A Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (AMMESF) está reforçando junto aos gestores municipais de saúde a importância da adoção imediata dos três novos manuais publicados pelo Ministério da Saúde, que tratam da padronização da comunicação e da identidade visual na Atenção Primária do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo das publicações é garantir que todos os serviços vinculados à rede básica de saúde tenham uniformidade visual, fortalecendo a presença do SUS e aproximando ainda mais os cidadãos das políticas públicas oferecidas pelo governo federal.
De acordo com o Ministério da Saúde, os documentos técnicos têm caráter normativo e oferecem orientações detalhadas sobre a aplicação das marcas do SUS em diferentes contextos, evitando distorções gráficas ou alterações inadequadas. As regras incluem proporções corretas, paleta de cores, posicionamento dos elementos visuais e orientações quanto ao uso em materiais digitais e impressos.
Padronização estratégica
Para a AMMESF, a iniciativa reforça a credibilidade do SUS ao criar uma linguagem visual única em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ambulatórios, equipes móveis e demais programas vinculados à Atenção Primária. A padronização fortalece a imagem institucional, amplia a visibilidade das ações públicas e contribui para a construção de um vínculo de confiança entre usuários e equipes de saúde.
A entidade alerta que a não observância das diretrizes pode gerar inconsistências, dificultando a identificação dos serviços por parte da população. Já a padronização facilita a comunicação, promove clareza e fortalece a noção de pertencimento da comunidade às políticas públicas de saúde.
Organização em três eixos
O Manual de Identidade Visual e Sinalização foi estruturado em três grandes áreas de orientação:
Sinalização – traz recomendações sobre a identificação externa e interna das unidades, desde placas de fachada até sinalizações de ambientes internos, corredores e consultórios.
Ambiência – estabelece diretrizes de ambientação que estimulam a aproximação entre equipes e comunidade, garantindo espaços acolhedores e mais humanizados.
Conteúdos técnicos e informativos – apresenta modelos de peças institucionais que ampliam a transparência junto ao controle social, fornecem suporte às equipes multiprofissionais e garantem comunicação acessível ao cidadão.
Esses materiais incluem modelos fixos prontos para produção, além de versões editáveis, que podem ser adaptadas à realidade de cada município sem perder a uniformidade nacional.
Unidades móveis e populações específicas
O material contempla ainda a padronização das unidades móveis de saúde, fundamentais para garantir o atendimento em comunidades rurais, ribeirinhas e localidades de difícil acesso. Entre os exemplos estão as Unidades Básicas de Saúde Fluvial, que atendem populações ribeirinhas da Amazônia, o programa Brasil Sorridente e os veículos utilizados pelo Consultório na Rua, voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A padronização nesses casos reforça a presença do SUS em regiões afastadas e garante que o cidadão reconheça facilmente os serviços de saúde, independentemente do território.
Vestuário e equipamentos de proteção
Outro ponto de destaque é a uniformização de vestuário e acessórios utilizados pelos profissionais da Atenção Primária. Os manuais estabelecem diretrizes para jalecos, camisetas, coletes e demais uniformes, além da padronização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, toucas e aventais.
Essa medida fortalece a identidade visual do SUS em programas estratégicos, como a Estratégia Saúde da Família (ESF), a Atenção Primária Prisional e a Academia da Saúde, além de reforçar o papel dos profissionais como representantes diretos das políticas públicas de saúde junto à população.
Impacto nos municípios
Para a AMMESF, a correta utilização das marcas e da identidade visual contribui não apenas para a padronização estética, mas também para valorização institucional do SUS. Segundo a entidade, a clareza na comunicação reforça a confiança da comunidade nos serviços, melhora a visibilidade dos programas em execução e fortalece o vínculo entre Estado e sociedade.
“Esses manuais não são apenas guias de design, mas instrumentos de gestão que dão suporte às equipes e ampliam a transparência das ações públicas. Para o cidadão, ver a marca do SUS aplicada corretamente é ter a certeza de que aquele serviço faz parte de uma rede estruturada e reconhecida nacionalmente”, destacou a assessoria técnica da AMM.
Acesso aos manuais
Os materiais estão disponíveis no portal oficial do Ministério da Saúde. Gestores municipais e equipes técnicas podem realizar o download gratuito, tanto das versões fixas quanto das editáveis, para aplicação imediata em suas unidades e programas.
Em caso de dúvidas, a orientação é entrar em contato diretamente com o Ministério da Saúde pelo e-mail editorial.saps@saude.gov.br


