EDITORIAL | CARNAVAL: alegria que pede juízo - Rede Gazeta de Comunicação

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EDITORIAL | CARNAVAL: alegria que pede juízo

Paula Pereira

Jornalista | Programadora Visual | Analista de Marketing

Carnaval chegou. Tempo de rua cheia, riso solto, música alta e coração leve. No Norte de Minas – e em todo canto desse Brasil – é época em que a gente se permite respirar diferente, reencontrar amigos, esquecer por uns dias o peso da rotina. É festa, sim. Mas também é tempo de juízo.

Porque alegria boa é aquela que termina bem.

Entre um bloco e outro, é preciso lembrar que o corpo tem limites. O calor castiga, o sol não perdoa e o excesso, como bem sabe o povo geraizeiro, cobra a conta mais cedo ou mais tarde. Hidratar não é frescura; é necessidade. Água no copo, chapéu na cabeça, protetor na pele. Comer direito antes de sair, respeitar o cansaço, dar descanso ao organismo. Carnaval é maratona, não corrida de cem metros.

Em Montes Claros, a festa se espalha por todos os cantos. Os tradicionais bloquinhos prometem colorir as ruas, arrastar foliões e manter viva uma celebração que já virou marca registrada da cidade. Ao mesmo tempo, os clubes também entram no ritmo. Programações no Max Min Clube e na AABB reforçam o calendário carnavalesco, oferecendo alternativas para quem prefere curtir em ambientes fechados, com conforto e segurança.

Mas seja na rua ou no salão, o recado é o mesmo.

Outro ponto que pede atenção é o consumo de bebida alcoólica. Faz parte da festa para muita gente, mas precisa vir acompanhado de responsabilidade. Misturar álcool com imprudência nunca deu certo. Quem bebe, não dirige. Parece repetido, mas ainda é preciso dizer. A pressa de chegar em casa não vale o risco de não chegar.

E as estradas, ah, as estradas…

Carnaval é tempo de pegar a BR, encher o carro, botar a família ou os amigos dentro e ganhar o mundo. Viagem é parte da festa. Só não pode virar tragédia. Revisão no veículo, descanso antes de dirigir, paciência com o trânsito carregado. Respeitar os limites de velocidade, evitar ultrapassagens perigosas, manter a atenção redobrada. Dirigir em feriado prolongado exige mais calma do que costume.

Não custa lembrar: a estrada não é lugar de disputa.

Também é prudente redobrar os cuidados com a saúde. Aglomerações aumentam o risco de transmissão de doenças. Pequenos gestos fazem diferença: higiene das mãos, atenção com alimentos e bebidas, cuidado com sintomas que o corpo possa apresentar. Se não estiver bem, o melhor é dar um tempo. Festa nenhuma compensa a própria saúde.

Carnaval é liberdade, mas não é descuido.

O espírito da festa sempre foi o da celebração da vida. E celebrar a vida implica protegê-la. Curtir com responsabilidade é permitir que a quarta-feira chegue apenas com saudade, histórias engraçadas e aquele cansaço gostoso de quem aproveitou sem exagerar.

O povo geraizeiro conhece bem essa sabedoria simples: dá pra ser feliz sem perder o rumo.

Que os bloquinhos passem, que os clubes vibrem, que a alegria transborde pelas ruas e salões de Montes Claros. Mas que venha acompanhada de cuidado, respeito e responsabilidade. Porque no fim das contas, o que todo mundo quer mesmo é uma coisa só:

Voltar pra casa em segurança, com saúde e vontade de esperar o próximo Carnaval.