Duas provas movimentaram a cidade no sábado e no domingo, reunindo 703 concluintes; calendário de 2026 ainda terá a Somai Pro Run e outras duas corridas já anunciadas
O fim de semana foi de quilômetros percorridos, esforço e superação para os corredores de Montes Claros. Em dois dias consecutivos, a cidade recebeu provas de corrida de rua que reuniram centenas de participantes em diferentes pontos do município. No sábado (19), a 3ª edição da Corrida Pegada Ambiental levou os atletas ao Parque da Sapucaia. No domingo (20), foi a vez da 4ª Corrida Eles com Elas Pela Vida, realizada no Parque Municipal Cândido Canela.
Somadas, as duas competições tiveram 703 concluintes, de acordo com os resultados oficiais. O número mostra a presença crescente da corrida de rua na rotina esportiva da cidade, modalidade que reúne desde atletas mais experientes até pessoas que encontraram nas provas uma forma de melhorar o condicionamento físico, estabelecer metas pessoais e desafiar os próprios limites.
No sábado à tarde, 249 corredores concluíram a Corrida Pegada Ambiental, realizada no Parque da Sapucaia. A prova teve um percurso de aproximadamente 6,6 quilômetros, com características que exigiram bastante dos participantes. Quase todo o trajeto foi realizado em pavimento de terra, com cerca de 250 metros de altimetria acumulada, além do calor típico do horário de largada, às 16 horas.
Para quem está acostumado a correr em percursos urbanos mais planos e com piso predominantemente asfaltado, a combinação de terreno de terra, subidas e temperatura elevada acrescentou dificuldade à competição.
Superação em 6,6 quilômetros
A engenheira de alimentos Daniela Cácia dos Santos, de 30 anos, já tem experiência em provas de corrida de rua e participou da Pegada Ambiental como mais um desafio em sua trajetória. Ela já completou nove corridas e mantém o calendário cheio: outras três provas estão programadas em sua agenda até o fim do ano.
Para Daniela, a corrida representa justamente a possibilidade de superar limites. Na Pegada Ambiental, essa característica ficou evidente desde os primeiros quilômetros, principalmente pelas condições do percurso.
Além da distância de 6,6 quilômetros, os atletas precisaram enfrentar aproximadamente 250 metros de ganho de elevação. O dado representa a soma das subidas ao longo do trajeto e ajuda a dimensionar o esforço exigido em uma prova que, embora não esteja entre as mais longas, apresentou um nível elevado de dificuldade em razão do terreno e da altimetria.
O horário também foi um fator a mais. Com largada às 16 horas, os participantes enfrentaram o calor durante boa parte do percurso, tornando o desafio ainda maior para quem buscava manter o ritmo.
A fisioterapeuta Vanessa Freitas Souto, de 25 anos, também encarou os quilômetros da Pegada Ambiental. Ela já participou de oito provas e conta que poderia ter um número maior de competições no currículo se sua rotina profissional permitisse. Como trabalha em regime de plantão, frequentemente está de serviço justamente nos fins de semana, período em que costuma ser realizada a maior parte das corridas.
Amizade ajuda a vencer o percurso
Vanessa já havia recebido de colegas do grupo de corrida do qual participa o alerta de que o percurso da Pegada Ambiental seria exigente. A previsão se confirmou durante a prova.
Mas, além do preparo físico, ela teve uma motivação a mais para seguir em frente: correr ao lado da amiga Daniela.
As duas transformaram a participação em uma experiência de incentivo mútuo. Quando uma precisava de estímulo para continuar, a outra estava por perto para ajudar a manter o ritmo e não deixar o desânimo tomar conta.
A parceria resume uma característica comum entre os praticantes da corrida de rua: embora cada atleta tenha seu próprio tempo, objetivo e limite, a experiência muitas vezes é compartilhada com amigos e grupos de treinamento.
No caso de Vanessa e Daniela, a prova serviu também para fortalecer essa parceria. Em um percurso considerado difícil, o incentivo entre as duas ajudou a tornar os quilômetros finais mais leves.
Domingo teve nova corrida
Menos de 24 horas depois da Pegada Ambiental, Montes Claros voltou a receber corredores. Na manhã de domingo, o Parque Municipal Cândido Canela foi o ponto de largada e chegada da 4ª Corrida Eles com Elas Pela Vida.
A prova teve 454 concluintes, número superior ao registrado na competição realizada no sábado. Com isso, o movimento de corredores não ficou restrito a uma única região da cidade e ocupou novamente um dos espaços públicos utilizados para atividades esportivas e de lazer.
A realização de duas provas em sequência também mostra como o calendário de corridas vem ganhando espaço em Montes Claros. Para os participantes que acompanham regularmente as competições, a variedade de eventos permite estabelecer diferentes metas ao longo do ano e manter uma rotina de treinamento.
Setembro ainda terá mais uma prova
O calendário de corridas de setembro ainda não terminou. No próximo domingo, dia 27, será realizada a Somai Pro Run, no Parque Municipal Cândido Canela.
Será a quinta prova do mês em Montes Claros, considerando o conjunto de eventos previstos para setembro. A sequência de competições transforma o período em um dos mais movimentados do calendário anual para os corredores da cidade.
E o calendário não termina com setembro. Outras duas provas já foram anunciadas para os últimos meses do ano.
No dia 22 de novembro, está prevista a Corrida Sest/Senat. Já em 13 de dezembro, será realizada mais uma edição do Movimento Vem pro Corry.
Com as novas datas, os corredores de Montes Claros terão ainda outras oportunidades para colocar os treinamentos em prática, buscar novas marcas ou simplesmente cruzar a linha de chegada.
Para quem está começando, as provas também representam uma oportunidade de estabelecer os primeiros objetivos. Para atletas que já acumulam participações, cada corrida pode significar uma nova distância, um novo percurso ou a tentativa de melhorar o próprio tempo.
Em comum, fica a ideia que acompanhou os corredores durante o fim de semana: corrida não é apenas chegar primeiro. É também chegar ao final depois de enfrentar o percurso, o calor, as subidas, o cansaço e, muitas vezes, aquela vontade de diminuir o ritmo.
No Parque da Sapucaia, no sábado, Daniela e Vanessa fizeram isso lado a lado. No domingo, centenas de outros corredores repetiram a experiência no Parque Cândido Canela. E, até dezembro, ainda haverá muitos quilômetros pela frente.


