EDITORIAL | A FAMOSA PELADA: mais do que um jogo, um compromisso com a vida - Rede Gazeta de Comunicação

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EDITORIAL | A FAMOSA PELADA: mais do que um jogo, um compromisso com a vida

Paula Pereira

Jornalista/ Programadora visual/ Analista de marketing

Não é exagero dizer que o brasileiro nasce com uma bola no pé. Em cada rua, campo de terra ou quadra improvisada, sempre há um grupo disputando a famosa “pelada”. Esse hábito, que atravessa gerações, não é apenas passatempo: é um retrato vivo da nossa identidade.

Eu mesma não jogo, mas acompanho meu marido quatro vezes por semana às partidas no Max Min Clube. Sou a única mulher do grupo — e isso nunca foi um problema. Pelo contrário: me sinto segura, acolhida, e fiz dali um espaço de convivência e admiração. Gosto de estar presente. Gosto das confraternizações após cada jogo. Gosto do ambiente leve, saudável e animado que se cria entre os jogadores, muitos dos quais já na faixa dos 50 aos 80 anos e ainda assim incrivelmente ativos. E tudo isso por causa do futebol.

A motivação para estar sempre por perto vai além da paixão pelo esporte: é também um agradecimento. Em 2019, meu marido sofreu um AVC grave. Para muitos, seria o começo de uma longa jornada de limitações. Mas, surpreendentemente — ou talvez não tão surpreendentemente assim —, ele se recuperou sem qualquer sequela. A explicação, segundo os médicos e também segundo o nosso coração, está na rotina de atividade física regular que ele sempre manteve. O futebol, sem dúvida, salvou a vida dele e isso claro sem esquecer a misericórdia de Deus.

É por isso que, hoje, não deixo ele faltar. Se tem pelada, estamos lá. Porque sei que cada partida é mais do que um jogo. É cuidado com a saúde, é prevenção, é qualidade de vida. É também amizade, companheirismo, senso de pertencimento. É rir dos lances atrapalhados e vibrar com os golaços. É ver homens maduros, muitos já avôs, jogando com a mesma energia de garotos — e inspirando todos à sua volta. E aqui parabenizo a todos na pessoa de João de Deus, amigo que ganhei e que lembra muito meu falecido pai.

O futebol amador, praticado com responsabilidade, é um dos maiores aliados da longevidade com saúde. Além dos benefícios físicos — como a melhora da capacidade cardiorrespiratória, a redução de riscos de doenças crônicas, o fortalecimento muscular e ósseo —, ele também faz bem para a mente. Alivia o estresse, combate a ansiedade e, talvez o mais importante, resgata a alegria simples de viver.

Sim, há riscos. Lesões acontecem e exigem atenção, preparo e cuidado. Mas o saldo é inegavelmente positivo. A pelada é exercício para o corpo e alimento para a alma. E quero com carinho mencionar, que o Max Min Clube conta com profissionais dedicados e qualificados para ficar de suporte durante as partidas.

Por isso, sigo acompanhando cada chute, cada corrida e cada abraço no fim do jogo. Porque entendi, na prática, que o futebol não é só uma paixão nacional — é também uma ferramenta poderosa de saúde, conexão e esperança.

E que sorte a minha poder estar ao lado de quem amo, vendo de perto o quanto essa paixão faz bem.