Nessa quarta-feira (26), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito instaurado para apurar a morte de um homem, de 29 anos, encontrado dentro de um poço, na comunidade de Lagoa Seca, área rural de Taiobeiras, região Norte do estado.
Dois homens foram indiciados por homicídio qualificado (por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima) e ocultação de cadáver, enquanto um terceiro suspeito irá responder exclusivamente por ocultação de cadáver, tendo em vista que teria ajudado a esconder o corpo da vítima. O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
INVESTIGAÇÕES | A vítima foi encontrada já sem vida, no dia 1º de novembro do último ano, após a ex-companheira registrar o seu desaparecimento à PCMG. Com a denúncia, os policiais iniciaram levantamentos e trabalho de inteligência, por meio dos quais foi possível constatar que o homem havia sido assassinado, e o corpo dele ocultado dentro de um poço.
CRIME | No dia dos fatos, a vítima, que havia se mudado recentemente para a região, teria saído de casa a fim de comprar um lanche para os filhos, quando foi abordada pelo principal suspeito, conhecido na comunidade por seu comportamento violento.
O investigado passou a encarar a vítima e a questioná-la sobre sua presença no local, ordenando que fosse embora, o que deu início a uma discussão. Ainda que tenha tentado evitar o conflito e fugir, o homem foi alcançado e espancado até a morte. Em seguida, os suspeitos teriam jogado a vítima dentro de um poço.
Os trabalhos para a remoção do corpo duraram três dias, devido à complexidade do resgate. Além da água, a vítima havia sido propositalmente coberta com entulhos, pedaços de madeira e lixo, dificultando sua localização e retirada.
Por meio de exame, a perícia constatou que a vítima sofreu múltiplas fraturas, politraumatismo e agressões severas na cabeça e nas costelas, evidenciando a violência do crime.
“O principal suspeito, responsável direto pelo homicídio, foi preso temporariamente em 5 de janeiro deste ano. Posteriormente, sua prisão foi convertida em preventiva, permanecendo detido até o momento”, contou a delegada que coordenou as investigações, Mayra Coutinho.
A policial destacou ainda que o segundo investigado, apontado como coautor do homicídio, teve sua prisão preventiva decretada em 30 de dezembro de 2024 e também está detido. Já o terceiro suspeito, indiciado pelo crime de ocultação de cadáver, ainda não foi preso.
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