ATLÉTICO X CRUZEIRO | Clássico mineiro promete tensão e estratégias opostas na Arena MRV - Rede Gazeta de Comunicação

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ATLÉTICO X CRUZEIRO | Clássico mineiro promete tensão e estratégias opostas na Arena MRV

Atlético tenta reagir e escapar da parte baixa da tabela, enquanto Cruzeiro busca consolidar vaga direta na Libertadores; clubes chegam com realidades e desafios distintos

O maior clássico de Minas Gerais promete agitar a noite desta quarta-feira (15/10). Atlético e Cruzeiro voltam a se enfrentar oficialmente pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 21h30, na Arena MRV, em Belo Horizonte. Em campo, duas realidades distintas: de um lado, um Atlético pressionado por resultados e com uma longa lista de desfalques; do outro, um Cruzeiro confiante, mas que tenta reencontrar o caminho das vitórias após uma sequência de tropeços.

O confronto marca o quinto duelo oficial entre os rivais desde o retorno da Raposa à Série A. O Galo, comandado por Jorge Sampaoli, ocupa a 14ª colocação na tabela, com 32 pontos conquistados — oito vitórias, oito empates e dez derrotas. A meta do time alvinegro é clara: afastar-se de vez da zona de rebaixamento e reencontrar estabilidade em meio a uma temporada marcada por irregularidades e baixas médicas.

Já o Cruzeiro, sob o comando do português Leonardo Jardim, vive uma fase melhor. Com 52 pontos, o clube celeste figura na 3ª colocação do Brasileiro e mira a vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores de 2026. Mesmo assim, os últimos resultados (uma derrota e dois empates consecutivos) esfriaram o embalo do time e reduziram as chances de título para 5,4%, segundo cálculos do Departamento de Matemática da UFMG.

Galo pressionado e cheio de desfalques

O técnico Jorge Sampaoli enfrenta um verdadeiro quebra-cabeça para montar o Atlético. O departamento médico e as convocações para seleções nacionais deixaram o elenco bastante reduzido — o número de desfalques pode chegar a 12.

Entre as ausências confirmadas estão Ivan Román (fratura na mão esquerda), Lyanco (ruptura do tendão de Aquiles), Vitor Hugo (suspenso), Junior Alonso e Alan Franco (convocados para Paraguai e Equador, respectivamente). Também estão fora Alexsander (lesão no joelho), Patrick (problema lombar), Igor Gomes (suspenso), Tomás Cuello (fratura na fíbula), Caio Maia (ruptura no ligamento cruzado), e Júnior Santos (lesão no púbis). Rony é dúvida, com edema na coxa direita.

Com um elenco desfalcado, Sampaoli deve recorrer a jovens e improvisações. O sistema tático preferido do argentino, com três zagueiros e linha ofensiva adiantada, será adaptado às circunstâncias. A provável formação alvinegra tem: Everson; Saravia, Ruan Tressoldi, Vitão e Guilherme Arana; Fausto Vera, Gabriel Menino e Gustavo Scarpa; Bernard, Dudu e Hulk (Rony).

Caso Rony não atue, Hulk deve reassumir a titularidade e a função de referência no ataque, tendo Bernard e Arana como peças-chave para a transição ofensiva. O treinador argentino destacou em entrevista recente que, apesar dos problemas físicos, “o Atlético precisa competir com coragem e intensidade para resgatar sua identidade em campo”.

Cruzeiro mantém foco e aposta em consistência

No Cruzeiro, o clima é de confiança, mesmo com algumas ausências. Leonardo Jardim não poderá contar com o zagueiro Fabrício Bruno, que defendeu a Seleção Brasileira em amistoso contra o Japão e não terá tempo hábil para se reapresentar. Disputam a vaga ao lado do argentino Lucas Villalba os defensores Jonathan Jesus e João Marcelo, com o primeiro levando vantagem.

Os demais desfalques são Janderson (lesão no joelho), Fagner (recuperação de fratura na fíbula), Matheus Henrique (fratura nas costelas) e Luis Sinisterra (edema muscular na coxa).

Por outro lado, o técnico cruzeirense comemora os retornos de William, Lucas Romero e Kaio Jorge, que cumpriram suspensão. O trio é considerado essencial para o equilíbrio da equipe, principalmente no setor de meio-campo, onde Lucas Silva e Romero fazem dupla de sustentação.

A provável escalação celeste tem: Cássio; William, Jonathan Jesus (João Marcelo), Villalba e Kaiki; Lucas Silva, Lucas Romero, Christian e Matheus Pereira; Wanderson e Kaio Jorge.

Clima de decisão

O clássico na Arena MRV deve registrar casa cheia. Até esta terça-feira (14/10), o Atlético havia vendido mais de 40 mil ingressos, com expectativa de esgotar a capacidade total do estádio. A Polícia Militar e a Federação Mineira de Futebol reforçaram o esquema de segurança, dada a rivalidade histórica entre as torcidas.

Em campo, além dos três pontos, está em jogo o orgulho. Para o Atlético, a vitória significa fôlego e tranquilidade na reta final do campeonato. Para o Cruzeiro, pode representar a consolidação definitiva entre os líderes e a manutenção do sonho de voltar a conquistar o Brasileirão.

Enquanto a bola não rola, a expectativa cresce. Como sempre, o Clássico Mineiro promete emoção, rivalidade e, sobretudo, o espírito apaixonado que faz de Atlético e Cruzeiro dois dos maiores símbolos do futebol brasileiro.