Paula Pereira
Jornalista/ Programadora visual/ Analista de marketing
Eu sempre tive medo de dentista. Mas não era um medo simples, desses que a gente enfrenta com um suspiro fundo e pronto. Era pavor mesmo — daqueles que fazem a mão suar, o coração disparar e o corpo inteiro querer fugir da cadeira branca antes mesmo de sentar. O barulhinho do motorzinho? Aff, só de lembrar, já dava vontade de sair correndo.
Por muitos anos, vivi nessa enrolação comigo mesmo. Remendava um dente aqui, inventava desculpa ali, adiava o inevitável. Fingindo que era coragem, quando na verdade era medo puro — medo de dor, de lembranças ruins, de perder o controle.
Até que um dia a vida me apresentou a Dra. Lorem, lá da Rizzo, no Independência. E foi ali que meu pavor começou a mudar de forma. Entrei no consultório desconfiado, quase arrependido de ter marcado a consulta. Mas bastou ela me receber com aquele sorriso tranquilo, olhar de quem entende sem precisar que a gente explique tudo, pra eu sentir que estava em boas mãos.
A Dra. Lorem não tratou só dos meus dentes — tratou do meu medo também. Teve empatia, paciência e um cuidado humano raro de se ver. Ela entendeu meu problema antes mesmo de eu dizer tudo, e com um jeitinho calmo sugeriu algo que nunca ninguém tinha pensado: “Que tal usar um fone com abafador? Assim o som do motorzinho não incomoda tanto.”


Parece bobagem, mas aquilo mudou tudo. Com o barulho longe, o coração foi acalmando, a tensão sumindo. E pela primeira vez na vida, consegui fazer todo o tratamento sem medo — de verdade. Saí de lá leve, quase emocionado, como quem descobre um novo pedaço de si mesmo.
Hoje, entendo que às vezes o que a gente precisa é só de alguém que nos olhe com empatia e diga: “Tá tudo bem ter medo, vamos enfrentar juntos.” E foi exatamente isso que a Dra. Lorem fez — me devolveu o sorriso e a confiança.
Então, se alguém me disser que tem pavor de dentista, vou logo recomendar: “Vai lá na Rizzo, procura a Dra. Lorem.” Porque eu, que antes tremia só de ouvir o motorzinho, agora sorrio sem medo nenhum — e com o coração cheio de gratidão.
— Por alguém que aprendeu que coragem também se mostra no sorriso.


