III Exposição Fotobiográfica “Caminhos da Esperança”: histórias de superação e conscientização sobre o AVC - Rede Gazeta de Comunicação

PUBLICIDADE

III Exposição Fotobiográfica “Caminhos da Esperança”: histórias de superação e conscientização sobre o AVC

A Associação AVC Norte de Minas, em parceria com a Santa Casa de Montes Claros e o Rotary Club de Montes Claros Teresa de Calcutá, tem a honra de anunciar a III Exposição Fotobiográfica “Caminhos da Esperança”. De 20 a 31 de outubro de 2025, a exposição trará ao público histórias inspiradoras de pessoas que convivem com o Acidente Vascular Cerebral (AVC), destacando a resiliência humana e a importância da prevenção e reabilitação.

Integrando a programação oficial de Montes Claros em referência ao Dia Mundial do AVC (29 de outubro), instituído pela World Stroke Organization, a mostra será realizada no Shopping Montes Claros, para ampliar  o diálogo entre arte, saúde e inclusão social. Mais do que retratar desafios, o objetivo é ressaltar as múltiplas possibilidades de reabilitação e ressignificação da vida após o diagnóstico, a partir de um olhar sensível e humano sobre a condição.

Dar nome e voz às pessoas pós-AVC é o cerne desta exposição, que resgata histórias de superação e mostra que a doença não significa, necessariamente, incapacidade permanente. Pelo contrário: a exposição destaca as potencialidades e capacidades que podem ser resgatadas e reinventadas, inspirando a comunidade para a importância da prevenção, do tratamento adequado e da reabilitação.

Neste ano, a campanha da World Stroke Organization reforça que “O AVC é uma emergência médica”, chamando atenção para a urgência no reconhecimento dos sinais e para a necessidade de buscar atendimento imediato. A exposição se soma a essa mobilização global como um convite à reflexão e à conscientização.

Conheça algumas das histórias inspiradoras que serão apresentadas:

José Luiz Silva dos Santos: A força da fé e da prevenção

Na madrugada de 4 de abril de 2025, às 4h, a vida de José Luiz Silva dos Santos, um homem de 51 anos, foi posta à prova por um AVC Isquêmico. Em um instante, a fala e os movimentos foram ceifados, e a angústia de sua esposa e filho ao socorrê-lo marcou aquele momento de desespero. Graças a uma vida sem vícios e outros problemas de saúde, a recuperação foi surpreendentemente rápida e, para a alegria de todos, sem sequelas. Ele atribui essa reviravolta à sua fé inabalável em Deus. Orientado a procurar o Dr. Marcílio, um especialista, José Luiz descobriu um fator de risco até então desconhecido: o ronco noturno. Desde então, o CEPAP (Continuous Positive Airway Pressure) tornou-se um aliado em sua rotina, e o acompanhamento com os melhores médicos garante que a saúde seja prioridade. A experiência de José Luiz é um testemunho da importância da fé, da força familiar e da vigilância médica.

Aparecida de Cássia Vieira Gomes: A reinvenção da vida

No dia 27 de julho de 2024, a vida de Cida Vieira, uma professora vibrante e independente, foi abruptamente reescrita. Um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico silenciou seu lado direito, transformando a autonomia em dependência. Mas Cida, com a resiliência que só a vida ensina, recusou-se a ser definida pela tragédia. Em meio às dores e lágrimas, a esperança brotou, alimentada pelo amor incondicional da família, o abraço firme dos amigos e a dedicação incansável de uma equipe multidisciplinar. A luz da fé em seu Deus da vida ilumina o caminho para uma nova existência. Cida Vieira não apenas sobreviveu; ela se reinventa, dia após dia, com a força inabalável de quem escolhe viver, amar e ser feliz, mesmo diante do inesperado.

Maria dos Anjos: A voz do afeto

Dona Maria dos Anjos, que um dia reinou nas cozinhas da Santa Casa, teve sua vida reescrita por um AVC. Ela compreende o mundo ao seu redor, mas sua própria voz, antes tão presente, agora luta para se fazer ouvir. As dificuldades físicas também se impuseram, e o caminhar, antes tão firme, agora é um desafio. Mesmo com a voz baixa e os movimentos limitados, ela possui uma memória efetiva e, acima de tudo, muito afetiva. Acompanhada pelo César, que é seu porto seguro, ela encontra na presença dele um eco de sua própria capacidade de amar. Dona Maria dos Anjos, a cozinheira que alimentava corpos, agora nutre almas com sua presença, mostrando que a comunicação mais profunda reside no afeto e na capacidade de se conectar, mesmo quando as palavras falham.

Greicy Kelly Lopes de Souza: As Cores da resiliência

Greicy Kelly, a manicure que pintava o mundo com cores vibrantes, foi surpreendida por um AVC hemorrágico em abril de 2024. Uma má formação adormecida, estresse e noites mal dormidas a deixaram com paralisia no lado esquerdo, fortes dores de cabeça e lapsos de memória. Diante de uma tela em branco, a manicure viu-se sem as cores de antes. Mas como dizia Guimarães Rosa – a vida é uma caminhada, não uma chegada – ela começou a redesenhar sua própria paisagem. Greicy se tornou artista da própria existência e aprendeu que somos nós quem escolhemos como viver. A cada dia, ela escolhe pintar a vida com a cor da esperança, transformando as dificuldades em um testemunho de força e superação.

Maria Eduarda Oliveira Alves (Duda): A melodia da superação

Maria Eduarda, ainda muito pequenina, com uma semana de vida, mal havia desvendado os primeiros segredos do mundo quando o AVC a visitou. Uma sombra precoce que se manifestou em uma paresia facial. As dificuldades físicas se impuseram, e a cadeira de rodas tornou-se sua companheira de jornada. Com a ajuda incansável de sua família, Duda não se deixa abater. Ela é uma pessoa tagarela, cheia de vida, com uma alegria que transborda e contagia. Sua voz, que poderia ter sido silenciada pela adversidade, encontrou no canto um novo propósito. Afinada, Duda solta a voz, e em cada nota, há um pedaço de sua história, um testemunho de que a vida, mesmo com suas pausas e seus desafios, pode ser uma canção.

José Domingos Pereira de Sousa: O lar é onde o amor reside

Seu José Domingos, com a dignidade que o Parkinson lhe impõe, fala com clareza, e suas palavras carregam a história de uma luta, a de retornar à casa de origem. Sua voz é um fio que tece a narrativa de um amor incondicional pela filha, que é sua referência de vida, seu porto seguro, e com quem ele mora atualmente. Em cada encontro, Sr. José Domingos compartilha um pedaço de sua jornada, de sua resiliência, de sua capacidade de se adaptar e de encontrar alegria nas pequenas coisas. Sua história é um testemunho da força dos laços familiares, da importância de ter um propósito, um lar para onde retornar, e de que a vida, mesmo com os desafios da doença, pode ser vivida com plenitude e afeto.

Anna Liz Alves Borges: O milagre da fé e do amor

Anna Liz nasceu do sonho de uma irmã, Lyviah, do pedido em oração. Chegou antes do tempo, de apenas 32 semanas, e encontrou já na vida um caminho de lutas. Duas cirurgias ainda tão pequena, dois meses de hospital. Vieram convulsões, o diagnóstico duro: dois AVCs, um aneurisma, as perdas que os médicos não acreditavam que podiam ser revertidas. Mas a mãe acreditava. Orava sem cessar. No Natal de 2021, o milagre chegou: a cirurgia aconteceu, e a alta também. Anna Liz saiu sem movimentos de um lado do corpo, com prognósticos que falavam em limites. Mas a vida gosta de surpreender. Hoje, com quatro anos, caminha alguns passos, balbucia sons, se alimenta sem restrições. Anna Liz foi sonho, é milagre, é testemunho de que fé, amor e estímulo curam.

Pedro Pereira dos Santos: O silêncio inesperado

Pedro Pereira dos Santos jantou e, como sempre fazia, deitou-se um pouco mais cedo. Cleide, sua esposa, estava na sala com os netos. Foi quando um deles subiu até o quarto e encontrou Pedro caído. Na Santa Casa, ele foi levado direto para a sala vermelha. Respondeu a algumas perguntas, mas já apresentava sinais claros: boca torta, braço e perna direitos sem força. O médico iniciou o atendimento e aplicou a medicação. Pedro ficou internado e, na terça-feira, recebeu alta. Agora faz acompanhamento no posto de saúde e será encaminhado para o Hospital do Idoso.

Warley Gilson: A transmissão interrompida

Warley sempre viveu do ao vivo, mas o próprio corpo lhe pregou uma transmissão inesperada. Foi numa noite em Belo Horizonte. As palavras começaram a falhar, os nomes sumiam, a memória parecia brincar com ele. Só dias depois veio a resposta: não era estresse, era AVC. Três dias de silêncio escondido dentro dele. Veio o hospital, a espera longa, o tratamento. Dezesseis dias internado, sete meses afastado. Hoje, a fala ainda guarda marcas, mas Warley voltou ao que ama: o trabalho, as viagens, a moto, a bicicleta. Aprendeu que até a voz pode cair, mas a vida sempre encontra jeito de se reerguer.

Benanias Ferreira: A luta silenciosa e a vitória da ciência

No caminho do trabalho, em agosto de 2024, o corpo de Benanias silenciou por quinze minutos: braço e perna esquerdos sem comando. Vieram consultas, exames, a revelação de múltiplos AVCs. Meses depois, descobriram a artéria quase fechada, o fio da vida passando por apenas 5%. Um stent devolveu-lhe o fluxo, a esperança, o fôlego da existência. Hoje, sem sequelas, ele agradece: à ciência, à persistência, à fé que transforma susto em celebração.

Cláudia Fernandes Antunes e Souza: O alerta inesperado e a força da percepção

Era cedo, junho de 2023. Cláudia se arrumava para o trabalho quando a fala falhou, a boca caiu, o corpo cedeu. Saudável, ativa, sem vícios: ainda assim, o AVC a encontrou. Foi o olhar atento da família e a urgência do SAMU que mudaram tudo. No hospital, médicos e enfermeiros correram contra o tempo — e o tempo cedeu. Nenhuma sequela ficou. Hoje, Cláudia vive com gratidão. Seu susto é também alerta: o AVC não escolhe. Reconhecer seus sinais é salvar a vida. Sua história é um convite à vigilância e à esperança, um testemunho de que a vida, mesmo diante do inesperado, pode ser reescrita com um final feliz.

Serviço

Exposição Fotobiográfica Caminhos da Esperança

📍 Local: Shopping Montes Claros

📅 Data: 20 a 31 de outubro de 2025

🎯 Realização: Associação AVC Norte de Minas, Santa Casa de Montes Claros e Rotary Club de Montes Claros Teresa de Calcutá

Contato para a Imprensa: Ana Medeiros: (31) 99331-0009

@avc_nortedeminas