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Festa Nacional do Pequi terá três dias de música, gastronomia e valorização do Cerrado - Rede Gazeta de Comunicação

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Festa Nacional do Pequi terá três dias de música, gastronomia e valorização do Cerrado

Evento será realizado de 6 a 8 de novembro, no bairro Canelas, com entrada gratuita, dois circuitos gastronômicos, feira de artesanato, atrações culturais e shows de Tino Gomes, Geraldo Azevedo e A Outra Banda da Lua. Fruto símbolo do Norte de Minas movimenta cerca de R$ 250 milhões por safra e sustenta aproximadamente 30 mil famílias.

Montes Claros se prepara para receber, entre os dias 6 e 8 de novembro, a 33ª edição da Festa Nacional do Pequi, um dos eventos tradicionais do calendário cultural do Norte de Minas. Realizada na Avenida Viriato Ribeiro de Aquino, no bairro Canelas, a programação reunirá música, gastronomia, artesanato, manifestações populares, atividades educativas e iniciativas voltadas à preservação ambiental. A entrada será gratuita.

Mais do que uma celebração gastronômica, a festa coloca em evidência um dos principais símbolos da identidade regional e uma cadeia produtiva que conecta o Cerrado à agricultura familiar, ao extrativismo, ao comércio, ao turismo e à pesquisa científica. Conhecido como o “ouro do Cerrado”, o pequi movimenta cerca de R$ 250 milhões por safra e envolve aproximadamente 30 mil famílias de agricultores familiares e coletores extrativistas.

A programação é promovida pela Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, com patrocínio da Cemig e apoio de instituições e parceiros. A proposta é ampliar o reconhecimento do pequi como patrimônio cultural e econômico, valorizando também outros frutos do Cerrado, os saberes tradicionais e os produtos desenvolvidos a partir da biodiversidade regional.

Pequi vai além da culinária

Presente em pratos tradicionais que fazem parte da memória afetiva dos norte-mineiros, o pequi representa uma ligação entre alimentação, território, cultura e sustento de milhares de famílias. Sua importância ultrapassa a cozinha regional: o fruto também inspira pesquisas acadêmicas e o desenvolvimento de produtos industriais, cosméticos e fitoterápicos.

Durante a coletiva de lançamento da 33ª Festa Nacional do Pequi, realizada em 9 de outubro, o prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, destacou a intenção de fortalecer o significado simbólico do fruto e ampliar a valorização dos produtos do Cerrado.

Segundo ele, o pequi representa aspectos da cultura regional, como a solidariedade, e sua simbologia pode ser estendida a outros produtos e riquezas naturais do bioma. A proposta, conforme ressaltou, é evitar que esses valores e conhecimentos tradicionais sejam esquecidos pelas novas gerações.

A discussão ganha relevância em uma região onde a relação com o Cerrado faz parte do cotidiano, da alimentação e das atividades econômicas de comunidades rurais. A valorização dos frutos nativos também abre espaço para iniciativas de geração de renda, divulgação de produtos locais e fortalecimento do turismo gastronômico.

Gastronomia regional em dois circuitos

Um dos destaques da festa será a oferta de experiências gastronômicas distribuídas em dois espaços: o circuito Flor do Pequi e o Espaço Sabores do Gerais. A proposta é aproximar o público dos sabores e das tradições culinárias do Norte de Minas, com destaque para ingredientes e preparações ligados à identidade regional.

Outro ponto da programação será o Empório do Gerais, que reunirá 20 empreendimentos com produtos derivados de frutos do Cerrado. O espaço dará visibilidade a iniciativas que transformam recursos da biodiversidade em produtos comercializáveis, aproximando produtores, empreendedores e consumidores.

A presença desses negócios reforça o potencial da festa para movimentar diferentes segmentos da economia. Além da alimentação, eventos desse porte podem favorecer a circulação de visitantes, ampliar a exposição de pequenos empreendimentos e criar oportunidades para quem trabalha com produtos artesanais e da agricultura familiar.

O evento também contará com a Feirinha de Artesanato, que terá 30 expositores, reunindo trabalhos e produtos ligados à produção artesanal. A iniciativa integra a programação cultural e abre espaço para a divulgação de técnicas, materiais e referências que compõem a diversidade artística do Norte de Minas.

Arte, memória e conhecimento sobre o Cerrado

A dimensão cultural estará presente em diferentes atividades. O Salão de Artes Visuais Raízes do Cerrado e a mostra Artesanias vão ampliar o espaço dedicado à produção artística e à relação entre arte, território e identidade.

A Pequizaria será outro ambiente da festa, com rodas de conversa e atividades de difusão do conhecimento. A proposta é estimular o contato do público com informações e experiências relacionadas ao pequi, aos frutos do Cerrado e à cultura regional.

A programação também presta homenagem a Zé Coco do Riachão, violeiro e compositor reconhecido como o “Beethoven do Sertão”. A escolha destaca a contribuição de um artista ligado à música de raiz e à tradição cultural sertaneja, reforçando a conexão entre a festa e as expressões populares que atravessam gerações.

A homenagem amplia o significado do evento, que não se limita à promoção de um produto regional. A música, o artesanato, as artes visuais e os conhecimentos tradicionais ajudam a contar a história de uma população que construiu sua identidade em diálogo com o ambiente, os costumes e as manifestações culturais do sertão.

Programação musical terá ritmos variados

Os shows serão distribuídos em dois palcos, Flor do Pequi e Sol do Cerrado, com uma programação que reúne diferentes estilos musicais. Entre os gêneros previstos estão música regional, reggae, samba, forró de rabeca, Música Popular Brasileira (MPB), rock, lundu e Folia de Reis.

Na sexta-feira, 6 de novembro, o cantor Tino Gomes será responsável por encerrar a noite de abertura. No sábado, dia 7, a principal atração será Geraldo Azevedo, nome consagrado da música brasileira. Já no domingo, dia 8, A Outra Banda da Lua encerrará a programação.

A diversidade de estilos busca contemplar diferentes públicos e aproximar as manifestações tradicionais de outras expressões musicais. Ao reunir artistas e ritmos distintos, a festa também cria um espaço de convivência e circulação cultural, com a música regional ocupando lugar de destaque.

Programação para crianças

As crianças também terão um espaço dedicado à diversão e à aprendizagem. O Parque Cândido Canela sediará o Pequinique, com atividades previstas para sábado e domingo, incluindo apresentações culturais, recreação e contação de histórias.

A iniciativa amplia o alcance da festa para além do público interessado em gastronomia e shows. Ao incluir atividades infantis, o evento abre espaço para que famílias participem da programação e para que as novas gerações tenham contato com manifestações culturais e referências da identidade regional.

A presença de atividades educativas também dialoga com a proposta de preservar memórias, conhecimentos e tradições. O contato com histórias, músicas e brincadeiras pode contribuir para que os elementos culturais associados ao Cerrado continuem presentes na formação das crianças.

Sustentabilidade integra a organização

A gestão dos resíduos produzidos durante a festa ficará a cargo do projeto Recicla aos Montes. A iniciativa integra a dimensão ambiental à organização de um evento que tem o Cerrado e sua biodiversidade como referências centrais.

A destinação dos resíduos é uma questão importante em encontros que reúnem grande circulação de pessoas, consumo de alimentos e comercialização de produtos. A organização ambiental busca contribuir para que a celebração também estimule práticas responsáveis e a reflexão sobre a preservação dos recursos naturais.

A relação entre cultura, economia e meio ambiente é um dos eixos da proposta apresentada para esta edição. A valorização do pequi e de outros frutos nativos está diretamente ligada à importância de conservar os ambientes onde essas espécies se desenvolvem e reconhecer o trabalho das comunidades que dependem deles.

Cultura como patrimônio para as próximas gerações

A secretária municipal de Cultura e Turismo, Junia Velloso Rebello, afirmou que a intenção é fazer com que as festas promovidas pelo município ultrapassem o entretenimento e também gerem inclusão cultural, econômica, social, educacional e ambiental.

Na avaliação da secretária, as experiências vividas e as memórias construídas em eventos culturais ajudam a fortalecer os vínculos das pessoas com sua identidade. Ela destacou ainda a importância de preservar aquilo que a população reconhece como parte de sua história e transmitir esse patrimônio às próximas gerações.

Essa perspectiva está presente na própria concepção da Festa Nacional do Pequi: transformar um fruto conhecido da culinária regional em ponto de encontro entre produtores, artistas, empreendedores, pesquisadores, moradores e visitantes.

Ao combinar gastronomia, música, artesanato, conhecimento e ações ambientais, a 33ª edição pretende valorizar não apenas o pequi, mas o conjunto de riquezas culturais e naturais que fazem do Norte de Minas uma região com características próprias.

Serviço

Evento: 33ª Festa Nacional do Pequi

Data: 6, 7 e 8 de novembro de 2026

Local: Avenida Viriato Ribeiro de Aquino, bairro Canelas, Montes Claros

Entrada: gratuita

Sexta-feira (6/11): das 19h à meia-noite

Sábado (7/11) e domingo (8/11): das 17h à meia-noite

Shows de destaque: Tino Gomes, na sexta-feira; Geraldo Azevedo, no sábado; e A Outra Banda da Lua, no domingo.