Farma Verde Montes Claros, referência em plantas medicinais e fitoterápicas, atrai estudantes, pesquisadores e fortalece parcerias científicas - Rede Gazeta de Comunicação

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Farma Verde Montes Claros, referência em plantas medicinais e fitoterápicas, atrai estudantes, pesquisadores e fortalece parcerias científicas

O programa Farma Verde, desenvolvido pela Prefeitura de Montes Claros, tem se consolidado como um importante polo de referência em plantas medicinais e fitoterápicas, atraindo a atenção de estudantes, professores, pesquisadores e profissionais interessados no uso terapêutico da biodiversidade. Reconhecido pela atuação pioneira no âmbito da saúde pública, o espaço é dedicado ao cultivo, à coleta, ao processamento e ao armazenamento de plantas medicinais que são transformadas em produtos disponibilizados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além de atender diretamente a população, o Farma Verde também se destaca como ambiente de aprendizado e troca de saberes, recebendo visitas técnicas de acadêmicos de diversas áreas, pesquisadores e até vendedores tradicionais de ervas, conhecidos popularmente como “raizeiros”. Essa interação fortalece o diálogo entre o conhecimento científico e o saber popular, promovendo o uso racional, seguro e sustentável das plantas medicinais.

O serviço é referência nacional por ser uma das primeiras farmácias fitoterápicas públicas do Brasil a obter autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para atuar com produtos destinados à saúde. Para alcançar esse reconhecimento, o programa cumpriu rigorosamente todos os requisitos técnicos e administrativos estabelecidos pelo órgão regulador, garantindo qualidade, segurança e eficácia nos fitoterápicos produzidos.

Os produtos manipulados na Farma Verde são distribuídos para todas as farmácias das unidades de saúde e policlínicas da Prefeitura de Montes Claros. Nessas unidades, os medicamentos fitoterápicos são disponibilizados à população mediante prescrição e acompanhamento de profissionais de saúde, integrando-se de forma segura às práticas da atenção básica e ampliando as opções terapêuticas oferecidas pelo SUS.

Além da produção e distribuição de fitoterápicos, a equipe da Farma Verde desenvolve ações educativas voltadas à comunidade e ao meio acadêmico. Entre as atividades estão visitas guiadas, oficinas e orientações sobre o cultivo, o manejo adequado e o uso correto das plantas medicinais. Essas iniciativas contribuem para a promoção da saúde, a educação ambiental e a valorização da biodiversidade local.

Coordenada pela farmacêutica Eurislene Moreira, mestre em Cuidado Primário e doutoranda em Ciências da Saúde, a Farma Verde vem ampliando suas articulações com instituições de ensino superior e centros de pesquisa. Entre as parcerias em fase de construção está a Universidade Federal de Viçosa (UFV), reconhecida nacionalmente pela forte atuação na área de estudos de plantas, com destaque para o Horto Botânico e pesquisas voltadas à biodiversidade.

Segundo Eurislene Moreira, a aproximação com a UFV poderá representar um avanço significativo para o programa. A parceria abre possibilidades para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas, validação científica de espécies vegetais de interesse terapêutico, aprimoramento dos processos de controle de qualidade e inovação em formulações farmacêuticas. “Essas ações também contribuem para a formação de recursos humanos qualificados e ampliam o impacto social da pesquisa acadêmica, fortalecendo a integração entre universidade, serviço público e comunidade”, destacou.

Nesse contexto de fortalecimento científico, a Farma Verde recebeu, nesta terça-feira (6), a visita do professor titular do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular (DBB) da Universidade Federal de Viçosa, João Paulo Viana Leite. Ele é coordenador do Laboratório de Bioprospecção Molecular e do Programa de Bioprospecção Molecular no Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOPROS), iniciativas reconhecidas pela atuação na pesquisa de compostos bioativos com potencial terapêutico e agrícola.

Para a coordenadora da Farma Verde, a visita do professor representa um marco importante. “A presença do professor João Paulo Viana Leite à Farma Verde simboliza o fortalecimento da integração entre a universidade, a pesquisa científica e as iniciativas inovadoras voltadas à fitoterapia e ao uso sustentável da biodiversidade brasileira”, afirmou Eurislene.

Ela ressaltou ainda que o encontro evidencia o papel estratégico do programa como espaço de articulação entre o conhecimento acadêmico e a prática aplicada no desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos. “Essa visita reforça o alinhamento de objetivos entre a universidade pública e iniciativas que valorizam o uso racional das plantas medicinais, a inovação em fitoterápicos e a promoção da saúde de forma sustentável. A Farma Verde se destaca como um ambiente propício para a consolidação de parcerias interinstitucionais, atuando como ponte entre pesquisadores, profissionais da saúde, gestores públicos e a comunidade”, explicou.

Eurislene lembrou também a trajetória acadêmica do professor João Paulo Viana Leite, reconhecido por sua atuação nas áreas de Farmacognosia, Bioprospecção Molecular e Química de Produtos Naturais. O pesquisador possui ampla experiência em projetos voltados à descoberta e ao estudo de extratos vegetais, óleos essenciais e compostos bioativos, com potencial de aplicação tanto na área da saúde quanto na agricultura.

“A presença do professor João Paulo Viana Leite na Farma Verde representa mais do que uma visita institucional. Ela simboliza a convergência de esforços em prol da inovação, da sustentabilidade e da saúde pública”, destacou a coordenadora. Segundo ela, essa aproximação fortalece a construção de redes colaborativas capazes de impulsionar o desenvolvimento de fitoterápicos de qualidade e a disseminação de iniciativas como as Farmácias Vivas em todo o território nacional.

Com esse trabalho integrado, a Farma Verde reafirma seu compromisso com a ciência, a educação e a promoção da saúde, consolidando-se como um importante polo de articulação entre universidades, pesquisadores e a sociedade. A iniciativa contribui de forma concreta para o avanço da fitoterapia no Brasil e para o uso responsável da biodiversidade, reconhecida não apenas como patrimônio natural, mas também como riqueza científica, cultural e social.