Doença cresce silenciosamente e pode causar complicações graves; AMMESF intensifica conscientização na região
A Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (AMMESF) intensificou, nesta semana, o alerta à população sobre a necessidade de atenção permanente ao diabetes, uma doença crônica e silenciosa, capaz de provocar complicações severas quando não é identificada e tratada de forma adequada. O movimento reforça as ações de conscientização realizadas em novembro, mês marcado pelo Dia Mundial do Diabetes (14/11), data criada para lembrar a contribuição de Frederick Banting, um dos descobridores da insulina, fundamental para o tratamento da doença.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o diabetes, quando não controlado, compromete progressivamente vários órgãos e sistemas. Entre as principais complicações estão doenças cardíacas, perda progressiva da visão, danos renais, alterações nos nervos periféricos e problemas circulatórios, que podem resultar em incapacidades graves e até em risco de morte. A SES-MG alerta que, embora a doença se desenvolva de maneira lenta, seus impactos são extensos e, muitas vezes, irreversíveis quando não há acompanhamento adequado.
A AMMESF reforça que a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para conter o avanço do diabetes, sobretudo do tipo 2, que representa cerca de 90% dos casos registrados no país. Mudanças simples, como adoção de alimentação saudável, prática regular de atividade física, abandono do sedentarismo e monitoramento periódico da glicemia podem evitar o aparecimento da doença ou, ao menos, impedir sua progressão. Outro ponto destacado é a necessidade de acompanhamento constante para pessoas que já convivem com a condição, assegurando controle glicêmico e evitando complicações crônicas.
Um dos aspectos que mais preocupam especialistas é o pré-diabetes — condição em que os níveis de glicose já se encontram elevados, embora ainda não suficientes para o diagnóstico definitivo do diabetes tipo 2. De acordo com a SES-MG, essa fase inicial é totalmente tratável e pode ser revertida com mudanças no estilo de vida, reduzindo em até 58% o risco de evolução para diabetes. Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser indicado para auxiliar no controle metabólico, sempre sob a orientação de profissionais de saúde.
O Ministério da Saúde classifica o diabetes em quatro grandes categorias:
• Diabetes Tipo 1 – doença autoimune caracterizada pela destruição das células que produzem insulina;
• Diabetes Tipo 2 – associado à resistência à insulina, obesidade, sedentarismo e envelhecimento, sendo o mais comum;
• Diabetes Gestacional – condição desencadeada por alterações hormonais durante a gravidez;
• Pré-diabetes – quadro em que há elevação da glicose, sem atingir critérios diagnósticos definitivos para diabetes.
Com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento e fortalecer as ações de cuidado integral, o Estado de Minas Gerais disponibiliza medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) e oferece acompanhamento regular na Atenção Primária à Saúde. Para garantir atendimento mais integrado, o governo estadual opera o Projeto Saúde em Rede, iniciativa que interliga serviços e organiza fluxos entre Atenção Primária e Atenção Especializada, com foco em doenças crônicas como hipertensão e diabetes.
A AMMESF destaca que a mobilização é fundamental para reduzir o número de casos e melhorar a qualidade de vida da população dos municípios que compõem a região do Médio São Francisco. A entidade reforça que a prevenção deve ser prioridade, e que a população deve buscar orientação médica sempre que houver fatores de risco, sintomas persistentes ou histórico familiar da doença.
“Cuidar da saúde é garantir futuro. E quando falamos de diabetes, cuidar é prevenir, acompanhar e agir cedo. Nosso compromisso é fortalecer essa rede de proteção para que menos pessoas adoeçam e mais tenham acesso ao tratamento adequado”, reforça a associação.
A entidade ainda orienta que a população mantenha os exames em dia, adote hábitos saudáveis e procure as unidades de saúde sempre que necessário. O diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo são as chaves para evitar complicações graves e assegurar uma vida plena às pessoas com diabetes ou predisposição à doença.


