Paula Pereira
Jornalista/ Programadora Visual/ Analista de Marketing
Há carreiras que se firmam devagarzinho, na lida diária. Outras se levantam na coragem de quem entrega tudo de si. E existem aquelas que nascem lá da confluência bonita entre a experiência, a paixão pelo ofício e um compromisso que não se dobra: o de falar a verdade, honrar a profissão e ajudar a desenvolver as instituições que seguram a vida da nossa gente. É nessa vereda — a da construção bonita, honrada, contínua — que mora a trajetória de um profissional que há mais de 23 anos faz do Jornalismo mais que trabalho: faz dele um serviço ao povo, um gesto social, educativo, cultural e institucional. Um comunicador que marcou — e ainda marca — o Norte de Minas de um jeito que só quem pisa firme neste chão sabe fazer.

Mas, se me permitem a franqueza geraizeira, pra mim essa história tem sabor ainda mais forte. Porque quando eu cheguei, toda tremendo, entrando numa empresa nova sem muita bagagem, meio assustada com o tamanho da responsabilidade, tive a sorte — e a benção — de cruzar com Wesley Gonçalves. Talvez ele só fique sabendo agora, ao ler estas linhas, o tanto que sou grata à profissional que me tornei. Fui lapidada por ele. Ali, sob o peso suave da sua presença forte de Editor-Chefe, aprendi que trabalho não é só pra ser “bem feito”: é pra ser feito com capricho, com esmero, com o cuidado de quem sabe que cada detalhe muda tudo.
Wesley me ensinou que jornalismo é paixão, é nervo vivo. Me cobrava nos mínimos fios, me fazia enxergar o que, sozinha, eu jamais veria. E foi desse jeito — entre puxões de orelha, orientações, revisões e aquele olhar de mestre que enxerga longe — que entendi que o resultado final é o que dá sentido ao que fazemos. Ele me mostrou que não era só fazer… era fazer o melhor possível. E até hoje a gente brinca, ele me cutuca quando deixo escapar uma coisinha ou outra, e eu recebo com carinho, rindo e chamando ele de mestre. Coisa de amigo de longa estrada.
E essa estrada é comprida. Esse ano completa 14 anos como assessor de imprensa. Em mais de duas décadas, Wesley caminhou por redações, TVs, rádios, portais, hospitais, universidades, eventos gigantes, projetos culturais, ações sociais — sempre com a mesma firmeza no olhar e a mesma ética no trato. Essa diversidade de atuações não é coincidência: é competência. É saber conversar com todo tipo de público, circular entre linguagens diferentes, liderar equipes novas e antigas, abrir caminhos onde antes só tinha mato.
O percurso dele tem uma coerência bonita: onde tem desafio, ele planta método. Onde tem desordem, ele organiza. Onde tem ruído, ele cria ponte. Onde falta estratégia, ele acende luz. Não é à toa que assumiu tantas funções de responsabilidade, de comunicação e assessoria em instituições como o Hospital Dilson Godinho, o HUCF/Unimontes, a Inter TV Grande Minas, o Portal WebTerra, entre outros. Em cada canto, entregou mais que técnica — entregou propósito. Fez instituições falarem com o povo, aproximou a sociedade das ações que realmente importam.
E nos eventos grandes, então? Expomontes, Comida di Buteco, shows de Roberto Carlos, Djavan, Alok, semanas culturais, congressos, ações sociais, projetos comunitários… sempre elevando a régua, sempre garantindo que a comunicação estivesse à altura do acontecimento. Wesley não apenas trabalha: ele deixa marca.
Toda essa solidez vem também dos estudos. Graduado em Comunicação Social, pós-graduado em História do Brasil e também em Marketing Político, ele carrega na bagagem a visão ampla de quem entende contexto, narrativa, público e estratégia. E isso, num tempo em que tanta gente confunde opinião com fato, é uma das virtudes mais preciosas.
E tem mais: o trabalho dele sempre passa por responsabilidade social. Está presente no Asilo São Vicente, na Fundação Sara, na Associação Anda… lugares onde a comunicação vira gesto de cuidado, de humanidade, de presença.
Num mundo em que instituições dependem cada vez mais de uma comunicação séria e responsável, profissionais como Wesley não são apenas importantes — são indispensáveis. Não só porque dominam o ofício, mas porque entendem o sentido do que fazem. E isso, meus amigos, não se compra: se constrói.
A trajetória desses 23 anos não é apenas história. É testemunho. É rastro no chão. É luz acesa. É prova de que o Jornalismo, quando feito com verdade, técnica, compromisso e humanidade, não só informa — ele transforma. Ele fortalece. Ele honra.
Este editorial não celebra apenas um caminho percorrido. Celebra o compromisso que permanece vivo. Celebra o profissional que trabalha na firmeza, no silêncio, nos bastidores ou diante das câmeras, fazendo o que há de mais nobre no nosso ofício: construir pontes entre quem faz e quem precisa saber.
Porque comunicar, no fim das contas, é isso: é juntar as pontas do mundo. E gente como Wesley Gonçalves faz isso como poucos.


