EDITORIAL | ADAUTO MARQUES BATISTA — Um homem do sertão que semeia progresso - Rede Gazeta de Comunicação

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EDITORIAL | ADAUTO MARQUES BATISTA — Um homem do sertão que semeia progresso

Paula Pereira

Jornalista/ Programadora visual/ Analista de marketing

Há homens que nascem com o dom de transformar o lugar onde vivem. Gente que, mesmo sem fazer alarde, vai abrindo caminhos, plantando oportunidades e regando o chão com trabalho e esperança. É desse barro que foi moldado Adauto Marques Batista, filho de Porteirinha, sertanejo de alma larga, nascido em 4 de fevereiro de 1963, que fez de Montes Claros o campo fértil onde lançou suas sementes de fé no desenvolvimento do Norte de Minas.

Quem o conhece sabe: Adauto é desses que acreditam que o trabalho é a mais nobre das preces. Formado em Contabilidade e estudante de Direito, nunca se deixou prender ao formalismo das salas de aula — aprendeu cedo que o conhecimento verdadeiro se constrói no contato com as pessoas, na labuta do dia a dia, no olho no olho do comércio e na conversa franca com o povo.

Como empresário, fez da panificação e do comércio de alimentos não apenas um sustento, mas uma missão. À frente das empresas Marques e Monteiro e Marbaty, ajudou a erguer negócios que geram emprego e pão — dois símbolos sagrados do esforço humano. No forno quente e nas prateleiras cheias, há o suor de quem acredita no progresso construído com as próprias mãos.

Mas Adauto nunca foi homem de se contentar com o próprio quintal. Entendeu que o Norte de Minas só floresce quando todos crescem juntos. Por isso, abraçou causas maiores: lutou pela industrialização regional, pelo fortalecimento das empresas locais, pela valorização do trabalho e da dignidade.

À frente da Regional Norte da FIEMG — uma das dez unidades da Federação das Indústrias do Estado — Adauto Marques se tornou uma das vozes mais firmes em defesa do desenvolvimento de Montes Claros e de toda a região. Foi fundamental na criação do Polo Farmacêutico, um marco para a economia local, responsável por atrair grandes e importantes laboratórios para o município.

Sob sua liderança e articulação, indústrias como a Eurofarma, o Hipolabor e o Cristália decidiram fincar raízes em solo norte-mineiro. Não foi obra do acaso: foi resultado de muito diálogo, persistência e fé no potencial da terra e de sua gente. Com isso, Montes Claros se tornou o segundo maior polo farmacêutico de Minas Gerais e um dos mais importantes do país, gerando empregos qualificados, atraindo investimentos e consolidando a cidade como referência nacional em ciência, tecnologia e inovação.

Da FIEMG à CNI, do Sindicato da Panificação à Associação Comercial, sua voz ecoou firme em defesa da terra e de sua gente, sempre lembrando que o sertão não é lugar de atraso, mas de resistência e invenção.

Quando serviu como Secretário de Desenvolvimento Econômico e depois como Vice-prefeito de Montes Claros, Adauto levou para a administração pública a mesma lógica da boa padaria: tudo precisa ser bem medido, bem misturado e sair do forno no tempo certo. Deixou a marca da organização e da responsabilidade — qualidades que se tornaram sua assinatura em cada função que ocupou.

Ao mesmo tempo, manteve o coração aberto às causas humanas. Atuou em instituições filantrópicas, como a Santa Casa e o Hospital Aroldo Tourinho, e dedicou parte de sua vida à maçonaria, onde aprendeu que servir à comunidade é o maior ato de sabedoria. No DNOCS, levou água a quem sofria com a seca; na SUDENE, defendeu políticas que mantivessem o sertanejo firme em seu chão.

Em Adauto, há algo de antigo e de moderno ao mesmo tempo. Antigo, pela simplicidade de quem cumprimenta a todos com a mesma firmeza e respeita o valor da palavra dada. Moderno, pela visão de futuro, pela crença de que o Norte de Minas pode e deve ocupar o lugar que merece no mapa do desenvolvimento nacional.

Seu nome se mistura à história recente de Montes Claros — uma história feita de avanços, desafios e conquistas que não se apagam com o tempo. Mais do que um currículo, sua trajetória é uma narrativa de persistência. Um homem que nunca se deixou abater pelas dificuldades, que prefere o trabalho silencioso aos holofotes, e que carrega consigo a convicção de que o progresso é plantado com as mãos calejadas de quem ama a sua terra.

No fim das contas, Adauto Marques Batista é um homem do sertão — desses que sabem que cada alvorada traz novas possibilidades. Um líder por natureza, que fez do trabalho o seu legado e da fé em Montes Claros a sua maior bandeira. Seu exemplo é um lembrete de que o desenvolvimento não vem de decretos, mas da coragem dos que acreditam, lutam e constroem, passo a passo, o futuro que desejam ver florescer.