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Defesa Civil leva educação sobre riscos e autoproteção às escolas - Rede Gazeta de Comunicação

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Defesa Civil leva educação sobre riscos e autoproteção às escolas

Programa municipal busca preparar crianças e adolescentes para identificar situações de perigo, prevenir acidentes e agir corretamente diante de emergências. Iniciativa envolve escolas urbanas e rurais e transforma estudantes em multiplicadores de informações sobre segurança

Ensinar uma criança a reconhecer uma situação de perigo pode fazer a diferença na proteção de uma família inteira. Com essa proposta, a Prefeitura de Montes Claros desenvolve o programa Defesa Civil nas Escolas, iniciativa que aproxima os serviços de prevenção da comunidade escolar e busca construir, desde a infância, uma cultura de segurança, responsabilidade coletiva e autoproteção.

Realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, o programa tem como objetivo preparar crianças e adolescentes para identificar situações de risco, compreender os perigos presentes no cotidiano e adotar comportamentos seguros diante de possíveis emergências. A proposta também pretende ampliar o alcance das orientações da Defesa Civil, levando informações para além dos muros das escolas e envolvendo professores, familiares e comunidades.

A iniciativa considera que a prevenção não deve começar somente quando uma situação de emergência acontece. O conhecimento sobre os riscos ambientais, climáticos e domésticos precisa fazer parte da formação dos estudantes, permitindo que eles desenvolvam a capacidade de observar o ambiente, reconhecer sinais de perigo e procurar ajuda de maneira adequada.

Chuvas, alagamentos e acidentes fazem parte dos temas abordados

As atividades são desenvolvidas de maneira participativa e adaptadas à idade dos alunos. Palestras, oficinas, jogos educativos, cartilhas e exercícios práticos orientados são utilizados para apresentar situações que podem colocar vidas em risco e demonstrar como agir diante delas.

Entre os assuntos trabalhados estão chuvas fortes, alagamentos, deslizamentos de terra, incêndios, acidentes domésticos, cuidados com o meio ambiente e mudanças climáticas.

A abordagem é especialmente importante em períodos de maior instabilidade meteorológica, quando o aumento das precipitações pode provocar enxurradas, elevação do nível de córregos, quedas de árvores e outros problemas. Com as orientações recebidas, os estudantes aprendem a observar situações potencialmente perigosas e a compreender a importância de respeitar os alertas emitidos pelos órgãos responsáveis.

No caso das chuvas intensas, por exemplo, a orientação preventiva envolve reconhecer locais sujeitos a alagamentos, evitar a aproximação de córregos durante enxurradas e não tentar atravessar ruas inundadas. Também é importante compreender que a água acumulada pode esconder buracos, bueiros abertos e outros obstáculos.

Em relação aos acidentes domésticos, os conteúdos ajudam a identificar riscos envolvendo eletricidade, fogo, produtos de limpeza, objetos cortantes e situações que exigem a intervenção de adultos.

Crianças aprendem a reconhecer riscos e pedir ajuda

Um dos pontos centrais do programa é ensinar que autoproteção não significa colocar a criança na responsabilidade de resolver uma emergência. Pelo contrário: os estudantes são orientados a reconhecer os limites de sua atuação, procurar um adulto responsável e seguir as recomendações das equipes de atendimento.

Essa compreensão é fundamental para evitar que crianças e adolescentes tentem realizar procedimentos para os quais não estão preparados, colocando a própria segurança em risco.

O aprendizado também envolve a interpretação de alertas e a identificação de comportamentos que devem ser evitados em situações de perigo. A intenção é substituir a desinformação e as reações impulsivas por atitudes conscientes, baseadas em orientações de segurança.

Ao levar esses conhecimentos para a sala de aula, a Defesa Civil contribui para que os estudantes desenvolvam uma percepção mais atenta do ambiente em que vivem, seja em casa, na escola, nas ruas ou em espaços de convivência.

Estudantes podem se tornar multiplicadores da prevenção

Outro resultado esperado é transformar os alunos em multiplicadores das informações. A proposta é que os conhecimentos adquiridos na escola sejam compartilhados com familiares, amigos e vizinhos, ampliando a conscientização sobre os cuidados necessários para evitar acidentes e reduzir os impactos de situações de risco.

Uma criança que aprende a não brincar perto de áreas alagadas, a identificar instalações elétricas perigosas ou a procurar ajuda diante de uma emergência pode levar essas orientações para dentro de casa e contribuir para mudanças de comportamento entre os adultos.

Essa participação fortalece a ideia de que a prevenção é uma responsabilidade coletiva. Embora a atuação dos órgãos públicos seja indispensável no monitoramento, na orientação e no atendimento de ocorrências, a preparação da população também desempenha papel importante na redução de vulnerabilidades.

Programa pretende alcançar escolas urbanas e rurais

Em Montes Claros, a iniciativa busca aproximar a Defesa Civil das unidades de ensino das áreas urbana e rural, considerando que diferentes comunidades podem enfrentar situações de risco específicas.

Nas regiões urbanas, os conteúdos podem contribuir para a identificação de problemas relacionados a alagamentos, enxurradas, incêndios e acidentes domésticos. Nas comunidades rurais, a percepção dos riscos ambientais e as orientações de segurança também são fundamentais para a proteção dos moradores.

O envolvimento dos educadores é outro aspecto importante, uma vez que a escola funciona como espaço de formação e disseminação de conhecimentos. Ao incorporar a prevenção às atividades educativas, o programa amplia a possibilidade de que os conteúdos sejam retomados e reforçados ao longo da trajetória escolar.

A parceria entre a Defesa Civil e a Secretaria de Educação também aproxima duas áreas estratégicas para a proteção da população: a gestão de riscos e a formação cidadã.

Prevenir é também proteger vidas

Mais do que ensinar procedimentos para situações de emergência, o programa Defesa Civil nas Escolas procura desenvolver uma mentalidade preventiva. A identificação antecipada de perigos, o respeito às orientações de segurança e a capacidade de pedir ajuda são atitudes que podem reduzir acidentes e evitar consequências mais graves.

Em um cenário de eventos climáticos que exigem cada vez mais atenção das comunidades, preparar crianças e adolescentes representa um investimento na segurança coletiva. A educação para a prevenção permite que as novas gerações compreendam melhor os riscos do território onde vivem e participem de maneira consciente da proteção de suas famílias e comunidades.

A proposta reforça que a Defesa Civil não deve ser lembrada apenas nos momentos de chuva intensa, alagamentos ou desastres. Seu trabalho também passa pela orientação permanente, pela conscientização e pela preparação da população.

Afinal, quando a prevenção começa na escola, o conhecimento pode chegar às casas, aos bairros e às comunidades. E, nesse processo, uma informação aprendida na infância pode se transformar em uma atitude capaz de proteger vidas.