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AMAMS questiona mudança de pedágio na BR-251 e alerta para prejuízos à população - Rede Gazeta de Comunicação

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AMAMS questiona mudança de pedágio na BR-251 e alerta para prejuízos à população

Entidade cobra explicações da ANTT sobre alteração do local da praça de cobrança, transferida do projeto apresentado em Francisco Sá para as proximidades do Clube Lagoa da Barra, em Montes Claros

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) questiona a alteração da localização da praça de pedágio prevista para a BR-251 e alerta para os possíveis impactos econômicos e sociais da mudança sobre os usuários da rodovia. A entidade encaminhou, nesta terça-feira (20), um ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), solicitando esclarecimentos sobre a decisão e a reavaliação do local definido para a estrutura.

A iniciativa é do presidente da AMAMS e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, que participou das duas audiências públicas promovidas pela agência para discutir a concessão da rodovia. Segundo a associação, durante as apresentações à população, a praça de pedágio estava prevista para o km 492,1, em Francisco Sá. Entretanto, conforme comunicado da concessionária Ecovias das Gerais, a estrutura está sendo implantada no km 510, em Montes Claros, nas proximidades do Clube Lagoa da Barra.

A mudança preocupa a entidade porque pode alterar os custos de deslocamento de milhares de pessoas que utilizam a BR-251 regularmente. Entre os grupos potencialmente afetados estão trabalhadores, estudantes, pacientes que precisam viajar para consultas e tratamentos de saúde, comerciantes e transportadores que dependem da rodovia para suas atividades.

Para a AMAMS, a alteração precisa ser acompanhada de justificativas técnicas claras e de informações transparentes sobre suas consequências. A associação argumenta que a mudança de localização pode atingir usuários que, conforme a configuração inicialmente apresentada, não seriam submetidos às mesmas condições de cobrança em determinados deslocamentos.

“Participei das audiências públicas e acompanhei a apresentação do projeto original. Agora nos deparamos com uma mudança significativa na localização da praça de pedágio, que pode trazer prejuízos diretos à população”, afirma Ronaldo Soares Mota Dias.

O presidente ressalta que o questionamento não representa oposição às obras de infraestrutura ou à concessão da rodovia. Segundo ele, a duplicação da BR-251 é importante para o desenvolvimento do Norte de Minas, especialmente para melhorar a segurança viária, facilitar o transporte de mercadorias e fortalecer a integração entre os municípios.

“Não somos contra a duplicação da BR-251. Pelo contrário, sabemos da importância dessa obra para o Norte de Minas. O que estamos questionando é a alteração do projeto inicial e o prejuízo que ela pode causar. Uma decisão como essa precisa ter justificativa técnica, transparência e, acima de tudo, respeito à população que será diretamente afetada”, destaca.

No documento encaminhado à ANTT, a AMAMS solicita esclarecimentos formais sobre os motivos que levaram à mudança do quilômetro previsto para a instalação da praça de pedágio. A entidade também pede acesso aos estudos técnicos que fundamentaram a decisão, além da reavaliação da localização e da abertura de diálogo com os representantes dos municípios potencialmente afetados.

A associação defende que sejam considerados os reflexos da cobrança sobre o transporte de pacientes, o comércio, a circulação de trabalhadores e a dinâmica econômica regional. A preocupação é que a nova configuração imponha despesas adicionais a famílias e empresas que dependem de deslocamentos frequentes pela rodovia.

“Se houve uma mudança, é necessário explicar por que ela aconteceu e demonstrar que não haverá prejuízos desproporcionais aos usuários. Como presidente da AMAMS, minha responsabilidade é cobrar essas respostas e defender os interesses da nossa região”, conclui Ronaldo.

A AMAMS reafirma o apoio aos investimentos em infraestrutura rodoviária, mas defende que a execução da concessão da BR-251 seja conduzida com transparência, responsabilidade e respeito às informações apresentadas durante o processo de participação pública. A entidade aguarda os esclarecimentos dos órgãos responsáveis e sustenta que os impactos da mudança precisam ser avaliados antes de se consolidarem prejuízos à população do Norte de Minas.