Ordem de serviço assinada pelo prefeito Guilherme Guimarães contempla as ruas C e H, antiga Rua Interna; obra atende a uma reivindicação antiga dos moradores e promete melhorar a mobilidade, as condições de saúde e a valorização dos imóveis
A espera pelo asfalto nas ruas C e H, no bairro Mangues, em Montes Claros, deu mais um passo para se tornar realidade. Na última sexta-feira (16), o prefeito Guilherme Guimarães assinou a ordem de serviço para a pavimentação das duas vias, atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores da região. A medida busca enfrentar problemas que fazem parte da rotina da comunidade há anos: a lama formada durante o período chuvoso e a poeira que toma conta das ruas nos meses de estiagem.
A assinatura ocorreu durante uma cerimônia que reuniu o chefe do Executivo municipal, autoridades, servidores públicos e moradores do bairro. Para a comunidade, o anúncio representa a expectativa de uma mudança concreta nas condições de circulação, no acesso às residências e na qualidade de vida de quem convive diariamente com as dificuldades provocadas pela falta de pavimentação.
As intervenções contemplam a Rua C e a Rua H, também conhecida anteriormente como Rua Interna. Embora o anúncio tenha como foco essas duas vias, os moradores avaliam que os benefícios poderão alcançar outras partes do Mangues, especialmente pela melhoria da acessibilidade e das condições de deslocamento dentro do bairro.
A ordem de serviço formaliza a autorização para a execução dos trabalhos. A efetiva conclusão da pavimentação, porém, dependerá do andamento das obras e do cumprimento das etapas previstas para a intervenção.
Uma reivindicação que atravessou gestões
Para quem mora nas ruas contempladas, o asfalto representa mais do que uma melhoria na infraestrutura urbana. É uma demanda que, segundo os relatos da comunidade, atravessou diferentes administrações municipais sem que o problema fosse resolvido.
A professora Elisabete Amaral, representante dos moradores da Rua H, classificou o momento como histórico. Ela destacou a mobilização da comunidade ao longo dos anos e comemorou o atendimento da reivindicação pela atual administração.
“Esta noite é muito significativa para todos, especialmente para nós, moradores da rua Interna H, que há muitos anos lutamos pela pavimentação desta rua. Muitos prefeitos vieram e se foram, mas nunca conseguimos realizar esse grande sonho. E foi somente agora, nesta atual administração, que nosso pedido foi atendido. Só temos motivos para comemorar”, afirmou.
O depoimento expressa a expectativa de famílias que aguardam uma solução para os transtornos provocados pela ausência de pavimentação. Em períodos de chuva, o barro pode dificultar a passagem de pedestres e veículos, além de prejudicar o acesso às residências. Na estiagem, a poeira se torna um incômodo constante, especialmente para quem vive em imóveis próximos às vias sem revestimento.
A pavimentação é uma das intervenções de infraestrutura capazes de modificar essa realidade, desde que acompanhada de condições adequadas de drenagem e conservação. O resultado prático dependerá também da qualidade da execução dos serviços e da manutenção posterior das ruas.
Melhoria na acessibilidade e na qualidade de vida
A chegada do asfalto é vista pelos moradores como uma oportunidade para melhorar a circulação de veículos, facilitar o deslocamento de pedestres e tornar o acesso às casas mais confortável em diferentes épocas do ano.
O comerciante Adenaldo dos Santos, que representou os moradores da Rua C durante a cerimônia, ressaltou que a obra poderá beneficiar não apenas as duas vias diretamente contempladas, mas também o conjunto do bairro.
“O anúncio desta pavimentação não beneficiará apenas as Ruas C e H, mas todo o bairro, porque promove melhor acessibilidade e qualidade de vida para todos os moradores, ajudando a eliminar doenças, especialmente alergias. Além disso, nossa região será mais valorizada e, consequentemente, os nossos imóveis. Parabéns a todos os envolvidos. Só temos a agradecer por esta iniciativa”, declarou.
A preocupação com a poeira tem relação direta com o cotidiano das famílias. Em ruas sem pavimentação, a circulação de veículos pode levantar partículas de solo, que se acumulam em casas, quintais e estabelecimentos comerciais. Para pessoas sensíveis à poeira, a exposição pode agravar sintomas alérgicos e respiratórios, embora os efeitos dependam das condições individuais e ambientais.
Com a pavimentação, a expectativa é reduzir esse incômodo e melhorar as condições de higiene e conforto nas residências. A eliminação completa da poeira, entretanto, depende das características da obra, da conservação da superfície e das condições do entorno.
Valorização dos imóveis e atividade comercial
Outro aspecto destacado pela comunidade é a possível valorização imobiliária. Ruas pavimentadas tendem a oferecer melhores condições de acesso e circulação, fatores que podem tornar a região mais atrativa para moradores, comerciantes e potenciais compradores de imóveis.
Para quem mantém um estabelecimento comercial no bairro, a melhoria da infraestrutura também pode representar condições mais favoráveis para receber clientes e fornecedores. A facilidade de acesso, a redução da lama e a diminuição da poeira são fatores que influenciam a experiência de quem circula pelo local.
A valorização dos imóveis, contudo, não é automática nem uniforme. Ela depende de fatores como a qualidade da intervenção, a oferta de serviços públicos, a infraestrutura existente, as condições do mercado imobiliário e o desenvolvimento da região.
Ainda assim, a expectativa dos moradores é que a pavimentação contribua para melhorar a percepção sobre o bairro Mangues e fortaleça as condições de ocupação e desenvolvimento urbano.
Infraestrutura precisa acompanhar o crescimento dos bairros
A pavimentação de ruas representa uma demanda recorrente em áreas urbanas que convivem com dificuldades de mobilidade e problemas causados pela exposição do solo. Em bairros onde a infraestrutura ainda é incompleta, a chegada do asfalto pode reduzir transtornos cotidianos e ampliar as condições de circulação.
Entretanto, a qualidade de uma intervenção desse tipo não deve ser medida apenas pela aplicação do revestimento. A preparação da base, o escoamento das águas pluviais, a adequação dos acessos às residências e a manutenção da via são elementos importantes para garantir a durabilidade do serviço.
Em períodos de chuva, a drenagem inadequada pode provocar acúmulo de água, erosão nas margens e deterioração do pavimento. Por isso, a execução precisa considerar as características do terreno e o comportamento da água na região, de modo a evitar que os problemas sejam apenas transferidos para outros pontos do bairro.
No caso das ruas C e H, a expectativa da comunidade é que a obra represente uma solução duradoura para as dificuldades enfrentadas há anos. A fiscalização dos serviços e o acompanhamento do cronograma serão importantes para que a autorização anunciada se transforme em melhoria efetiva para os moradores.
Moradores esperam que o asfalto saia do papel
A assinatura da ordem de serviço marca uma etapa importante para a comunidade do Mangues, que há anos reivindica melhores condições de infraestrutura. A cerimônia reuniu moradores que celebraram o anúncio como uma conquista e manifestaram a expectativa de que as intervenções avancem até a conclusão.
Para Elisabete Amaral, o momento simboliza o atendimento de uma demanda antiga da Rua H. Já Adenaldo dos Santos destacou a perspectiva de benefícios mais amplos para o bairro, com melhorias na acessibilidade, no conforto das famílias e na valorização dos imóveis.
O desafio, a partir de agora, é transformar a autorização em obra executada, com qualidade e durabilidade. Para os moradores, o resultado esperado é simples e tem impacto direto na rotina: poder sair de casa em dias de chuva sem enfrentar a lama e conviver com menos poeira durante a seca.
Com a ordem de serviço assinada em 16 de outubro, a pavimentação das ruas C e H passa a integrar as intervenções anunciadas pela Prefeitura de Montes Claros para atender à demanda local. A comunidade aguarda o avanço dos trabalhos e espera que o asfalto represente o fim de um problema que, segundo os relatos, acompanhou diferentes gerações de moradores do bairro.


