EDITORIAL | Sob o sol de Minas, a lei que transforma luz em futuro - Rede Gazeta de Comunicação

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EDITORIAL | Sob o sol de Minas, a lei que transforma luz em futuro

Paula Pereira

Jornalista/ Programadora visual/ Analista de marketing

Minas sempre teve o hábito de olhar o horizonte com desconfiança e esperança — ao mesmo tempo. O mineiro sabe que a claridade que bate no morro pode ser só mais um dia que amanhece… ou o prenúncio de algo maior. Foi com esse olhar de quem enxerga além do óbvio que o deputado Gil Pereira (PSD-MG) acendeu, mais uma vez, a chama da inovação: seu Projeto de Lei 3.311/16, agora sancionado como Lei 25.538, renova e amplia a Política Estadual de Incentivo ao Uso da Energia Solar.

Mais do que um texto aprovado no plenário, trata-se de um passo firme na estrada da autossuficiência energética. Como quem planta o futuro com as mãos, Gil Pereira vê no sol um aliado contra as sombras da desigualdade e da crise ambiental. “A tecnologia viabilizará mais empregos, renda, investimentos em saúde, educação, infraestrutura e sustentabilidade”, disse o parlamentar — e é quase como se falasse de um novo ciclo de prosperidade, onde cada raio de sol encontra destino certo nas telhas, nas escolas, nas usinas e nos corações dos mineiros.

A nova lei prioriza a micro e minigeração solar, incentivando a criação de baterias inteligentes — verdadeiros cofres de energia, guardiãs da luz produzida durante o dia, capazes de sustentar a vida noturna de casas, escolas e pequenas propriedades rurais. É a tecnologia se vestindo de poesia: o sol que se põe continua presente, silencioso, dentro de cada bateria.

Minas, que há mais de uma década ousou ser pioneira, reafirma seu papel de liderança. A Lei 25.538 nasce como atualização da Lei 20.849, marco inicial dessa caminhada solar que começou com o próprio Gil Pereira e transformou o Estado em referência nacional. Hoje, o mundo inteiro fala em transição energética, mas o mineiro já sabia — desde sempre — que o futuro se escreve devagar, no compasso da prudência e da persistência.

O BDMG entra nessa história como parceiro de fé. O banco poderá financiar pesquisas e projetos de armazenamento, ajudando a levar a energia limpa aos comércios, indústrias, escolas e Unidades Básicas de Saúde. Assim, a claridade que nasce nos campos e nos painéis espalhados pelo interior mineiro também ilumina a cidade, o posto de saúde, o caderno das crianças.

“Minas Gerais sairá novamente à frente no país, agora com as baterias”, reforça o deputado, lembrando a longa jornada que começou com a Lei da Energia Solar (22.549/17), pioneira na isenção de ICMS para usinas de até 5 MW. É o mesmo fio condutor de uma história escrita à luz do sol — com suor, paciência e visão de futuro.

No fim das contas, a nova lei é mais que política pública: é símbolo. Representa um Estado que aprendeu a converter luz em vida, e um parlamentar que fez da energia solar não apenas uma bandeira, mas uma causa. Sob o céu de Minas, a claridade não é apenas fenômeno — é destino. E, agora, também é lei.