O corpo do jovem de 19 anos que se afogou enquanto nadava com amigos no rio Pandeiros, em Januária, foi encontrado nesta sexta-feira (20), após quatro dias de intensas buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros. O caso mobilizou equipes especializadas e chamou a atenção para os riscos presentes em áreas naturais frequentemente visitadas por banhistas.
De acordo com informações repassadas pelos bombeiros, o afogamento ocorreu na última terça-feira (17), no ponto conhecido como “1ª Cachoeira do Pandeiros”, localizado a aproximadamente 52 quilômetros da área urbana de Januária. O jovem estava no local acompanhado de três amigos quando, em determinado momento, submergiu e não voltou à superfície.
Ainda segundo a corporação, os trabalhos de busca foram classificados como de alta complexidade, em razão das condições ambientais encontradas na região. As equipes enfrentaram água turva, visibilidade praticamente nula, além de um leito irregular, marcado pela presença de grande quantidade de pedras e galhadas submersas.
Outro fator que elevou o grau de dificuldade foi a forte correnteza registrada na área da cachoeira. Os bombeiros relataram a existência de pontos de sucção na base da queda d’água, situação que representa risco significativo mesmo para nadadores experientes.
As operações envolveram técnicas específicas de mergulho e varredura subaquática. Durante os quatro dias de buscas, os militares percorreram diferentes trechos do rio, considerando a possibilidade de deslocamento da vítima em função da correnteza.
O corpo foi localizado a cerca de 200 metros do ponto onde o jovem havia sido visto pela última vez. Após o resgate, a ocorrência seguiu os protocolos legais previstos para esse tipo de situação.
Conforme informado pelos bombeiros, o corpo foi deixado sob responsabilidade da perícia da Polícia Civil, que realizou os procedimentos técnicos necessários. Posteriormente, a vítima foi encaminhada ao Posto Médico-Legal de Januária.
A tragédia reforça o alerta das autoridades sobre os perigos associados ao banho em rios e cachoeiras, especialmente em locais com correntezas intensas e características geográficas que dificultam a percepção dos riscos.
O Corpo de Bombeiros orienta que frequentadores de áreas naturais redobrem os cuidados, evitem nadar em pontos desconhecidos ou com forte fluxo de água e respeitem eventuais sinalizações de perigo. Mesmo em trechos aparentemente calmos, variações no relevo submerso podem criar zonas de sucção e turbulência.
O caso gerou comoção entre moradores da região e destaca, mais uma vez, a importância de medidas preventivas e da conscientização sobre segurança em ambientes aquáticos naturais.


