIEMG Competitiva fortalece a indústria da panificação em 2025

Com investimentos de R$ 600 mil, programa promoveu cursos de capacitação gerencial, mentorias especializadas e missões técnicas

A Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) realizou, durante todo o ano de 2025, o Programa FIEMG Competitiva. O projeto acontece com o apoio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e em parceria com o SEBRAE Minas e os sindicatos da indústria de panificação de Minas Gerais. O FIEMG Competitiva é destinado a empresários e gestores de padarias e tem foco na modernização da gestão, aumento da competitividade, estímulo à adoção de novas tecnologias e fortalecimento das padarias mineiras e do desenvolvimento econômico regional a partir da atuação conjunta entre sindicatos e o sistema FIEMG/SEBRAE.

Por meio de um investimento superior a R$ 600 mil, o programa promoveu cursos de capacitação gerencial, mentorias especializadas e missões técnicas, conectando empresários às principais tendências, tecnologias e boas práticas do setor de panificação e alimentos.

Dentre os sindicatos parceiros estão: AMIPÃO – Sindicato e Associação Panificação e Confeitaria de MG, Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Juiz de Fora (SINDIPAN JF), SINDIPAN NORTE, Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Uberlândia (SINDIPAN UBERLÂNDIA),  Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Governador Valadares (SINPAC-GV) e Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Alimentação, Panificação, Confeitaria e de Massas Alimentícias do Vale do Aço (SINPAVA).

Ao longo de 2025, as ações foram realizadas em diversas regiões de Minas Gerais, abrangendo Vale do Aço, Vale do Paranaíba, Rio Doce, Zona da Mata, Norte de Minas e Região Metropolitana. As missões técnicas ocorreram em eventos nacionais de referência do setor, como a maior Feira de Panificação e Confeitaria (FIPAN) e a FISPAL Tecnologia.

De acordo com a analista de projetos do IEL, responsável pelo setor da panificação atendido no Programa FIEMG Competitiva, Ana Carolina da Silva Cristiano, mais de 250 empresas foram atendidas em todo o estado esse ano. 

“É importante destacar que o projeto já está sendo desenvolvido em Belo Horizonte desde de 2020 e se expandiu para o estado todo desde 2024. E em 2025 tudo se consolidou. A entrada do SEBRAE-MG esse ano potencializou para que o programa tivesse ainda mais representatividade e credibilidade”, ressalta Ana Carolina.

A analista do IEL, responsável pelo setor da panificação, destacou ainda que o Programa FIEMG Competitiva contribuiu muito para a gestão tributária e financeira do setor, além da melhoria no processo produtivo, e nas consultorias e treinamentos para a capacitação técnica e da liderança.

“O setor da panificação, assim como a grande maioria da indústria, enfrenta grande dificuldade com mão de obra. Mas a panificação tem característica de micro e pequena empresa familiar, então como a maioria das padarias têm em torno de 20 funcionários, o setor fica ainda mais refém da mão de obra. Se um balconista ou um caixa faltar ou pedir demissão, normalmente é a própria família dona da empresa que tem de salvar, sendo que tem outras funções estratégicas no negócio. Por isso o foco em atração e retenção para ajudar também a mudar algumas questões na cultura dos proprietários que são de uma geração bem diferente das novas gerações disponíveis para mão de obra”, destaca a analista do IEL, responsável pelo setor da panificação.

Programa FIEMG Competitiva fortaleceu a indústria da panificação em 2025

Ana Carolina lembrou ainda que com a implantação da Reforma Tributária no Brasil em 2026, o setor de panificação precisa se preparar para a nova realidade. “A maioria das empresas do setor têm dificuldade com simples fluxo de caixa”, salientou.

Quanto ao processo produtivo, a analista do IEL lembrou que o programa realiza uma consultoria constante para garantir melhorias constantes no setor, como: redução de desperdício, retrabalho e organização de estoque.

Ela alertou para as tendências do setor de panificação. “O setor de panificação está crescendo muito. A padaria de dez anos atrás não é mais a mesma de hoje. As pessoas saem de casa cedo e voltam pra casa apenas a noite, então o consumo na padaria ampliou e diversificou muito. Antes as pessoas compravam apenas o pão da manhã e da tarde para fazer a refeição em casa em família, mas o ritmo de vida mudou muito, principalmente nos grandes centros urbanos. Por isso, as padarias do nosso estado precisam se adaptar para oferecer serviço, assim com as padarias de São Paulo, com atendimento rápido e qualificado, sempre prontas para atender um grande público”, concluiu Ana Carolina.

Panificação no Brasil

Vinicius Segantini Dantas, presidente da AMIPÃO, reforça que a panificação é a única indústria presente em qualquer município. “É um setor muito grande e amplo, e o Programa FIEMG Competitiva é muito importante não apenas para formação do setor, mas especialmente pela união das empresas panificadoras. Tem sido muito relevante ano a ano, contribuindo para o aumento da produtividade do setor, para o fortalecimento do networking e para repensarmos nosso negócio”. 

De acordo com Pesquisa Nacional de Panificação, realizada pela Euromonitor e encomendada pela FIPAN, o Brasil é o maior mercado global de padarias independentes em número de estabelecimentos. O país se destaca com 70.235 estabelecimentos e faturamento de USD 5,12 bilhões.

As padarias independentes no Brasil registraram cerca de 2,4 bilhões de compras em 2024, 10% do número compras realizadas no total foodservice no ano. Entre 2021 e 2024, o setor apresentou um crescimento acelerado, com um CAGR de 10,2%.

A projeção de 2024 a 2027 indica um crescimento mais estável, com CAGR estimado em 4,3%, ritmo semelhante ao observado nas pizzarias, por exemplo. Esse cenário se insere em um mercado mais amplo de foodservice, que emprega aproximadamente 5,6 milhões de pessoas no país, evidenciando sua importância econômica e social.

Ainda segundo a pesquisa, o mercado brasileiro de padarias é resiliente, representativo e continua com perspectivas de crescimento. Em 2024, o faturamento total foi de R$ 27,4 bilhões. O faturamento tem um crescimento anual composto (CAGR) de 2,9% nos próximos três anos, alcançando R$ 31,1 bilhões em 2027. Já o número de transações apresenta um CAGR de 1,0% nos próximos 3 anos.

A expectativa é de que a frequência que o brasileiro (a partir dos 18 anos) visite a padaria passe de 14 vezes por ano para 15, em média. O setor de padarias independentes representa 6,4% do PIB do setor de bares e restaurantes e se caracteriza como um mercado maduro e de ampla distribuição no país. Dessa forma, espera-se que siga crescendo sem variações bruscas. (MARINA RIGUEIRA)