A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na última segunda-feira (8 de setembro), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 38 anos suspeito de cometer furtos em cartórios e igrejas em diversas cidades do Norte de Minas. A ordem judicial havia sido expedida pela Justiça de Coração de Jesus em março deste ano, como parte do processo que investiga um furto registrado em setembro de 2024.
O crime investigado envolveu o roubo de R$ 12,7 mil em dinheiro, além de uma coleção de notas antigas de grande valor histórico e monetário, em um cartório de Coração de Jesus. Segundo a Polícia Civil, o caso chamou atenção pelo modo meticuloso com que o suspeito agiu, empregando técnicas para evitar ser identificado pelas câmeras de segurança e por testemunhas.
Investigação detalhada
A prisão do homem foi resultado de uma investigação minuciosa, conduzida pela Delegacia Regional de Montes Claros, que envolveu:
Análise de imagens de circuito de segurança;
Laudos periciais em documentos e objetos subtraídos;
Depoimentos de vítimas e testemunhas, que ajudaram a identificar o modus operandi do suspeito;
Cruzamento de informações com registros de ocorrências anteriores em municípios vizinhos.
De acordo com a PCMG, essas ações possibilitaram a identificação segura do investigado, culminando na prisão preventiva. O homem é suspeito de outros furtos registrados no ano passado em cidades como Mirabela, Brasília de Minas e São João da Ponte, sempre em cartórios e templos religiosos, configurando um padrão de crimes que vinha sendo acompanhado de perto pelas autoridades policiais.
“As investigações reuniram provas técnicas e testemunhais que permitiram localizar e prender o suspeito. A ação reforça o compromisso da Polícia Civil com a segurança e a proteção do patrimônio público e privado”, destacou a corporação em nota oficial.
Modus operandi do suspeito
Segundo as apurações, o investigado agia de forma planejada e estratégica, utilizando métodos para dificultar sua identificação, incluindo:
Escolha de horários com menor movimento;
Acesso a locais sem alarme ou com falhas em vigilância;
Uso de estratégias para despistar testemunhas;
Foco em bens de fácil transporte e liquidez, como dinheiro em espécie e coleções de notas.
O perfil criminal levantado pelas investigações indica que o suspeito concentrava seus furtos em instituições públicas e religiosas, com o objetivo de obter lucro rápido, mas deixando um histórico de prejuízos significativos à comunidade local, afetando tanto a administração dos cartórios quanto a manutenção de templos religiosos e suas atividades comunitárias.
Encaminhamento e disposição à Justiça
Após o cumprimento do mandado, o investigado foi conduzido à Delegacia Regional de Montes Claros, onde foram realizados os procedimentos de polícia judiciária, incluindo a confirmação de identidade, registro do mandado e coleta de informações para o processo judicial.
Posteriormente, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça enquanto o processo criminal segue em andamento, com possibilidade de ampliação das investigações para verificar eventuais outros delitos cometidos pelo mesmo autor em diferentes cidades do Norte de Minas.
Impacto na segurança local
A ação da Polícia Civil reforça a importância de uma investigação estruturada e colaborativa, envolvendo delegacias regionais, perícia técnica e cooperação com municípios vizinhos. Autoridades afirmam que medidas preventivas, como o aumento da segurança em cartórios e templos religiosos, além do monitoramento mais próximo de áreas vulneráveis, podem contribuir para reduzir a incidência de furtos e fortalecer a sensação de segurança da população.
“Este caso demonstra como o trabalho integrado de investigação, inteligência policial e cooperação entre municípios é fundamental para proteger bens e instituições que são patrimônio da sociedade”, enfatizou a PCMG.
A população local foi orientada a denunciar suspeitas e colaborar com informações, reforçando o papel comunitário no combate à criminalidade, especialmente em situações que envolvem patrimônio público e religioso.


