Nessa quinta-feira (20), trabalhadores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) protestaram em frente à sede da estatal, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, em razão da proposta de reajuste apresentada pela Direção Executiva do Cemig Saúde ao Conselho Deliberativo da Cemig Saúde. A medida forçaria a migração dos servidores para um plano de saúde mais caro e com menos benefícios, de acordo com o Sindieletro, que organizou a manifestação.
Ainda houve, por parte dos funcionários, relatos de supostos assédios morais e intimidações dentro da estrutura da empresa pública, a fim de que haja mudança no plano de saúde. Um documento contendo as denúncias foi entregue ao presidente da Comissão do Trabalho da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado estadual Betão (PT).
O deputado petista afirma que uma audiência pública deve ser convocada para que representantes da estatal expliquem a situação. “Mais um ataque à categoria que trata agora do plano de saúde dos atuais servidores e dos aposentados. Vamos receber (as denúncias) em formato de audiência para que a gente coloque a situação, deixar claro aqui na Assembleia e apoie a mobilização dos trabalhadores”, afirma.
O sindicato afirma que foi apresentada pela estatal, sem negociações, uma proposta de aumento de 60,5% na tabela mensal de contribuição dos beneficiários e dependentes especiais, além do reajuste de 6,54% na contribuição das patrocinadoras do plano de saúde. Também há proposta de alteração do regulamento do plano, excluindo a contribuição das patrocinadoras e determinando que o valor de R$ 1.045,98 seja pago pelos beneficiários.
O diretor-geral do Sindieletro, Emerson Andrada, explica: “é uma luta por sobrevivência. O que estará em jogo será a vida de milhares de pessoas em contraposição à oportunidade dos executivos e acionistas da Cemig de receberem milhões de reais pelo calote das obrigações com a assistência à saúde dos trabalhadores ativos e aposentados da Cemig”.
Ele chega a dizer que há uma vontade do governo Zema de “extinguir” o plano de saúde dos trabalhadores, sobretudo os aposentados.
A ideia, de acordo com o Sindieletro, é estabelecer custos mais altos para os beneficiários do plano de saúde, o que, conforme o sindicato, faria com que muitos trabalhadores deixassem de poder custeá-lo.


