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Ginástica para Todos chegou ao Conjunto José Carlos de Lima e ampliou atendimento em Montes Claros - Rede Gazeta de Comunicação

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Ginástica para Todos chegou ao Conjunto José Carlos de Lima e ampliou atendimento em Montes Claros

Novo núcleo passou a atender moradores do conjunto e de bairros próximos, como Vila Telma e Alto da Boa Vista; programa já reunia 538 participantes cadastrados em 28 pontos da cidade

O Programa Ginástica para Todos ampliou sua presença em Montes Claros com a abertura de um novo núcleo no Conjunto José Carlos de Lima, beneficiando também moradores de regiões próximas, como Vila Telma e Alto da Boa Vista. A aula inaugural foi realizada na segunda-feira (28), às 17h, na quadra poliesportiva localizada na Rua Domiciano de Araújo.

Desenvolvido pela Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, o programa passou a contar com 28 núcleos distribuídos por diferentes regiões da cidade. A iniciativa combinava atividade física, lazer e convivência comunitária, com foco não apenas na prática de exercícios, mas também na promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida.

A abertura do novo núcleo representou mais uma etapa da estratégia de levar atividades físicas orientadas para perto da população, facilitando o acesso de moradores que muitas vezes enfrentavam dificuldades para frequentar espaços destinados à prática esportiva.

Programa reunia 538 participantes

Com a abertura do núcleo do Conjunto José Carlos de Lima, o Ginástica para Todos passou a contar com 28 pontos distribuídos pelas regiões Norte, Noroeste, Leste, Centro, Sul e Sudeste de Montes Claros.

Segundo levantamento elaborado pelos coordenadores do programa em agosto, 538 participantes estavam cadastrados nos núcleos. Outro dado que chamava atenção era o índice médio de frequência, que chegava a aproximadamente 80%.

A taxa demonstrava a regularidade dos participantes e a adesão às atividades oferecidas nos diferentes pontos da cidade.

A proposta do programa era criar uma rotina de atividades físicas que pudesse ser incorporada ao cotidiano dos moradores. As aulas funcionavam como oportunidade para manter o corpo em movimento, mas também como espaço de encontro entre pessoas que viviam na mesma comunidade.

Em vez de concentrar as atividades em uma única região, o programa utilizava diferentes espaços públicos e comunitários para formar uma rede de núcleos. Dessa maneira, moradores de bairros distintos tinham acesso a uma opção de atividade física mais próxima de suas casas.

Mais da metade dos participantes tinha 60 anos ou mais

Um dos principais públicos do Ginástica para Todos era formado por pessoas com 60 anos ou mais. Conforme o levantamento realizado pelos coordenadores, esse grupo representava quase 51% dos participantes cadastrados.

A participação expressiva da chamada terceira idade estava relacionada ao conceito de envelhecimento ativo, que valorizava a manutenção da autonomia, da mobilidade e da participação social ao longo da vida.

A prática regular de atividade física é associada a benefícios para a saúde física e também pode contribuir para a manutenção da capacidade funcional e da independência das pessoas mais velhas. A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos e idosos realizem atividade física regularmente, respeitando suas condições individuais.

No caso de programas comunitários, havia ainda outro componente: a convivência. Para muitos participantes, o momento da atividade física também se transformava em oportunidade de conversar, criar vínculos e manter uma rotina de interação com outras pessoas.

Era esse conjunto de fatores que fazia com que o programa fosse apresentado pela Secretaria de Esporte como uma ação voltada não apenas ao esporte, mas também à saúde, ao lazer, à inclusão e à convivência comunitária.

Atividade física mais perto dos moradores

A criação de novos núcleos também reduzia uma barreira prática para quem desejava se exercitar: a distância.

Para parte da população, deslocar-se diariamente para outro bairro para participar de uma atividade poderia dificultar a criação de uma rotina. Ao instalar os núcleos em diferentes regiões, a administração municipal aproximava as atividades dos locais onde os moradores viviam.

O novo núcleo do Conjunto José Carlos de Lima seguia essa lógica. Além dos moradores do próprio conjunto, a estrutura passou a atender pessoas da Vila Telma, Alto da Boa Vista e áreas próximas.

A aula inaugural foi realizada na quadra poliesportiva da Rua Domiciano de Araújo, espaço que passou a receber as atividades do programa.

Programa estava presente em diferentes regiões

Com a abertura do 28º núcleo, o Ginástica para Todos passou a estar presente em uma extensa relação de bairros e comunidades de Montes Claros.

Os núcleos estavam distribuídos pelos bairros Alcides Rabelo, Alice Maia, Antônio Pimenta, Canelas, Conferência Cidade Cristo Rei, Cintra, Cristo Rei, Esplanada, Independência, Lourdes, Maracanã, Melo, Monte Carmelo, Morada do Sol, Praça das Tilápias, Renascença, Roxo Verde, Santa Rafaela, Santa Rita, Santo Antônio, Santo Inácio, Santos Reis, Vargem Grande, Vila Anália, Vila Atlântida, Vila Oliveira, Vila Sion e Conjunto José Carlos de Lima/Vila Telma.

A distribuição permitia descentralizar as atividades e alcançar diferentes públicos.

Cada núcleo funcionava como um ponto de encontro para a prática de exercícios e para a convivência. O modelo também permitia que a iniciativa estivesse inserida na rotina dos bairros, utilizando espaços já existentes e conhecidos pela população.

Programa ultrapassava a ideia de exercício

A atividade física era o ponto de partida do programa, mas a proposta era mais ampla.

A frequência às aulas ajudava a criar uma rotina de movimento para pessoas que não tinham o hábito de frequentar academias ou outros espaços privados. Para o público mais velho, especialmente, a atividade orientada representava uma oportunidade de manter-se fisicamente ativo e, ao mesmo tempo, ampliar a convivência social.

A Organização Mundial da Saúde aponta que a atividade física regular traz benefícios para a saúde física e mental e recomenda que idosos também mantenham níveis adequados de atividade, considerando suas capacidades e condições de saúde.

No ambiente comunitário, esses benefícios eram associados ao sentimento de pertencimento proporcionado pela participação em grupos.

Nesse aspecto, o índice de frequência próximo de 80% ganhava relevância. Mais do que contabilizar inscrições, a frequência indicava que uma parcela expressiva dos participantes mantinha uma relação regular com as atividades.