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Corpos das seis vítimas de acidente entre ônibus e carreta são identificados - Rede Gazeta de Comunicação

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Corpos das seis vítimas de acidente entre ônibus e carreta são identificados

Vítimas foram levadas para Alagoas, Bahia e São Paulo; acidente aconteceu no trevo das BRs-251 e 116, em Cachoeira do Pajeú

Os corpos das seis pessoas que morreram no acidente envolvendo um ônibus e uma carreta na BR-116, em Cachoeira do Pajeú, no Norte de Minas, foram identificados e liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Pedra Azul. Segundo o delegado regional de Pedra Azul, Thiago Carvalho, quatro vítimas foram encaminhadas para a Bahia, uma para Alagoas e outra para São Paulo.

As vítimas identificadas são Keila da Cruz Trindade, de 25 anos, natural de São José (SC); Valdelice Josefa dos Reis, de 61 anos, natural de Pindobaçu (BA); Tainá Damarys de Lima, de 30 anos, natural de Senhor do Bonfim (BA); Vitor de Souza Ribeiro, de 27 anos, natural de Antônio Gonçalves (BA); Ivanalda Maria da Silva Tiburcio, de 70 anos, natural de São Paulo; e Cristina de Souza, de 53 anos, natural de Sobradinho (BA).

O acidente aconteceu na última terça-feira, no trevo que liga as rodovias BR-251 e BR-116, em Cachoeira do Pajeú. O ônibus transportava passageiros de São Paulo com destino a Senhor do Bonfim, na Bahia.

Colisão aconteceu no trevo das rodovias

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus seguia pela BR-251 quando atingiu a carreta. Com a força da colisão, os dois veículos tombaram.

Equipes do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos de atendimento foram mobilizadas para atuar na ocorrência. O acidente deixou seis mortos e também provocou feridos, que receberam atendimento após a colisão.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. A investigação deverá esclarecer a dinâmica da colisão e as responsabilidades relacionadas à ocorrência.

Ônibus não tinha licença para a viagem

Além da investigação sobre a dinâmica do acidente, a situação documental do ônibus também passou a ser analisada. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o veículo envolvido não possuía licença de viagem emitida para aquele deslocamento.

Segundo a agência, o ônibus pertence à empresa Transportes Turísticos Papatur Ltda. O veículo estava em processo de inclusão na frota de outra empresa, mas a análise ainda não havia sido concluída quando ocorreu a viagem.

Em nota, a ANTT informou que, diante dessa situação, o veículo não estava autorizado a realizar o serviço para o qual estava sendo utilizado e não havia licença de viagem emitida para o deslocamento.

A agência, entretanto, fez uma ressalva em relação à classificação da operação. Segundo a ANTT, a ausência da licença configura uma irregularidade, mas não significa, por si só, que o transporte possa ser enquadrado como clandestino.

A situação documental do veículo e as demais circunstâncias relacionadas à viagem poderão ser consideradas nas apurações conduzidas pelos órgãos responsáveis.