Dupla equatoriana troca ofensas em Atlético x Cruzeiro: ‘Moleque de merd’* - Rede Gazeta de Comunicação

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Dupla equatoriana troca ofensas em Atlético x Cruzeiro: ‘Moleque de merd’*

Como manda a tradição, Atlético e Cruzeiro protagonizaram mais um clássico marcado por tensão, rivalidade e emoção do início ao fim. Na tarde deste domingo (25/1), na Arena MRV, em Belo Horizonte, o duelo válido pela quinta rodada do Campeonato Mineiro teve gols, virada alvinegra e também um episódio de forte discussão entre dois jogadores que, curiosamente, dividem a mesma nacionalidade e já vestiram juntos a camisa da Seleção Equatoriana.

No segundo tempo da partida, o meio-campista Alan Franco, do Atlético, e o atacante Keny Arroyo, do Cruzeiro, trocaram ofensas pesadas em pleno gramado, chamando a atenção de jogadores, comissão técnica e torcida presente no estádio. A cena evidenciou o clima quente do clássico e rapidamente repercutiu entre torcedores e nas redes sociais.

Discussão acalorada no segundo tempo

O lance aconteceu aos 25 minutos da etapa final. Após uma disputa de bola, Alan Franco partiu em direção a Keny Arroyo e iniciou uma discussão ríspida. As câmeras de transmissão flagraram o momento em que o volante alvinegro se exaltou e passou a xingar o adversário, que não recuou e respondeu às provocações.

Especialista em leitura labial, o dublador Gustavo Machado analisou as imagens e identificou algumas das expressões utilizadas por Franco durante a discussão. Entre os xingamentos, foram captadas frases como “la conch* de tu madre” e “pendejo de mierd*”, direcionadas ao atacante cruzeirense. Arroyo reagiu verbalmente, e a troca de palavras rapidamente evoluiu para empurrões, exigindo a intervenção de companheiros de ambos os lados para evitar que a situação se agravasse.

Apesar da intensidade da discussão, a arbitragem conseguiu controlar o conflito sem aplicar cartões no momento específico do lance, permitindo a retomada do jogo poucos instantes depois. Ainda assim, o episódio deixou claro o nível de nervosismo que tomou conta do clássico mineiro.

Companheiros de seleção, rivais em campo

O que tornou o episódio ainda mais curioso foi o histórico recente de Alan Franco e Keny Arroyo com a camisa da Seleção Equatoriana. Os dois atletas já atuaram juntos defendendo “La Tri” nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026.

Alan Franco foi titular da seleção equatoriana nas duas únicas partidas em que Arroyo vestiu a camisa do país até o momento: os confrontos contra Uruguai e Bolívia, disputados entre outubro e novembro de 2024. Naquela ocasião, a relação entre os jogadores era de parceria dentro de campo, bem distante do clima hostil visto no clássico mineiro.

No duelo deste domingo, no entanto, a rivalidade falou mais alto. Em campo, melhor para Alan Franco e o Atlético. O Galo venceu o Cruzeiro por 2 a 1, de virada, com gols de Bernard e Hulk, depois de Kaio Jorge abrir o placar para a Raposa ainda no primeiro tempo.

Clássico quente dentro e fora das quatro linhas

O episódio entre os equatorianos foi apenas um dos ingredientes de um clássico que teve forte intensidade do apito inicial ao final. A Arena MRV recebeu grande público, e o jogo foi marcado por disputas duras, reclamações com a arbitragem e muita entrega das duas equipes.

A vitória manteve o Atlético em boa posição no Campeonato Mineiro e reforçou o peso do elenco alvinegro em jogos decisivos. Já o Cruzeiro, apesar do bom início de partida, saiu frustrado com o resultado e com a dificuldade de segurar a vantagem diante do rival.

Alan Franco no Atlético

Contratado em 2020, Alan Franco já soma 178 partidas com a camisa do Atlético. Ao longo de sua trajetória no clube, o volante se firmou como peça importante do meio-campo e colecionou títulos expressivos. Pelo Galo, Franco conquistou quatro Campeonatos Mineiros (2020, 2021, 2024 e 2025), além do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, ambos em 2021.

Reconhecido pela intensidade, marcação forte e entrega em campo, o equatoriano costuma se destacar justamente em jogos de maior rivalidade, embora, desta vez, tenha chamado atenção também pelo comportamento explosivo durante o clássico.

Keny Arroyo no Cruzeiro

Keny Arroyo chegou ao Cruzeiro em setembro do ano passado cercado de expectativas. Considerado uma das principais promessas do futebol equatoriano, o atacante soma 19 jogos com a camisa celeste, com quatro gols marcados e uma assistência.

Apesar do bom potencial técnico, Arroyo ainda busca maior regularidade e seu primeiro título pelo clube mineiro. O clássico contra o Atlético foi mais uma oportunidade de ganhar protagonismo, mas acabou ficando marcado pelo confronto verbal com o compatriota.

Rivalidade acima das origens

O episódio envolvendo Alan Franco e Keny Arroyo reforça um velho clichê do futebol: dentro de campo, a rivalidade fala mais alto do que laços de amizade ou nacionalidade. Companheiros de seleção em um momento, adversários ferrenhos no outro, os dois equatorianos simbolizaram a tensão típica de Atlético x Cruzeiro.

Se fora das quatro linhas prevalece o respeito institucional, dentro do gramado o clássico mineiro mostrou, mais uma vez, que é território onde emoções se exaltam, palavras pesam e cada lance é disputado como se fosse o último.