AVANÇO NO SUS | AMMESF destaca início da distribuição nacional de canetas reutilizáveis de insulina fabricadas no Brasil - Rede Gazeta de Comunicação

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AVANÇO NO SUS | AMMESF destaca início da distribuição nacional de canetas reutilizáveis de insulina fabricadas no Brasil

Nova tecnologia garante mais autonomia para pacientes com diabetes e fortalece a produção nacional de medicamentos essenciais

A Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (AMMESF) celebra e destaca um importante avanço promovido pelo Sistema Único de Saúde (SUS): o início da distribuição nacional das canetas reutilizáveis para aplicação de insulina, dispositivos fabricados no Brasil e que já começaram a chegar à população de forma gratuita por meio da rede pública de saúde. A novidade representa uma mudança significativa no tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2, trazendo mais praticidade, segurança e autonomia para milhões de brasileiros que dependem da insulina diariamente.

De acordo com o Ministério da Saúde, só nesta semana foram recebidas 321,4 mil unidades das novas canetas reutilizáveis. A previsão é de que até outubro de 2025, mais de 2,2 milhões de unidades sejam entregues às secretarias de saúde de todo o país. Ao todo, 2,5 milhões de dispositivos reutilizáveis devem ser distribuídos em todo o território nacional até o fim do ano. Apenas nos primeiros meses de 2025, mais de 2,1 milhões de canetas já foram disponibilizadas à população, ampliando o alcance do tratamento de forma acessível e eficiente.

Canetas reutilizáveis: tecnologia que promove eficiência, economia e sustentabilidade

A substituição das canetas descartáveis por modelos reutilizáveis com refis representa um marco tecnológico no cuidado com pacientes diabéticos. As novas canetas permitem que o refil de insulina seja mantido no dispositivo até a utilização completa da medicação, evitando o descarte precoce e o desperdício de material. Cada caneta tem validade de até três anos após o primeiro uso, o que significa uma redução significativa no impacto ambiental e nos custos para o sistema público de saúde.

Segundo especialistas do Ministério da Saúde, a transição para este novo modelo exigiu um aumento estratégico na quantidade de dispositivos adquiridos, garantindo que todos os pacientes atendidos pelo SUS tenham acesso ao tratamento adequado durante o processo de mudança tecnológica.

Além de facilitar a aplicação da insulina — especialmente para idosos, pessoas com deficiência e crianças —, as canetas reutilizáveis possuem mecanismos que minimizam erros na dosagem e aumentam a segurança do usuário, favorecendo a adesão ao tratamento contínuo e melhorando os indicadores de saúde pública relacionados ao diabetes.

Independência e fortalecimento da produção nacional de insulinas

A distribuição das novas canetas integra os investimentos do governo federal no Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), que busca reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria farmacêutica nacional. A ação ocorre por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), firmadas entre o governo e laboratórios públicos e privados.

O primeiro lote de insulinas do tipo NPH e regular — distribuído em julho — foi produzido graças à transferência de tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Minas Gerais, e para a empresa brasileira Biomm. O contrato firmado com essas instituições prevê a entrega de 8,01 milhões de unidades de insulina (entre frascos e canetas) até 2026.

Além disso, o país deu um passo ainda maior ao aprovar uma nova PDP para a produção nacional da insulina glargina, uma versão de ação prolongada amplamente utilizada por pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2. A parceria envolve a Fiocruz (Bio-Manguinhos), a Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee. A expectativa é a produção de mais de 30 milhões de frascos nos próximos anos, ampliando a oferta do medicamento dentro do SUS e reduzindo a necessidade de importações.

Diabetes: tratamento integral e gratuito pelo SUS

O Sistema Único de Saúde garante atendimento gratuito e contínuo a pacientes com diabetes em todo o país. O acompanhamento é realizado prioritariamente pela Atenção Primária à Saúde, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e das Equipes de Saúde da Família (ESF), que atuam na orientação, no diagnóstico precoce, no monitoramento dos níveis glicêmicos e na prescrição dos medicamentos adequados.

Entre janeiro e maio de 2025, mais de 12,5 milhões de brasileiros foram atendidos nas UBS em procedimentos relacionados ao diabetes, incluindo testes de glicemia, consultas médicas, orientações nutricionais, distribuição de medicamentos e acompanhamento de comorbidades associadas.

Medicamentos e insumos atualmente disponíveis gratuitamente no SUS incluem:

Insulinas humanas NPH e regular;

Insulinas análogas de ação rápida;

Insulinas análogas de ação prolongada;

Tiras reagentes para teste de glicemia;

Aparelhos glicosímetros (em casos específicos);

Materiais educativos e apoio multiprofissional.

Esses medicamentos são distribuídos tanto nas farmácias das UBS quanto pelas Farmácias de Medicamentos Especializados (alto custo), dependendo do tipo de insulina prescrita e da indicação clínica.

Impacto positivo para os municípios e pacientes da AMMESF

Para os 18 municípios integrantes da AMMESF, que abrange cidades da Bacia do Médio São Francisco, a iniciativa representa uma melhoria significativa na logística de distribuição de medicamentos e um avanço concreto na qualidade do atendimento aos usuários do SUS, principalmente em regiões mais distantes dos grandes centros urbanos.

“A ampliação do acesso às canetas reutilizáveis de insulina fortalece não apenas o tratamento individual dos pacientes, mas também a capacidade de resposta das secretarias municipais de saúde frente ao crescente número de casos de diabetes”, avalia a diretoria da associação.

A AMMESF continuará apoiando a divulgação dessas iniciativas junto aos gestores municipais, profissionais de saúde e à população, com o objetivo de garantir que todas as pessoas com diabetes tenham acesso facilitado aos novos dispositivos e ao tratamento completo e gratuito.

Resumo dos avanços com a nova política:

2,5 milhões de canetas reutilizáveis serão distribuídas até o fim de 2025;

Fortalecimento da produção nacional de insulinas com tecnologia transferida;

Sustentabilidade com redução de resíduos e menor impacto ambiental;

Maior autonomia, segurança e conforto para os pacientes;

Expansão da cobertura de medicamentos e dispositivos pelo SUS;

Atendimento integral e humanizado nas UBS e Farmácias do SUS.

Mais que tecnologia: um SUS mais humano e eficaz

O início da distribuição das canetas reutilizáveis de insulina representa mais do que uma simples troca de dispositivo — simboliza um SUS em movimento, adaptando-se às necessidades da população, promovendo autonomia para os pacientes e investindo no que há de melhor em ciência, saúde pública e inovação nacional.

A AMMESF reforça seu compromisso em apoiar as políticas públicas de saúde que promovem a equidade, a dignidade e a qualidade de vida da população do Norte e do Médio São Francisco.