A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) cobrou maior união do Norte de Minas — tanto das classes políticas quanto da sociedade civil, por meio das entidades de classe — para pressionar o governo a ampliar o trecho previsto para duplicação da BR-251 no processo de concessão da rodovia.
O secretário-executivo da AMAMS, José Nilson Bispo de Sá, o “Nilsinho”, representou a entidade na mobilização realizada no sábado, em um posto de combustível da cidade. Ele destacou que a AMAMS participou das audiências públicas realizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e reivindicou, no mínimo, o dobro da extensão prevista inicialmente, passando dos 24 quilômetros para ao menos 48 quilômetros. Na mobilização, a meta é alcançar a duplicação de 80 quilômetros. No projeto original, estão previstos apenas 24 quilômetros de duplicação, de Montes Claros até o entroncamento com a MGT-122.
Nilsinho reforçou que a ANTT se comprometeu a ampliar a extensão duplicada da rodovia após uma visita técnica no dia 4 de fevereiro, quando os técnicos testemunharam um acidente com vítima fatal na Serra de Francisco Sá. O coordenador das mobilizações, Adaildo Rocha, o “Tampinha” — presidente do CIMAMS e prefeito de Curral de Dentro — destacou a importância da atuação da AMAMS, que sediou a primeira audiência pública sobre o tema. O prefeito Diego Andrade, de Grão Mogol, também reforçou o apoio à luta da associação. Nilsinho ressaltou ainda que a AMAMS estará ao lado do CIMAMS nesta campanha.
Durante seu discurso, Nilsinho criticou a discrepância no projeto de concessão, que prevê a duplicação de 157 quilômetros da BR-116 com três pedágios, enquanto a BR-251 teria apenas 24 quilômetros duplicados, também com três pedágios. Ele sugeriu a duplicação de trechos críticos, como as serras de Francisco Sá, São Calixto, Salinas e Vacaria, além da construção de trevos nos entroncamentos de cidades como Grão Mogol e Riacho dos Machados.
Por fim, propôs que os pedágios sejam distribuídos a cada 50 quilômetros — e não a cada 100 quilômetros, como está no projeto — de forma a beneficiar mais municípios com a geração de ISS e empregos, sem aumentar o custo total para os usuários.


