Adelaide Valle Pires
Psicóloga por formação e arqueóloga de coração
O pequi cai do alto da copa da arvore e se parte. Levanta e sai chegando a frente do espelho. O Pequi se vê, se estranha, se pergunta.
Entre reflexos e silêncios, descobre que auto conhecer-se é conversar consigo mesmo.
Diante do espelho, o Pequi se vê por inteiro:
a casca, a polpa e o caroço —
as camadas da própria existência.
De dentro, algo pulsa.
É vida. É voz. É recomeço.
“Eu quero. Eu preciso. Eu posso.”
Na árvore, lê: viver, amar, aprender e deixar um legado.
E compreende:

encontrar-se é também escolher o que deixar no mundo.
Entre amarelinhas e raízes,
o Pequi aprende que brincar é outra forma de se conhecer.
Voltar ao passado, tocar o presente, sonhar o futuro.
Libertar o que estava preso,
deixar a vida interior respirar..
O que antes era raiz agora floresce em movimento.
Agora é com você.
O Pequi que se descobriu compartilhou sua história.
E você?
O que descobre quando se olha por dentro?
Deixe o seu CHARME florescer.
Escreva, desenhe ou apenas sinta —
o importante é se permitir descobrir-se.



