Pacto por Minas 2026 reúne propostas para melhorar o ambiente de negócios, atrair investimentos, ampliar a geração de empregos e fortalecer a economia estadual. Encontro com o governador eleito ocorreu na sede da Federação, em Belo Horizonte.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) entregou ao governador eleito, Cleitinho Azevedo, o documento Pacto por Minas 2026 – Plano de Desenvolvimento de Minas Gerais, que reúne propostas do setor industrial para orientar políticas públicas e contribuir com a próxima gestão estadual. A reunião ocorreu na terça-feira (13), na sede da entidade, em Belo Horizonte, com a participação do presidente da Federação, Flávio Roscoe.
O material apresenta sugestões em diferentes áreas da administração pública, com foco na competitividade da economia mineira, na atração de investimentos, na geração de empregos e na criação de condições para o desenvolvimento econômico e social. A iniciativa também busca aproximar as demandas do setor produtivo das prioridades do governo que assumirá o Estado.
Durante o encontro, Cleitinho afirmou que pretende manter o diálogo com a FIEMG e avaliar as propostas apresentadas pela entidade. Segundo ele, encerrado o período eleitoral, a prioridade deve ser a articulação de esforços em torno do desenvolvimento de Minas Gerais.
“Passou a eleição e agora a gente está preocupado com Minas Gerais. Flávio tem um projeto extremamente importante, que é o Destrava Minas, para destravar Minas Gerais. Vim aqui com muita humildade para conversar com ele para que, assim que eu assumir, a gente possa trabalhar junto”, declarou o governador eleito.
Roscoe, por sua vez, colocou a estrutura técnica da Federação à disposição da futura administração estadual para colaborar na elaboração e no desenvolvimento de iniciativas voltadas ao crescimento econômico.
“Cleitinho já se colocou à disposição para mudar Minas Gerais. Tudo que pudermos fazer para auxiliar o seu governo, vamos fazer”, afirmou o presidente da FIEMG.
Plano reúne propostas em áreas estratégicas
O Pacto por Minas 2026 foi elaborado a partir de desafios e oportunidades identificados pelo setor industrial e apresenta uma visão de futuro para o Estado. A proposta é contribuir tanto para o fortalecimento da indústria quanto para a melhoria das condições de desenvolvimento da população mineira.
O documento está estruturado em eixos que abrangem trabalho, energia, ética e integridade, meio ambiente, tributação, economia, segurança, infraestrutura, comércio exterior, desenvolvimento econômico e educação.
Entre as prioridades apresentadas estão medidas para simplificar procedimentos e melhorar o ambiente de negócios, ampliar a segurança jurídica, estimular a formalização do emprego, fortalecer setores estratégicos e aperfeiçoar políticas públicas estaduais.
A agenda também contempla temas que influenciam diretamente a capacidade de Minas Gerais de atrair empresas e ampliar a produção, como a oferta de energia, a infraestrutura de transportes, a carga tributária e as condições para a inserção de empresas mineiras no mercado internacional.
A efetividade das propostas, entretanto, dependerá da avaliação da futura administração, da definição de prioridades e da eventual transformação das sugestões em programas, medidas administrativas e políticas públicas.
Diálogo com o setor produtivo
A entrega do plano representa uma das iniciativas de aproximação entre a representação industrial e o governo eleito antes do início da nova gestão. Para a FIEMG, o diálogo com o poder público é uma forma de contribuir para a construção de medidas capazes de ampliar a competitividade estadual e criar oportunidades de crescimento.
A indústria tem participação relevante na economia mineira por meio da produção, da arrecadação de tributos, da contratação de trabalhadores e das cadeias de fornecedores que movimentam diferentes regiões do Estado. Por isso, decisões relacionadas à infraestrutura, à tributação, à energia e à qualificação profissional podem repercutir sobre empresas de diferentes portes e segmentos.
Com o Pacto por Minas 2026, a Federação formaliza um conjunto de demandas e propostas para a próxima administração estadual. O documento servirá como referência para o diálogo entre a entidade e o governo eleito, enquanto a implementação das medidas dependerá das decisões e dos encaminhamentos adotados pela futura gestão.


