Copasa moderniza estações de tratamento de esgoto e amplia capacidade operacional em municípios do Vale do Jequitinhonha - Rede Gazeta de Comunicação

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Copasa moderniza estações de tratamento de esgoto e amplia capacidade operacional em municípios do Vale do Jequitinhonha

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) concluiu e entregou um importante pacote de obras voltado à modernização das estações de tratamento de esgoto (ETEs) nos municípios de Almenara, Joaíma, Mata Verde, Medina e Pedra Azul, localizados no Vale do Jequitinhonha. As intervenções somaram investimentos superiores a R$ 6 milhões e beneficiam diretamente cerca de 111 mil moradores da região.

As obras tiveram como principal objetivo ampliar a capacidade operacional das unidades e modernizar a infraestrutura de tratamento de esgoto, garantindo maior eficiência no processo, segurança ambiental e melhoria da qualidade de vida da população atendida. Além dos avanços estruturais, os serviços executados também resultaram na geração de aproximadamente 40 empregos diretos durante a fase de implantação.

Obras e melhorias implantadas

Os recursos investidos foram aplicados na implantação de leitos de secagem de lodo e escuma, construção de valas de aterro para resíduos sólidos, instalação de elevatórias de recirculação e execução de serviços de urbanização nas áreas das estações. Essas melhorias permitem que o tratamento do esgoto seja realizado de forma mais completa, segura e sustentável.

De acordo com o gerente regional da Copasa em Almenara, Flávio Campos, os leitos de secagem desempenham um papel fundamental no ciclo do tratamento de esgoto. “Eles possibilitam a redução do volume e da umidade do lodo gerado no processo, transformando um resíduo potencialmente perigoso em um material mais estável, gerenciável e, em alguns casos, passível de reutilização”, explicou.

Ainda segundo Campos, investir nessa etapa do tratamento representa um ganho direto para a saúde pública. “O tratamento adequado do esgoto é essencial para o bem-estar das cidades, pois contribui para a prevenção de doenças, protege os mananciais e reduz os impactos ambientais”, destacou.

Estrutura por município

As melhorias contemplaram diferentes estruturas em cada cidade, de acordo com a demanda local:

Almenara recebeu 12 leitos de secagem de lodo;

Joaíma passou a contar com oito leitos de secagem, oito valas de resíduos sólidos e uma elevatória de recirculação;

Mata Verde teve a implantação de 10 leitos de secagem;

Medina recebeu seis leitos de secagem e uma vala de resíduos;

Pedra Azul foi contemplada com 10 leitos de lodo, dois leitos de escuma e 10 valas.

Além disso, todas as unidades passaram por serviços de urbanização, incluindo cercamento, organização dos espaços e paisagismo. Essas ações contribuem para o controle de odores, aumentam a segurança operacional e promovem melhor integração das estações com o entorno urbano. “O objetivo é transformar as ETEs em espaços organizados, seguros e ambientalmente adequados à região onde estão inseridas”, completou o gerente.

Benefícios para a população e os municípios

O investimento em saneamento básico traz impactos positivos que vão além da infraestrutura. A coleta e o tratamento de esgoto são fundamentais para a erradicação de doenças de veiculação hídrica, redução da proliferação de vetores e melhoria das condições sanitárias das cidades.

Entre os benefícios econômicos, destaca-se a possibilidade de os municípios receberem recursos do ICMS Ecológico, mecanismo que incentiva a preservação ambiental e a melhoria da qualidade dos serviços de saneamento. A valorização imobiliária, o fortalecimento do desenvolvimento urbano e o crescimento socioeconômico regional também são consequências diretas da ampliação da cobertura de esgoto tratado.

O serviço ainda contribui para o aumento da arrecadação municipal, por meio do recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS), além de movimentar a economia local com a contratação de mão de obra, aquisição de materiais e utilização de serviços indiretos.

Com a entrega das obras, a Copasa reforça o compromisso com a universalização do saneamento básico em Minas Gerais, especialmente em regiões historicamente mais vulneráveis, como o Vale do Jequitinhonha, promovendo saúde, sustentabilidade e desenvolvimento para a população.