Governo de Minas investiu mais de R$ 100 milhões em saúde mental em 2025 - Rede Gazeta de Comunicação

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Governo de Minas investiu mais de R$ 100 milhões em saúde mental em 2025

Os investimentos têm como objetivo assegurar um cuidado integral, humanizado e em liberdade para pessoas em sofrimento mental e para aquelas que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas

O Governo de Minas Gerais tem intensificado, nos últimos anos, os investimentos em políticas públicas voltadas à saúde mental, consolidando o tema como uma das prioridades da gestão estadual. Somente em 2025, mais de R$ 100 milhões foram repassados para ações e serviços da área, garantindo a continuidade e a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) em diversas regiões do estado. Desde 2019, o volume total de recursos destinados ao setor já ultrapassa R$ 718 milhões.

Os investimentos têm como objetivo assegurar um cuidado integral, humanizado e em liberdade para pessoas em sofrimento mental e para aquelas que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas. A estratégia adotada pelo Estado busca fortalecer uma rede articulada de serviços, próxima da população e integrada aos territórios onde as pessoas vivem, promovendo melhoria da qualidade de vida e redução de desigualdades no acesso ao atendimento especializado.

O tema ganha ainda mais destaque durante o Janeiro Branco, campanha nacional realizada ao longo de todo o mês com foco na conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mental. Inspirada em movimentos como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, a iniciativa foi criada em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão e tem como propósito estimular a reflexão sobre o bem-estar psicológico e incentivar a busca por ajuda especializada quando necessário.

Para a coordenadora de Saúde Mental da Subsecretaria de Rede de Atenção da Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Taynara de Paula, a campanha é fundamental para ampliar o debate, mas o cuidado precisa ser permanente. “Janeiro nos convida a pensar em como está nossa saúde mental e a das pessoas ao nosso redor, mas acho que a gente precisa pensar nesse tema o ano inteiro e, para isso, contamos com a rede de apoio psicossocial”, destaca.

Segundo a coordenadora, diversos fatores podem impactar negativamente a saúde mental da população, como mudanças sociais rápidas, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, orientação sexual e raça, intolerância religiosa, exclusão social, violência, violações de direitos humanos, além de problemas físicos e estilos de vida prejudiciais. “Há também fatores psicológicos e de personalidade que tornam algumas pessoas mais vulneráveis aos transtornos mentais, assim como causas biológicas que contribuem para desequilíbrios mentais”, explica.

A principal estrutura de cuidado no estado é a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), responsável por organizar e qualificar o atendimento em saúde mental em Minas Gerais. A rede reúne diferentes níveis de atenção, garantindo cuidado contínuo e integrado. Fazem parte da Raps a Atenção Básica, com as unidades de saúde, equipes de Saúde da Família e o Consultório na Rua; a Atenção Psicossocial Especializada, que inclui os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Serviços Residenciais Terapêuticos; além da Atenção de Urgência e Emergência, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os prontos-socorros.

A rede também contempla a Atenção Residencial Transitória, com as Unidades de Acolhimento, e a Atenção Hospitalar, que inclui enfermarias de saúde mental em hospitais gerais e, de forma substitutiva, os hospitais psiquiátricos. Outro eixo importante são as estratégias de reabilitação psicossocial, como os Centros de Convivência, oficinas terapêuticas e iniciativas de trabalho e geração de renda, que contribuem para a reinserção social e a autonomia dos usuários.

“Todos esses pontos têm o objetivo de garantir um cuidado humano, territorial, inclusivo e comprometido com a superação do modelo manicomial”, ressalta Taynara de Paula. De acordo com a SES-MG, a Raps vem sendo expandida progressivamente, acompanhando o interesse crescente dos municípios mineiros na implantação de novos serviços, especialmente dos Centros de Atenção Psicossocial, que se consolidaram como dispositivos fundamentais para o avanço do modelo de cuidado em liberdade.

O cuidado em saúde mental em Minas Gerais tem início na Atenção Primária à Saúde (APS), considerada a porta de entrada do sistema. A APS desenvolve diversos projetos de promoção da saúde que impactam direta ou indiretamente o bem-estar psicológico da população. No ambiente escolar, por exemplo, equipes da Atenção Primária têm promovido ações voltadas à promoção da saúde mental, prevenção de transtornos, redução de danos e cuidado de crianças e adolescentes em sofrimento psíquico ou com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.

Com investimentos contínuos e fortalecimento da rede de serviços, o Governo de Minas reafirma o compromisso com a saúde mental como parte essencial do cuidado integral à população, reforçando a importância de políticas públicas que garantam acolhimento, dignidade e acesso a tratamentos adequados em todas as fases da vida.