Evento reuniu órgãos públicos e entidades da sociedade civil em uma programação voltada ao acolhimento, à diversidade e à prevenção da violência contra mulheres cis e trans
Montes Claros recebeu, na quinta-feira (20), uma iniciativa voltada à promoção dos direitos das mulheres e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. O evento “Mulheridades”, realizado na sede do Grupo de Apoio à Prevenção e aos Portadores da AIDS (GRAPPA), reuniu representantes do poder público e de organizações da sociedade civil para discutir acolhimento, respeito, diversidade e cidadania.
A atividade contou com a participação do Município de Montes Claros, por meio da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Desenvolvimento Social. Representantes do Ambulatório de Saúde Trans e do Núcleo de Políticas Cidadania e Diversidade (NUCIDE) integraram a programação, que teve como público mulheres cis e trans.
A proposta do encontro foi criar um ambiente de escuta e troca de informações, permitindo que as participantes conhecessem melhor seus direitos e discutissem mecanismos de prevenção e enfrentamento às situações de violência. A programação também abordou a necessidade de oferecer atendimento adequado às diferentes realidades vivenciadas pelas mulheres.
Um dos momentos da atividade foi a palestra ministrada pela médica psiquiatra Ana Carolina Ribeiro Lopes Ruas, integrante do Ambulatório de Saúde Trans. A profissional apresentou informações relacionadas à saúde e ao atendimento humanizado, destacando aspectos considerados importantes para o fortalecimento das mulheres e para a construção de uma rede de acolhimento mais inclusiva.
A realização do encontro também envolveu instituições e entidades que atuam em diferentes áreas. Participaram da iniciativa a 11ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Montes Claros, por meio da Comissão OAB Solidária, o Mesa Brasil e o Movimento LGBTQIA+ dos Gerais (MGG).
A presença de organizações com diferentes áreas de atuação contribuiu para ampliar a discussão sobre proteção e garantia de direitos. A proposta é que o enfrentamento à violência e ao preconceito seja tratado de forma integrada, aproximando serviços públicos, entidades sociais e a população.
Para Willian Martins da Silva, assistente social do NUCIDE, o evento representou uma oportunidade de criar um espaço de convivência e acolhimento para diferentes identidades e trajetórias. Segundo ele, a iniciativa reforça a importância de promover ambientes nos quais as mulheres possam ser ouvidas e tenham seus direitos respeitados.
O coordenador do NUCIDE, José Cândido de Souza Filho, conhecido como Candinho, também destacou o papel da inclusão no combate ao preconceito. Para ele, iniciativas que aproximam diferentes grupos contribuem para ampliar o conhecimento sobre direitos e fortalecer o respeito à diversidade.
Além das discussões relacionadas à violência, o encontro colocou em pauta a importância de políticas públicas capazes de considerar as diferentes experiências das mulheres. A participação de representantes da saúde, assistência social, entidades jurídicas e movimentos sociais permitiu abordar a questão a partir de perspectivas distintas.
A iniciativa também reforçou a necessidade de manter espaços permanentes de diálogo. Para os organizadores e participantes, ações de conscientização podem contribuir para que mulheres em situação de vulnerabilidade encontrem informação, acolhimento e caminhos para buscar apoio.
O “Mulheridades” terminou com a proposta de fortalecer a articulação entre as instituições envolvidas e ampliar ações voltadas à cidadania, à inclusão e à prevenção da violência. A iniciativa integra o esforço de entidades públicas e sociais para construir uma rede mais preparada para atender mulheres em suas diferentes realidades.


